Fachin pode assumir caso Master no STF em meio à crise com ministros

Presidente da Corte teria consultado colegas sobre eventual troca de relator após novas revelações envolvendo Daniel Vorcaro.

Publicado em 05/09/2026 às 14:20h Publicado em 05/09/2026 às 14:20h por Wesley Santana
Aos 68 anos, Fachin é o atual presidente do STF (Imagem: Shutterstock)
Aos 68 anos, Fachin é o atual presidente do STF (Imagem: Shutterstock)

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) estaria cogitando assumir o relatório do caso Banco Master na Corte. Édson Fachin teria procurado alguns de seus colegas para consultar sobre a eventual troca.

Atualmente, o relator é o ministro André Mendonça, que teria tido contato com um dos principais investigados, o banqueiro Daniel Vorcaro. No entanto, antes disso, o caso também passou pelo gabinete de Dias Toffoli, que também foi apontado tendo conexões com o empresário hoje preso, e renunciou à relatoria do caso que foi sorteado no plenário.

Essa seria a solução encontrada por Fachin para conter a crise de imagem pela qual passa o STF neste momento. Ao menos quatro ministros foram citados na investigação conduzida pela Polícia Federal como tendo algum tipo de conexão com Vorcaro.

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O último desdobramento ocorreu nesta semana, quando foram divulgadas mensagens nas quais Vorcaro consulta Alexandre de Moraes sobre um eventual momento de sair do país, antes de ser preso. Depois disso, Moraes acusou Mendonça de parcialidade e pediu uma investigação contra o ministro.

Na última sexta, Édson deu um prazo de cinco dias úteis para que Moraes e Mendonça se expliquem. No despacho, destacou que nenhuma autoridade está acima da lei, além de destacar que quer o fim do inquérito das Fake News, em tramitação desde 2019, depois das eleições.

"Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas da nossa gestão: a adoção de um Código de Ética, o fim do Inquérito das Fake News, e a modernização do sistema de Justiça", disse Fachin. "A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, com o devido processo e as garantias constitucionais. Não haverá precipitação, mas tampouco omissão. A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa", concluiu.