PetroReconcavo (RECV3) faz acordo com Petrobras (PETR4) para processamento de gás natural na Bahia

Os investimentos já realizados em estudos, aquisição do terreno, projeto básico e licenciamento ambiental serão preservados.

Publicado em 20/08/2026 às 09:07h Publicado em 20/08/2026 às 09:07h por Elanny Vlaxio
A medida estabelece novas condições comerciais e operacionais (Imagem: Divulgação)
A medida estabelece novas condições comerciais e operacionais (Imagem: Divulgação)
A PetroReconcavo (RECV3) fechou com a Petrobras (PETR4) um acordo para estender, entre 2028 e 2037, os contratos de acesso ao processamento de gás natural na Unidade de Tratamento de Gás Natural de Catu, em Pojuca, na Bahia. A medida estabelece novas condições comerciais e operacionais.
O acordo envolve quatro instrumentos: o 5º aditivo ao Contrato de Processamento Firme de Gás Natural, no qual a Petrobras atua como processadora e a PetroReconcavo como contratante; o 2º aditivo ao contrato de compra e venda de gás natural para uso como gás combustível; a adesão às novas Normas Gerais de Acesso à UTG Catu; e a adesão ao acordo entre usuários do pool para a atividade de processamento de gás natural.
Com a extensão dos contratos, a PetroReconcavo decidiu suspender a Decisão Final de Investimento para a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural de Miranga. O projeto havia sido anunciado em novembro de 2024 e previa CAPEX estimado em US$ 60 milhões, que deixa de ser realizado neste momento.
Apesar da suspensão, os investimentos já realizados em estudos, aquisição do terreno, projeto básico e licenciamento ambiental serão preservados. A UPGN Miranga permanece no portfólio como uma opção estratégica e poderá ser retomada caso novos projetos da PetroReconcavo ou a demanda de outros produtores independentes.
Segundo a companhia, as novas condições representam um avanço para a estratégia de monetização do gás natural produzido na Bahia, ao ampliar a previsibilidade operacional e a competitividade na próxima década. A PetroReconcavo também afirmou que a iniciativa está alinhada ao programa de resiliência para redução de riscos operacionais.