Vale (VALE3): Justiça determina suspensão de atividades em Ouro Preto (MG)
Decisão é um reflexo do vazamento de 262 mil m³ de água com sedimentos da Mina de Fábrica.
📊 A Vale (VALE3) divulga nesta terça-feira (15) o seu relatório prévio de produção e vendas referente ao terceiro trimestre do ano, mas o clima do mercado já não é dos melhores na expectativa de conhecer o real desempenho da mineradora.
Isso porque os analistas esperam um tombo nos indicadores da Vale por conta da queda de preço do minério de ferro comercializado pela companhia. As próprias ações da Vale chegaram a cair mais de 1% durante o pregão.
Conforme a Genial Investimentos, o Ebitda (lucro antes de impostos, depreciação e amortização) da Vale será "golpeado com uma forte queda", por enquanto estimado em US$ 3,6 bilhões, recuo de 19% ante o segundo trimestre.
O motivo para o susto é explicado pela queda no preço realizado de finos de minério de ferro para US$ 92,50 por tonelada, nas estimativas da corretora.
Tão logo, uma compressão no lucro líquido da mineradora também é esperada no trimestre, chegando a US$ 1,8 bilhão, derrocada de 48% ante o segundo trimestre.
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Para os analistas da Genial, as ações da Vale se mostram penalizadas contra o seu próprio desempenho passado. Contudo, dois fatores ainda os deixam confiantes para reiterar recomendação de compra para que busca carregar a mineradora para o longo prazo.
"A perspectiva de recuperação parcial dos preços do minério de ferro, mesmo que no curto prazo atrelados à especulação (estímulos fiscais na China), poderão destravar valor para VALE3, que permanece duramente castigada pelos investidores, sobretudo os locais", destaca a corretora, em relatório.
Com isso, os analistas estipulam preço justo de R$ 78,50 por ação da Vale nos próximos 12 meses, ou seja, um potencial de valorização de 26% aos acionistas da mineradora.
Em termos de dividendos, os acionistas de VALE3 podem esperar um dividend yield de 10% ao longo de 2025, com a empresa sendo negociada a EV/Ebitda de 3,1 vezes, bem abaixo da média histórica de 5,0 vezes.
Decisão é um reflexo do vazamento de 262 mil m³ de água com sedimentos da Mina de Fábrica.
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