Fictor Alimentos muda de nome e propõe grupamento de ações na B3

A empresa agora se chama Fasa e quer agrupar ações, na proporção de 31 para 1.

Publicado em 19/09/2026 às 20:39h Publicado em 19/09/2026 às 20:39h por Marina Barbosa
O objetivo do grupamento é reenquadrar ação acima de R$ 1 (Imagem: Shutterstock)
O objetivo do grupamento é reenquadrar ação acima de R$ 1 (Imagem: Shutterstock)
Em recuperação judicial devido aos desdobramentos do caso Master, a Fictor Alimentos parece estar tentando entrar em uma nova fase.
🔎 A empresa mudou de nome no final de agosto, passando a se chamar Fasa. Por isso, o ticker de negociação das suas ações mudou de FICT3 para FASA3 na B3.
Agora, propôs um grupamento de ações para deixar o grupo das penny stocks (ações que valem centavos) da Bolsa brasileira.
A ideia é agrupar a totalidade das ações na proporção de 37 para 1 e deve ser discutida em uma assembleia extraordinária de acionistas convocada para o próximo dia 20 de outubro.
Se o grupamento for aprovado, os acionistas terão um prazo de no mínimo 30 dias para ajustar suas posições a lotes múltiplos de 37.
Eventuais frações serão leiloadas pela empresa, para que o valor seja distribuído proporcionalmente aos seus titulares.

Penny stock

🪙 De acordo com a Fasa, o objetivo do grupamento é cumprir a ordem da B3 de reenquadrar o valor das suas ações acima de R$ 1.
A B3 impõe limites às chamadas penny stocks por causa da alta volatilidade desses papeis. Por isso, notifica as empresas cujas ações são negociadas por menos de R$ 1 por 30 pregões consecutivos, dando um prazo para a companhia adotar as medidas necessárias para reenquadrar a cotação ao patamar mínimo de R$ 1.
A então Fictor Alimentos entrou no grupo das penny stocks em fevereiro de 2026, depois que a sua controladora, a Fictor Holding, pediu recuperação judicial devido aos prejuízos sofridos em meio ao caso Master.
A Fictor Holding apresentou uma proposta para comprar o Banco Master em conjunto com um consórcio de investidores árabes em novembro de 2025, um dia antes de a instituição de Daniel Vorcaro ser liquidada pelo BC (Banco Central). Depois, disse que enfrentou especulações negativas que atingiram "duramente" a liquidez.
A Fictor Alimentos acabou pedindo para entrar no processo de recuperação judicial da holding algumas semanas depois, dizendo que ficou com acesso restrito a crédito e relações comerciais impactadas pela situação da sua controladora.
Diante dessa situação, as ações da empresa chegaram a ser negociadas abaixo dos R$ 0,20 na B3 e ainda não voltaram ao piso de R$ 1 estabelecido pela B3. No fechamento de sexta-feira (18), o papel era cotado por R$ 0,29.
A companhia foi alertada da situação pela B3 em abril e logo admitiu a possibilidade de grupamento, mas acabou conseguindo ampliar o prazo de reenquadramento das ações até 30 de novembro de 2026. Por isso, só agora colocou a proposta para deliberação dos acionistas.

Novo nome

O grupamento de ações foi formalmente proposto pouco depois de a Fictor Alimentos mudar de nome, passando a se chamar Fasa. A mudança foi implementada em 31 de agosto, sem muitos comentários por parte da companhia.
"A mudança tem natureza exclusivamente cadastral e operacional, sem modificar a quantidade, as características ou os direitos das ações, o capital social ou a posição dos acionistas", disse, à época.

FICT3

FICTORALIMEN
Cotação

R$ 0,19

Variação (12M)

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Margem Líquida

62,35 %

P/L

0,67

P/VP

0,35