Juíza diz que sócios da Americanas (AMER3) sabiam da fraude contábil
Despacho que autorizou buscas afirma que há indícios de que acionistas de referência tinham conhecimento das manipulações contábeis da companhia.
Na noite desta quarta-feira (13), a Americanas (AMER3) divulgou seu balanço do primeiro trimestre de 2026. A varejista informou a redução do seu prejuízo em 34%, que chegou ao final de março em R$ 329 milhões.
Os investidores, claro, olharam atentos para esse número, mas outro assunto que chamou a atenção foi a possível saída da recuperação judicial. A companhia solicitou o término do processo há algumas semanas e, agora, diz que recebeu um parecer favorável do Ministério Público de forma antecipada.
“Fizemos pedido no final de março. Agora tem o trâmite burocrático. Já avançamos desde março, com parecer favorável do Ministério Público. Agora está nas mãos da juíza. Os advogados acreditam que a saída efetiva seja no terceiro trimestre deste ano”, disse o diretor financeiro, Sebastien.
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A decisão teria sido fundamentada nos esforços da companhia para fortalecer sua estrutura de capital. Nesta semana, por exemplo, anunciou a venda de 10 lojas da rede Natural da Terra, levantando cerca de R$ 69 milhões em capital, além da alienação de sua participação na Único.
“Estamos negociando a venda de imóveis também. Ainda temos propriedade de lojas e até prédios inteiros. Uma parte deve ser vendida ainda neste ano”, afirmou Durchon. Na última atualização da companhia, o valor estimado com as vendas de imóveis era de até R$ 468 milhões.
Mesmo com as novidades, os acionistas não se mostraram muito otimistas com a companhia. As ações da Americanas despencam cerca de 6% no pregão desta quinta, cotadas em R$ 5,30, conforme dados da B3.
Atualmente, a companhia mantém R$ 1 bilhão em valor de mercado, um saldo que vem crescendo com o passar dos meses. No começo deste ano, a situação era um pouco pior, mas os investidores voltaram a apostar no negócio centenário.
Despacho que autorizou buscas afirma que há indícios de que acionistas de referência tinham conhecimento das manipulações contábeis da companhia.
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
A varejista reiterou que os R$ 25,3 bilhões referentes aos lançamentos indevidos e às fraudes contábeis já foram divulgados ao mercado.
Operação apura suposta manipulação de mercado e ocultação de dívidas ligadas ao escândalo contábil da varejista.
A venda integrou o desinvestimento da Natural da Terra, que foi adquirida pela Americanas em 2021 pelo montante de R$ 2,1 bilhões.
O pedido vem três anos após a empresa protagonizar um dos maiores casos de fraude da história do mercado de capitais brasileiro.
A varejista entrou em recuperação judicial em 2023 após a descoberta de uma fraude bilionária que abalou sua credibilidade.
A emissão foi formalizada por meio de escritura celebrada entre a companhia.
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