AMER3: CVM fecha nova "delação" sobre fraude nas Americanas
Expectativa é que acordo gere mais informações sobre esquema que provocou rombo bilionário.
🔎 O MPF (Ministério Público Federal) denunciou na última segunda-feira (31) 13 ex-executivos e funcionários da Americanas (AMER3), acusados de fraude bilionária estimada em R$ 25,3 bilhões.
Entre os denunciados, destacam-se o ex-presidente executivo da empresa, Miguel Gutierrez, e a ex-presidente executiva da B2W, responsável pela área digital, Anna Saicali. O texto diz que Gutierrez 'planejou, ordenou e executou' a fraude.
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“Enquanto comandava as Lojas Americanas, Gutierrez estava ciente de todas as fraudes praticadas, inclusive sugerindo ele mesmo alterações nos balanços que seriam anunciados“, afirmou o MPF.
O documento também diz que o ex-presidente executivo, 'por livre vontade e consciência, em 28 oportunidades', praticou fraude com o propósito de 'elevar ou manter elevada a cotação e o preço de valores imobiliários (especialmente ações das empresas Americanas S.A, B2W e Lojas Americanas)'.
💸 No dia 11 de janeiro de 2023, a Americanas informou a existência de um rombo contábil bilionário. Naquela ocasião, a companhia comunicou a identificação de 'inconsistências em lançamentos contábeis' nos balanços corporativos, totalizando cerca de R$ 20 bilhões.
Sergio Rial, que assumiu a presidência após a saída de Miguel, decidiu deixar o comando da empresa após apenas nove dias de gestão. Logo depois, os acionistas da empresa começaram a vender suas ações, o que fez com que as ações da empresa caíssem quase 80% em um único dia.
Além disso, a Americanas solicitou recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro em 19 de janeiro de 2023, resultando na retirada de suas ações da B3. No entanto, a empresa só obteve aprovação para o plano em 19 de dezembro daquele ano, onze meses depois. A dívida final apresentada no plano ultrapassou R$ 50 bilhões.
Expectativa é que acordo gere mais informações sobre esquema que provocou rombo bilionário.
A transação engloba a venda integral das operações de dez unidades deficitárias localizadas no estado de São Paulo.
Varejista divulgou balanço do segundo trimestre de 2026 nesta quarta-feira (12).
Despacho que autorizou buscas afirma que há indícios de que acionistas de referência tinham conhecimento das manipulações contábeis da companhia.
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A varejista reiterou que os R$ 25,3 bilhões referentes aos lançamentos indevidos e às fraudes contábeis já foram divulgados ao mercado.
Operação apura suposta manipulação de mercado e ocultação de dívidas ligadas ao escândalo contábil da varejista.
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