Itaúsa (ITSA4) investe R$ 732 mi e eleva participação na Aegea para 14%

O aporte faz parte da estratégia de alocação eficiente de capital da Itaúsa, mas poderia ter sido maior.

Publicado em 06/08/2026 às 12:21h Publicado em 06/08/2026 às 12:21h por Marina Barbosa
Aegea é a aposta da Itaúsa no setor de saneamento (Imagem: Shutterstock)
Aegea é a aposta da Itaúsa no setor de saneamento (Imagem: Shutterstock)
A Itaúsa (ITSA4) elevou a sua participação na Aegea, empresa que é referência no setor de saneamento privado brasileiro e prepara-se para estrear na B3.
💲 A holding entrou com R$ 732 milhões no novo aumento de capital da Aegea. Com isso, a sua participação na empresa subiu de 13,27% para 14,01% do capital total.
De acordo com a Itaúsa, a operação faz parte da estratégia de alocação eficiente de capital. Dessa forma, reforça seu "compromisso contínuo com a criação de valor aos acionistas, às investidas e à sociedade".
Em fato relevante, a holding destacou ainda que o recurso saiu do seu próprio caixa. Por isso, não espera que a operação tenha efeitos relevantes no resultado deste ano.
A Itaúsa divulga os resultados do segundo trimestre de 2026 na próxima segunda-feira (10), após o fechamento do mercado. Veja a agenda de balanços do 2T26.

Aposta moderada

A Itaúsa, no entanto, poderia ter investido mais na Aegea, alcançando uma fatia de até 15,43% na companhia de saneamento.
📊 Isso porque o aumento de capital da empresa movimentou ao todo R$ 2,1 bilhões e deu aos seus acionistas a prioridade na subscrição das novas ações, em volume equivalente à sua participação na empresa. 
Dessa forma, a Itaúsa poderia subscrever entre R$ 730 milhões e R$ 1,5 bilhão em novas ações da Aegea.
Como a aposta ficou perto desse piso, o fundo soberano de Singapura GIC encabeçou o maior aporte, elevando a sua fatia na empresa para 35,67%.
Já a Equipav, principal acionista da Aegea, decidiu não participar desta capitalização. Com isso, a sua participação caiu para 50,32% no capital social.

O aumento de capital

A Aegea elevou o seu capital social em R$ 2,1 bilhões, com o objetivo de reforçar a estrutura de capital e acelerar o processo de desalavancagem.
📈 A operação envolveu a emissão de 37,9 milhões de novas ações ordinárias, a um preço de R$ 55,29 cada, sendo que 24,7 milhões ficaram com o GIC e os outros 13,2 milhões com a Itaúsa.
Em fevereiro, a empresa já havia feito outro aumento de capital com apoio da Itaúsa e da Aegea, só que no valor total de R$ 1,2 bilhão.
Com isso, a Aegea tenta reduzir a alavancagem e reconquistar a confiança do mercado, após ter revisado os balanços dos últimos cinco anos, para poder seguir com o plano de um IPO. Ainda nesse sentido, a empresa divulgou nessa quarta-feira (5) os resultados do segundo trimestre de 2026.
O balanço apontou para um prejuízo de R$ 46 milhões da Aegea Saneamento no trimestre, inferior à perda de R$ 87 milhões registrada um ano antes. Porém, mostrou um aumento da alavancagem, de 3,01x para 3,87x. Já o grupo Aegea teve um prejuízo de R$ 127 milhões e uma alavancagem de 4,33x no trimestre.

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