Lula ou Flávio? Citi elege 20 ações para investir dependendo de quem vencer

Para o pleito de 2026, o Citi selecionou dez ações ideais caso Lula vença e outras dez apostas se Flávio Bolsonaro for eleito.

Publicado em 02/09/2026 às 19:43h Publicado em 02/09/2026 às 19:43h por Matheus Silva
Para o banco, qualquer governo terá a mesmo dificuldade fiscal no Brasil (Imagem: Shutterstock)
Para o banco, qualquer governo terá a mesmo dificuldade fiscal no Brasil (Imagem: Shutterstock)
📊 O Citi montou duas carteiras de ações voltadas para a eleição presidencial de 2026, com dez nomes preferidos para um eventual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros dez para uma administração de Flávio Bolsonaro (PL)
A diferença entre as listas reflete as implicações econômicas e setoriais distintas que o banco espera de cada cenário.
Para uma eventual reeleição de Lula, os analistas do Citi favorecem ações consideradas "all weather", ou seja, empresas capazes de sustentar desempenho em diferentes condições de mercado, além de companhias com exposição a programas governamentais específicos, como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV). 
Já em um cenário de vitória de Flávio Bolsonaro, a preferência muda para ações de maior duração, negócios cíclicos e empresas seletivamente alavancadas, tese ligada à expectativa de juros de longo prazo menores nesse cenário.

Fiscal será o mesmo desafio nos dois cenários, avalia o Citi

Apesar das agendas distintas dos candidatos, o Citi avalia que ambos os governos enfrentariam a mesma restrição estrutural quando o assunto é a necessidade de recuperar a confiança na trajetória fiscal do Brasil. 
Segundo o banco, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro teriam de lidar com dívida elevada, política monetária restritiva e um Congresso fragmentado.
Por isso, a diferença central entre as duas administrações não estaria na necessidade de promover ajuste fiscal, mas na forma como esse ajuste seria conduzido. Para o Citi, a credibilidade da consolidação fiscal e a capacidade de o governo eleito obter apoio no Congresso serão os fatores decisivos para o desempenho das ações brasileiras em 2027.

Com Lula, Citi prefere ações "all weather" e ligadas ao MCMV

No cenário de reeleição de Lula, a estratégia do banco se concentra em empresas com balanços fortes e poder de precificação, além de companhias expostas a programas específicos do governo. 
O Citi ressalta que essas são preferências relativas dentro de sua cobertura, e não devem ser interpretadas como uma divisão binária entre ações que ganhariam ou perderiam com um quarto mandato de Lula.

Com Flávio, aposta muda para ações cíclicas

Em uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, a preferência do Citi migra para ações de maior duração, negócios cíclicos e empresas seletivamente alavancadas, companhias que poderiam se beneficiar de uma expectativa de juros de longo prazo mais baixos. 
📈 Assim como na lista anterior, o banco reforça que essas escolhas representam preferências relativas dentro de sua cobertura, e não uma classificação binária de vencedores e perdedores conforme o resultado das urnas.