Bitcoin (BTC) cola na valorização do ouro com guinada da inflação dos EUA
A alta generalizada dos preços nos EUA sofre maior desaceleração em seis anos, abrindo apetite ao risco.
O Bitcoin (BTC) opera com forte queda na tarde desta terça-feira (2), mostram dados do monitor CoinMarketCap. Por volta das 13h, a principal criptomoeda do mercado era negociada a R$ 337,6 mil.
O resultado deste pregão coloca o token em uma situação bastante desfavorável, já que, apenas neste ano, a queda já chega a 30%. Se comparado a um ano, o recuo é ainda maior, de 43%, ainda de acordo com o monitor.
Uma junção de coisas faz com que a cripto tenha esse desempenho negativo, conforme avaliam os analistas do setor. A primeira delas está envolvida com a saída recorde de investidores dos ETFs que contemplam o ativo.
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Apenas nos EUA, nas últimas semanas, os fundos de índices somam US$ 3,4 bilhões em saídas. Com isso, já são 11 dias consecutivos de baixa na cotação do indicador, o que tem chamado a atenção de muita gente.
Além disso, no cenário macroeconômico, pesa contra o indicador o fato de que vários bancos centrais pelo mundo enxergam um recuo mais tímido nas taxas de juros dos países. Isso acontece tanto no Brasil como nos EUA, onde os diretores veem a guerra no Irã como um fator prejudicial para a inflação dos países.
Também pesa contra a criptomoeda um movimento de venda de criptomoedas por empresas chamadas Bitcoin Treasuries. A Strategy, por exemplo, informou ao mercado que se desfez de 32 unidades, o que lhe rendeu US$ 2,5 milhões.
Por ser a maior cripto do mercado, o movimento do BTC também afeta outros tokens do mercado. Por isso, a situação também é complicada para outros ativos importantes, como o Ethereum (ETH), que voltou ao mesmo patamar de cinco anos atrás.
O índice CoinDesk 20, que reúne as 20 maiores criptomoedas do mundo, recua 34% desde janeiro e opera hoje em seus 1.882 pontos. Uma das únicas exceções deste indicador é a Hyperliquid (HYPE), que consegue registrar um ganho de 183% no ano.
"Para ativos como o HYPE, onde há um consenso amplo de que é um ativo alocável, existe uma enorme liquidez. Não é difícil negociá-lo", disse Joshua Lim, chefe global de mercados da FalconX, em entrevista à FalconX. "O HYPE provavelmente, em alguns dias, será mais líquido para nós do que o Ethereum", completou.
A alta generalizada dos preços nos EUA sofre maior desaceleração em seis anos, abrindo apetite ao risco.
Filhos do presidente Donald Trump são acionistas relevantes na American Bitcoin, que precisou de grupamento de ações.
A criptomoeda opera em queda nesta segunda-feira (13), negociado na casa dos US$ 62.500, pressionado pela aversão global ao risco.
O Bitcoin derreteu 35% nos primeiros seis meses do ano, o pior desempenho desde 2022.
Segundo a Glassnode, a queda da criptomoeda reflete a realização de perdas e a baixa demanda institucional, com resgates em ETFs.
No domingo (21), Saylor postou no X o monitor de BTC da MicroStrategy indicando novas compras para o início da semana.
A criptomoeda subiu 8,42%, enquanto o Ibovespa ficou no zero a zero e o dólar perdeu 4,4%.
Entenda a história do Bitcoin, o papel do halving nos ciclos de preços e por que o ativo entrou no radar institucional.
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