Vale (VALE3) antecipa projeto que promete elevar produção de cobre

O sistema de Flotação de Partículas Grossas de Salobo deve entrar em operação em 2028.

Publicado em 13/08/2026 às 10:11h Publicado em 13/08/2026 às 10:11h por Marina Barbosa
No Pará, Salobo já é uma das principais operações de cobre do mundo (Imagem: Divulgação/Vale Base Metals)
No Pará, Salobo já é uma das principais operações de cobre do mundo (Imagem: Divulgação/Vale Base Metals)
A Vale (VALE3) está avançando com o plano de elevar a produção de cobre no Pará, o que ainda pode trazer ganhos na operação de ouro.
⚒️ A companhia otimizou o projeto e espera antecipar em cerca de um ano o início das operações do sistema de Flotação de Partículas Grossas do Complexo de Cobre de Salobo, para o primeiro semestre de 2028.
Conhecido como CPF, o sistema usa uma tecnologia avançada de beneficiamento para melhorar o aproveitamento das reservas minerais. Dessa forma, promete ampliar a produção de cobre, mas também de ouro em Salobo.
A expectativa da Vale é que o projeto adicione 6 milhões de toneladas à capacidade anual de processamento de minério da planta, elevando a capacidade total para 42 milhões de toneladas por ano.
📈 Com isso, a produção anual de cobre deve aumentar em até aproximadamente 30 mil toneladas contidas em concentrado, trazendo junto cerca de 15 mil onças de ouro como subproduto.
Ao todo, a movimentação da mina deve crescer cerca de 7%, a partir também da introdução de novos equipamentos de transporte.
"Este projeto nos permitirá produzir mais cobre, de forma mais eficiente, utilizando a infraestrutura existente e, ao mesmo tempo, melhorando o desempenho ambiental", afirmou Shaun Usmar, o CEO da Vale Base Metals, subsidiária da Vale responsável pela produção de minerais críticos, como cobre e níquel.

Momento estratégico

Segundo Shaun Usmar, o movimento ocorre em um momento estratégico, já que o setor enfrenta dificuldades para disponibilizar novas ofertas de cobre e a demanda pela commodity segue em alta, devido à transição energética e digital.
"A Vale Base Metals está indo na contramão das tendências com a entrega antecipada de seus projetos de crescimento de cobre", afirmou, lembrando que a empresa já havia antecipado a entrega do Projeto Bacaba, também no Pará, em julho.
A produção de cobre da Vale cresceu 9,4% no primeiro semestre deste ano, chegando a 200,7 mil toneladas. Com isso, a companhia elevou em 10 mil toneladas a meta de produção da commodity para 2026, para o intervalo entre 360 mil e 380 mil toneladas.
Olhando para a frente, a meta da Vale é dobrar a produção de cobre até 2035, para cerca de 700 mil toneladas. Porém, a Vale Base Metals mira uma produção de 1 milhão de toneladas por ano a partir do desenvolvimento desses novos projetos.

Projeto antecipado

De acordo com a Vale, uma conjunção de fatores contribuiu para a antecipação do projeto em Salobo, o que deve permitir o início da operação comercial no primeiro semestre de 2028, um ano antes do previsto.
A empresa recebeu a licença de construção do Ibama antes do esperado e ainda simplificou o escopo do projeto, o que reduziu a necessidade de investimentos.
💲 A Vale Base Metals planejava investir de US$ 225 milhões a US$ 275 milhões no sistema. Porém, agora trabalha com um capex de aproximadamente US$ 215 milhões e ainda conseguiu ajuda para financiar o plano.
Parceira da Vale há mais de dez anos, a multinacional canadense Wheaton Precious Metals concordou em fornecer US$ 40 milhões para o projeto de Flotação de Partículas Grossas de Salobo. 
O recurso será pago em duas parcelas de US$ 20 milhões cada, atreladas a marcos do projeto, e reduziu para US$ 175 milhões as despesas de capital da Vale Base Metal no local.
"VBM e Wheaton concordaram com esses pagamentos em substituição a pagamentos futuros por marcos previstos no contrato de streaming existente de Salobo, o que exigiria que a Wheaton potencialmente fizesse pagamentos anuais de até US$ 8 milhões à VBM ao longo de um período de 10 anos, caso um plano de lavra de alto teor fosse implementado", explicou a Vale.

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