Juíza diz que sócios da Americanas (AMER3) sabiam da fraude contábil
Despacho que autorizou buscas afirma que há indícios de que acionistas de referência tinham conhecimento das manipulações contábeis da companhia.
💬 O Instituto Ibero-Americano da Empresa protocolou, na última sexta-feira (13), um pedido formal na B3 (B3SA3) solicitando a exclusão definitiva da Americanas (AMER3) do segmento de mais alto nível de governança da bolsa, o Novo Mercado. Vale lembrar que, em janeiro, a B3 excluiu os títulos da Americanas de todos os seus índices, incluindo os da carteira ISE B3.
A justificativa apresentada pelo Instituto é o não cumprimento das exigências de transparência na gestão da empresa. A Americanas não cumpriu exigências como a publicação das demonstrações financeiras de 2023 com a ressalva do auditor e a não divulgação ao mercado da íntegra do parecer do chamado Comitê Independente Ad Hoc de Apuração das Causas e Responsabilidades Relacionadas a Inconsistências.
💭 O Instituto Empresa destaca ainda que a Americanas não realizou alterações em seus estatutos, normas internas ou regulamentos que demonstrassem um fortalecimento das estruturas de governança da companhia, o que seria um requisito para a revogação da suspensão do Novo Mercado. Além disso, o requerimento também inclui um pedido de informações adicionais sobre os conselheiros e administradores da Americanas.
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Se aprovado, o pedido pode resultar em uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) das ações da companhia. Cerca de 10 meses após o escândalo contábil que abalou a empresa, a B3 suspendeu o uso do selo de Novo Mercado pela Americanas, considerado o segmento de mais alto nível de governança da bolsa. Adicionalmente, a B3 também multou 22 pessoas físicas ligadas à administração da Americanas.
🗨️ Em resposta à suspensão, na época, a Americanas declarou que atendia a todos os critérios do Novo Mercado e manifestou confiança em uma revisão da decisão. A empresa reiterou sua posição de que havia sido vítima de uma fraude perpetrada pela antiga diretoria, que esteve à frente da companhia por cerca de duas décadas.
Despacho que autorizou buscas afirma que há indícios de que acionistas de referência tinham conhecimento das manipulações contábeis da companhia.
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
A varejista reiterou que os R$ 25,3 bilhões referentes aos lançamentos indevidos e às fraudes contábeis já foram divulgados ao mercado.
Operação apura suposta manipulação de mercado e ocultação de dívidas ligadas ao escândalo contábil da varejista.
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
A venda integrou o desinvestimento da Natural da Terra, que foi adquirida pela Americanas em 2021 pelo montante de R$ 2,1 bilhões.
O pedido vem três anos após a empresa protagonizar um dos maiores casos de fraude da história do mercado de capitais brasileiro.
A varejista entrou em recuperação judicial em 2023 após a descoberta de uma fraude bilionária que abalou sua credibilidade.
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