Vale (VALE3) tem no 2T26 melhor produção de minério desde 2018

Mineradora produz 84,3 milhões de toneladas de minério de ferro no trimestre, alta de +0,8%.

Publicado em 21/07/2026 às 19:53h Publicado em 21/07/2026 às 19:53h por Lucas Simões
Complexo S11D Eliezer Batista, a joia da coroa da VALE3, turbina resultados (Imagem: Shutterstock)
Complexo S11D Eliezer Batista, a joia da coroa da VALE3, turbina resultados (Imagem: Shutterstock)
A Vale (VALE3) apresentou na noite desta terça-feira (21) o seu relatório de produção e vendas referente ao segundo trimestre do ano (2T26), o qual já aponta que a companhia teve os seus resultados mais fortes em minério de ferro desde 2018.
No detalhe, a mineradora produziu 84,3 milhões de toneladas de minério de ferro no trimestre, alta de +0,8% na comparação com o mesmo período de 2025. Logo, os números da empresa ficaram dentro das expectativas do mercado, que projetava produção entre 80 a 85 milhões de toneladas.
Tamanho recorde produtivo se deve em boa medida ao Complexo S11D Eliezer Batista, a joia da coroa da VALE3, e pelos volumes adicionais dos projetos Capanema e VGR1.
Já a produção de pelotas totalizou 7,3 milhões de toneladas no 2T26, queda de -7% na comparação anual em linha com a suspensão temporária das operações das plantas de Omã durante parte do trimestre, em decorrência dos conflitos entre EUA e Irã.
Por sua vez, as vendas de minério de ferro pela VALE3 no 2T26 atingiram 79,7 milhões de toneladas, incremento de +3% ante igual período do ano passado, refletindo a venda de estoques e o aumento da produção. 
O preço médio realizado de finos de minério de ferro, todavia, atingiu US$ 95 por tonelada no 2T26. Ou seja, a VALE3 teve um prêmio cerca de US$ 0,80 por tonelada vendida de minério menor, quando comparado com o primeiro trimestre do ano. 
Conforme o relatório de produção e vendas, a mineradora teve de lidar com o impacto negativo dos mecanismos de precificação (US$ 1,30 por tonelada menor entre trimestres), afetados pelos ajustes de preços provisórios, e os menores prêmios de finos de minério de ferro (US$ 1,10 por tonelada menor entre trimestres). 

Cobre e níquel

Embora o carro-chefe da VALE3 sejam suas exportações de minério de ferro, a companhia também mantém negócios relevantes em demais metais preciosos, como cobre e níquel, os quais também tiveram aumento produtivo ao longo do 2T26. 
Só a produção de cobre totalizou 98,4 mil toneladas, avanço de +6% na comparação, graças ao forte desempenho dos ativos brasileiros, com produção recorde para um segundo trimestre na mina em Salobo, assim como maior produção nas minas em Sossego e Voisey’s Bay. 
Já a produção de níquel da VALE3 extraiu 42 mil toneladas, crescimento de +4% na comparação anual, impulsionada pela maior produção de Onça Puma e produção recorde em Long Harbour, compensando o impacto da manutenção bienal programada das instalações downstream de Sudbury.
Em termos de vendas, o cobre pagável rendeu 97,6 mil toneladas ao longo do 2T26, melhora de 8,6 mil toneladas, contando com preço médio realizado de US$ 14.062 por tonelada, alta de US$ 919 por tonelada na comparação entre trimestres.
As vendas de níquel foram de 44,4 mil toneladas no 2T26, salto de 3 mil toneladas na comparação anual. O preço médio realizado de níquel foi US$ 18.061 por tonelada, cerca de US$ 1.046 por tonelada acima do que o apurado no primeiro trimestre do ano.

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