Banco do Brasil (BBAS3) amplia aposta na Argentina

O Banco Patagonia, braço do BB na Argentina, fechou a compra de 28 agências de um dos seus principais rivais.

Publicado em 09/09/2026 às 15:55h Publicado em 09/09/2026 às 15:55h por Marina Barbosa
O Banco Patagonia é o braço do BB na Argentina (Imagem: Shutterstock)
O Banco Patagonia é o braço do BB na Argentina (Imagem: Shutterstock)
O Banco do Brasil (BBAS3) elevou a aposta no mercado argentino, por meio do Banco Patagonia.
🏦 O Patagonia é controlado pelo BB e fechou um acordo para comprar a divisão de varejo bancário do Banco Industrial, conhecido como Bind.
O negócio prevê a transferência de 28 agências bancárias do Bind para o Patagonia, junto com seus clientes, funcionários, contas e produtos associados. A única agência que ficou de fora do pacote foi a sede do Bind em Buenos Aires.
Dessa forma, a operação envolve cerca de 200 mil clientes e permitirá que o Patagonia amplie as suas operações, segundo relatos da imprensa argentina.
O jornal El Cronista informou ainda que o negócio está avaliado em cerca de US$ 60 milhões. Isto é, cerca de R$ 300 milhões na cotação atual. Porém, os bancos não confirmaram o valor.

O que dizem os bancos?

🧾 Em nota, o Bind disse que o acordo faz parte da sua estratégia de realocação de capital. O objetivo é centralizar esforços no segmento empresarial, no banco digital e na oferta de serviços de banking as a service, o que abriu espaço para a venda das agências bancárias.
Para isso, o Bind também fechou uma parceria com o Inter (INBR32). A ideia é unir as soluções tecnológicas do Inter com a experiência do Bind no mercado argentino para facilitar a abertura de contas digitais em dólar, que permitem movimentar recursos e fazer investimentos no exterior. As contas serão abertas a partir do app do banco digital brasileiro.
Já o Patagonia observou apenas que o negócio ainda depende do cumprimento de determinadas condições. A expectativa é que o negócio seja concluído em 2027.
🔎 Dono de 80% do Patagonia, o Banco do Brasil não comentou a operação. Ainda assim, o Citi avalia que o negócio mostra o interesse da instituição em crescer na Argentina.
"Em um momento em que as discussões sobre capital ganharam relevância para o Banco do Brasil, a aquisição sugere que o Patagonia é visto como uma plataforma de crescimento, e não como uma potencial fonte de capital", afirmaram os analistas.
Recentemente, o BB já havia feito uma parceria com o Patagonia para levar o Pix para a Argentina. Além disso, mostrou a intenção de usar as diferentes instituições do seu conglomerado para crescer em meio à crise do agronegócio brasileiro.

BBAS3

Banco do Brasil
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