Moro critica Copel (CPLE6) privatizada e descarta vender Sanepar (SAPR11)
"A privatização serve para ter um serviço mais eficiente. O serviço que a Copel hoje presta aos paranaenses não é mais eficiente", afirmou Moro.
A Copel (CPLE6) concluiu nesta segunda-feira (10) a venda de uma fatia de 51% da Compagas (Companhia Paranaense de Gás) para a Compass Gás e Energia, empresa do grupo Cosan (CSAN3).
💲 O negócio havia sido anunciado em julho, no valor de R$ 906 milhões. Contudo, estava sujeito ao cumprimento de determinadas condições. Por isso, só agora foi finalizado.
Com isso, a Copel recebeu 40% da quantia acordada com a Compass, em valores corrigidos. O restante será pago nos próximos dois anos, sendo 30% até 16 de setembro de 2025 e 30% até 16 de setembro de 2026.
Em comunicado, a Copel afirmou que o desinvestimento faz parte da estratégia de "focar em seu core business e na descarbonização do seu portfólio". Além disso, analistas avaliam que a venda do controle da Compagas tem potencial para turbinar os dividendos da elétrica.
📈 O BTG Pactual, por exemplo, calculou que os dividendos da Copem poderiam saltar de R$ 880 milhões para R$ 1,108 bilhão neste ano, caso 50% do ganho de capital obtido com o negócio fossem distribuídos aos acionistas.
Ainda de acordo com o banco, o DY (Dividend Yield) da Copel subiria de 3% para 3,7% neste cenário. O DY, contudo, poderia chegar a 5,3% se todo o dinheiro levantado na operação fosse convertido em dividendos.
Leia também: Copel (CPLE6) pagará R$ 485,1 milhões em dividendos e JCP
Já o Itaú BBA avaliou que o negócio mostrava a capacidade da Copel "de entregar seu plano de desinvestimento em termos atrativos, desbloqueando mais valor para os acionistas e potencialmente rendendo dividendos mais altos”.
Ao apresentar os resultados de 2023, o CEO da Copel, Daniel Slaviero, já havia admitido que o desinvestimento em ativos considerados não estratégicos, como era o caso da Compagas, abriria espaço para novos investimentos ou dividendos extraordinários.
Já a Compass Gás e Energia disse que a decisão de adquirir o controle da Compagas está alinhada ao plano de "focar em ativos irreplicáveis do setor de gás natural".
"A experiência acumulada da Compagas, somada à da Compass, tem o potencial de criar um importante vetor de desenvolvimento de infraestrutura no Paraná, ampliando o acesso aos benefícios do gás canalizado e contribuindo com a segurança energética do estado", comentou.
Em julho, a Compass já havia destacado que a Compagas opera com exclusividade a distribuição gás natural canalizado do Paraná por meio de contrato de concessão com vigência até junho de 2054.
Com cerca de 880 km de gasodutos, a companhia atendendo a mais de 54 mil clientes em 16 munícipios, com volume distribuído de 821 mil m3/dia de gás natural
"A privatização serve para ter um serviço mais eficiente. O serviço que a Copel hoje presta aos paranaenses não é mais eficiente", afirmou Moro.
A empresa fechou junho com dívida/Ebitda de 2,9x, nível visto pela gestão como ideal nos novos parâmetros de capital do ano.
A Copel informou que a renegociação ajusta o cronograma de desembolsos das concessões de geração, garantindo o equilíbrio do projeto.
A elétrica renovou seu programa de recompra com autorização para adquirir até 285,5 milhões de ações ordinárias na B3 até 2027.
O banco elevou o preço-alvo da ação de R$ 14 para R$ 18 e manteve recomendação de compra.
Mudança pode atrair fluxo relevante de investidores estrangeiros para ações de energia.
Migração para o Novo Mercado impulsiona número de acionistas da estatal.
Além dos pagamentos efetivos, duas empresas definem datas de corte para dividendos ao longo da semana.
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