Tesouro Direto

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Rentabilidade anual
Rentabilidade estimada
Preço (unidade)
Vencimento
14,23% 14,35% R$ 720,46 01/01/2029
14,41% 14,53% R$ 479,98 01/01/2032
Juros Semestrais
14,39% 14,51% R$ 780,31 01/01/2037
SELIC + 0,0738% 14,33% R$ 19.319,16 01/03/2031
SELIC 14,25% R$ 10,71 01/01/2036
IPCA + 7,70% 12,45% R$ 1.919,43 15/12/2049
IPCA + 7,48% 12,23% R$ 1.371,86 15/12/2054
IPCA + 7,30% 12,05% R$ 992,94 15/12/2059
IPCA + 7,19% 11,94% R$ 718,67 15/12/2064
IPCA + 7,13% 11,88% R$ 517,88 15/12/2069
IPCA + 7,11% 11,86% R$ 370,25 15/12/2074
IPCA + 7,11% 11,86% R$ 263,15 15/12/2079
IPCA + 7,11% 11,86% R$ 187,05 15/12/2084
IPCA + 8,47% 13,22% R$ 3.755,18 15/12/2031
IPCA + 8,41% 13,16% R$ 3.470,84 15/12/2032
IPCA + 8,32% 13,07% R$ 3.215,91 15/12/2033
IPCA + 8,25% 13,00% R$ 2.980,85 15/12/2034
IPCA + 8,17% 12,92% R$ 2.768,41 15/12/2035
IPCA + 8,09% 12,84% R$ 2.575,11 15/12/2036
IPCA + 8,00% 12,75% R$ 2.400,99 15/12/2037
IPCA + 7,92% 12,67% R$ 2.240,76 15/12/2038
IPCA + 7,84% 12,59% R$ 2.094,28 15/12/2039
IPCA + 7,77% 12,52% R$ 1.957,66 15/12/2040
IPCA + 7,70% 12,45% R$ 1.832,26 15/12/2041
IPCA + 7,63% 12,38% R$ 1.717,14 15/12/2042
IPCA + 7,57% 12,32% R$ 1.609,00 15/12/2043
IPCA + 7,51% 12,26% R$ 1.509,47 15/12/2044
IPCA + 7,46% 12,21% R$ 1.415,58 15/12/2045
IPCA + 7,41% 12,16% R$ 1.328,86 15/12/2046
IPCA + 7,63% 12,38% R$ 1.691,12 15/08/2040
IPCA + 7,37% 12,12% R$ 1.246,53 15/12/2047
IPCA + 7,26% 12,01% R$ 885,01 15/08/2050
IPCA + 8,27% 13,02% R$ 2.928,29 15/08/2032
IPCA + 7,34% 12,09% R$ 1.168,04 15/12/2048
Juros Semestrais
IPCA + 7,60% 12,35% R$ 4.066,96 15/05/2045
Juros Semestrais
IPCA + 7,44% 12,19% R$ 4.049,88 15/08/2060
Juros Semestrais
IPCA + 7,95% 12,70% R$ 4.153,53 15/05/2037

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é uma forma de investir em títulos públicos emitidos pelo Governo Federal. Na prática, funciona como um empréstimo que o investidor faz ao governo em troca de juros, com regras e condições definidas no momento da aplicação.

Os títulos do Tesouro Direto possuem diferentes prazos e formas de remuneração, permitindo alinhar o investimento a objetivos de curto, médio ou longo prazo. As principais modalidades são:

  • Prefixada: retorno definido no momento da compra
  • Pós-fixada: rendimento atrelado à taxa Selic
  • Atrelada à inflação: acompanha o IPCA acrescido de juros reais

Como o pagamento é garantido pelo Tesouro Nacional, o risco de crédito é considerado baixo. Além disso, o acesso é simples e democrático, sendo possível investir com valores reduzidos por meio de corretoras ou bancos habilitados.

Durante o período em que o título permanece na carteira, o investidor pode acompanhar a evolução da rentabilidade e decidir se prefere manter o papel até o vencimento, quando recebe o valor acordado, ou vendê-lo antecipadamente.

A transparência em relação a prazos, taxas e condições de cada título facilita o entendimento sobre como o retorno é formado e como ele se comporta ao longo do tempo.

