Vale (VALE3) esclarece avaliação de ativos e descarta entrada na Bamin
A mineradora ressaltou que não possui interesse em adquirir participação na Bamin.
Nesta sexta-feira (22), o J.P. Morgan reiterou sua recomendação de compra para os papéis da Vale (VALE3). O banco de investimentos ainda elevou o preço-alvo para a companhia, projetando US$ 19,50 para os papéis negociados nos Estados Unidos.
Com a nova visão, o J.P. Morgan prevê um crescimento de quase 20% nos papéis, que hoje são negociados na faixa de US$ 16 na NYSE. Já na B3, as ações da Vale operam na casa de R$ 82, embora apresentem queda de 0,4% no pregão de hoje.
A nova análise do J.P. Morgan mostra que a companhia vem sendo negociada com um desconto atrativo, que seria o maior entre as ações de mineradoras em nível global. Diante disso, desponta como um investimento de grandes possibilidades para investidores do Brasil e do exterior.
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No relatório, Rodolfo Angele e Tathiane Martins Candini escrevem que diversas situações estão pressionando o preço do minério de ferro, o que beneficia os números da Vale. Atualmente, a ação é negociada com um múltiplo de 4,9 vezes o EBITDA, enquanto os pares globais mantêm média de 6,9 vezes.
“A Vale é simplesmente sólida demais para estar sendo negociada com um desconto tão grande. A empresa tem consistentemente apresentado resultados fortes, sustentados por ativos de classe mundial e demonstrado versatilidade de portfólio para se adaptar às mudanças nas condições de mercado”, avaliam os analistas.
A visão também é positiva em relação aos dividendos, que giram em torno de 6,2%. Nesta mesma comparação, os concorrentes de outros países entregam, em média, 4,4% de DY.
O J.P. Morgan é só um dos bancos que elevaram suas estimativas para o preço das ações da Vale. Itaú BBA, Banco do Brasil e BTG Pactual também atualizaram suas previsões, mostrando que a avenida de crescimento é bastante atrativa.
“A Vale vem apresentando um sólido desempenho operacional em todos os segmentos, com especial destaque para as operações da Vale Base Metals (VBM)”, destacou o BB-BI. “Destacamos o avanço significativo na transparência e na divulgação de informações do segmento de metais básicos, o que reforça nossa visão positiva sobre o negócio e seu potencial de aumento de relevância dentro do portfólio da Vale nos próximos anos”, completou.
A mineradora ressaltou que não possui interesse em adquirir participação na Bamin.
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