Essa combinação de segurança, flexibilidade e acesso digital fez do Tesouro Direto uma alternativa amplamente utilizada por investidores de diferentes perfis, desde quem busca preservar o poder de compra até quem planeja objetivos financeiros de longo prazo.

Como funciona o Tesouro Direto?

O funcionamento do Tesouro Direto é simples: ao comprar um título público, o investidor empresta dinheiro ao Governo Federal e recebe juros conforme o tipo de remuneração escolhida.

Toda a operação ocorre por meio de uma corretora ou banco habilitado, com valores mínimos acessíveis e acompanhamento online da posição.

Durante o período do investimento, é possível optar por manter o título até o vencimento ou vendê-lo antes, caso haja necessidade de liquidez ou mudança de estratégia.

Quando a venda ocorre antes do vencimento, o preço do título pode variar de acordo com as expectativas do mercado para juros e inflação, mecanismo conhecido como marcação a mercado.

Por isso, o valor recebido pode ser maior ou menor do que o inicialmente investido, dependendo do cenário econômico.

Na prática, ao investir no Tesouro Direto, o investidor adquire um fluxo futuro de pagamentos (juros + principal) a uma taxa negociada no momento da compra. Essa taxa reflete o prêmio exigido pelo mercado para determinado prazo e risco.

O processo de investimento envolve as seguintes etapas:

  • Abertura de conta em uma corretora
  • Transferência de recursos
  • Escolha do título e do vencimento
  • Compra do título
  • Acompanhamento e eventual resgate

Qual é o melhor Tesouro Direto para investir?

Os títulos do Tesouro Direto possuem estruturas de remuneração e prazos distintos, o que permite adaptar a aplicação a diferentes objetivos financeiros.

Por isso, para escolher a melhor opção para seu perfil de investidor é preciso conhecer cada opção do Tesouro Direto. A seguir, veja as principais modalidades disponíveis.

Tesouro Prefixado (LTN)

O Tesouro Prefixado oferece uma taxa fixa definida no momento da compra, garantindo previsibilidade para quem mantém o título até o vencimento. Esse tipo de título embute um prêmio de prazo baseado nas expectativas da curva de juros e tende a ser mais atrativo em cenários de queda dos juros futuros.

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F)

Nesse formato, o investidor recebe pagamentos de juros a cada semestre, reduzindo a concentração do retorno apenas no vencimento.

Mantém a lógica da taxa fixa, mas distribui o fluxo ao longo do tempo, sendo útil para quem busca renda periódica ou planejamento financeiro mais previsível.

Tesouro Selic (LFT)

O Tesouro Selic acompanha a variação da taxa Selic e apresenta baixa volatilidade no curto prazo, sendo amplamente utilizado como reserva de liquidez.

Por seguir a política monetária, reduz o risco de oscilações relevantes quando vendido antes do vencimento e costuma ser a principal referência para investidores conservadores.

Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal)

O Tesouro IPCA+ combina a correção pela inflação (IPCA) com uma taxa real fixa, preservando o poder de compra ao longo do tempo.

Pode ser uma boa opção para objetivos de longo prazo, como aposentadoria, educação ou projetos futuros. Por ter duration mais elevada, é mais sensível às variações da curva de juros no curto prazo.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B)

Segue a mesma lógica do Tesouro IPCA+, mas com pagamento de cupons semestrais. Essa estrutura facilita o planejamento de renda recorrente, embora altere a dinâmica de marcação a mercado e a sensibilidade do título às variações de juros.

Tesouro Direto Renda+ (RendaMais)

O Tesouro Renda+ foi desenvolvido para quem deseja formar patrimônio ao longo do tempo e, no futuro, transformá-lo em renda mensal previsível. Funciona em duas fases: primeiro, o investidor acumula recursos; depois, passa a receber pagamentos mensais durante o período escolhido.

A remuneração segue a lógica dos títulos atrelados ao IPCA, combinando inflação com taxa real fixa, o que preserva o poder de compra da renda ao longo do tempo.

Por ser um título de longo prazo, pode apresentar oscilações no curto prazo, mas tende a cumprir a lógica contratada para quem mantém até o início da fase de renda.

O seu perfil de investidor, conservador, moderado ou arrojado, influencia diretamente a escolha dos ativos. Conhecê-lo ajuda a evitar decisões impulsivas e traz mais segurança e tranquilidade ao longo do processo de investimento.

Qual é o rendimento do Tesouro Direto?

O rendimento do Tesouro Direto varia conforme o tipo de título escolhido e o prazo do investimento. Cada modalidade possui características próprias, ligadas à taxa Selic, à inflação ou a uma taxa prefixada.

O Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros da economia e é indicado para quem busca segurança e liquidez. Já o Tesouro IPCA+ oferece proteção contra a inflação, enquanto o Tesouro Prefixado garante previsibilidade de retorno, desde que mantido até o vencimento.

Em geral, títulos com prazos mais longos oferecem retornos potenciais maiores, mas também apresentam maior sensibilidade às oscilações do mercado. Por isso, é fundamental avaliar objetivos, prazo e perfil de risco antes de escolher o título mais adequado.

Custos e tributação do Tesouro Direto

Investir no Tesouro Direto envolve custos operacionais e tributários que impactam o retorno líquido.

A taxa de custódia da B3 é de 0,20% ao ano sobre o valor investido, com isenção para aplicações de até R$ 10 mil no Tesouro Selic. Algumas corretoras podem cobrar taxa de administração, embora muitas já operem com custo zero.

Na tributação, o Tesouro Direto segue a tabela regressiva do Imposto de Renda, aplicada apenas sobre os rendimentos:

  • 22,5% até 180 dias
  • 20,0% de 181 a 360 dias
  • 17,5% de 361 a 720 dias
  • 15,0% acima de 720 dias

Há também incidência de IOF apenas para resgates realizados nos primeiros 30 dias, com alíquota regressiva de 96% a 0% sobre os rendimentos.

O Imposto de Renda é retido automaticamente no resgate ou no pagamento de juros semestrais, o que facilita o controle e a comparação com outros investimentos de renda fixa. Entretanto, o IR incide apenas sobre os rendimentos e não sobre o montante total da aplicação.

O IOF é cobrado apenas nos resgates em período inferior a 30 dias. A tabela é regressiva, variando de 96% a 0% sobre o valor dos rendimentos no período. Veja a tabela:

Dias % Dias % Dias %
1 96% 11 63% 21 30%
2 93% 12 60% 22 26%
3 90% 13 56% 23 23%
4 86% 14 53% 24 20%
5 83% 15 50% 25 16%
6 80% 16 46% 26 13%
7 76% 17 43% 27 10%

Dúvidas comuns

É seguro investir no Tesouro Direto?

Sim. O Tesouro Direto é considerado seguro porque os títulos são emitidos e garantidos pelo Governo Federal. O principal risco está na oscilação de preços caso o título seja vendido antes do vencimento.

Como investir no Tesouro Direto?

Para investir no Tesouro Direto, basta abrir conta em uma corretora ou banco habilitado, escolher o título desejado, transferir os recursos e realizar a compra pela plataforma.

Quanto rende R$ 1 milhão no Tesouro Direto?

O rendimento depende do tipo de título, do prazo e das taxas de juros vigentes. Títulos pós-fixados acompanham a Selic, enquanto prefixados e IPCA+ seguem as taxas contratadas no momento da compra.

Como declarar Tesouro Direto no Imposto de Renda?

O saldo deve ser informado na ficha Bens e Direitos e os rendimentos na ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva.

Quem garante o pagamento dos títulos do Tesouro Direto?

O pagamento é garantido pelo Tesouro Nacional, órgão do Governo Federal responsável pela emissão da dívida pública.

Tesouro Direto tem FGC?

Não. O Tesouro Direto não possui FGC, pois a garantia vem diretamente do Governo Federal.

O Tesouro Direto oferece liquidez diária?

Sim. Os títulos do Tesouro Direto podem ser resgatados em dias úteis antes do vencimento, com liquidação no mesmo dia (D+0), diretamente pela plataforma do programa.

Nessa situação, a venda ocorre pelo valor de mercado da data da operação, que pode oscilar. Entre as opções disponíveis, o Tesouro Selic se destaca como a alternativa mais indicada para reserva de emergência, devido à sua menor volatilidade.

Qual é o risco do Tesouro Direto?

O risco de crédito é baixo. O principal risco é o de mercado, causado pela variação das taxas de juros quando o título é vendido antes do vencimento.