Petroleiras da B3 recuam com queda do petróleo; Ibovespa sobe

O IFIX, principal índice de fundos imobiliários, recuava 0,08%, aos 3.801,85 mil pontos.

Publicado em 27/07/2026 às 11:50h Publicado em 27/07/2026 às 11:50h por Elanny Vlaxio
O dólar avançava 0,60% (Imagem: Shutterstock)
O dólar avançava 0,60% (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa operava em alta nesta segunda-feira (27), mesmo com a forte queda das ações de petroleiras da B3, pressionadas pelo recuo dos preços internacionais do petróleo. 
Por volta das 11h07 (horário de Brasília), o principal índice da Bolsa brasileira subia 0,47%, aos 174.852,66 mil pontos, enquanto o dólar avançava 0,60%, cotado a R$ 5,11. No mercado internacional, o petróleo caía 5,68%, a US$ 84,24.
A desvalorização da commodity pesava sobre as principais petroleiras listadas na B3. As ações da PetroReconcavo (RECV3) lideravam as perdas, com queda de 2,93%, a R$ 10,28. Na sequência apareciam a PRIO (PRIO3), que recuava 2,84%, a R$ 57,15, e a Petrobras (PETR4), em baixa de 2,39%, negociada a R$ 41,17.
Na contramão do setor, a Brava Energia (BRAV3) era a única petroleira entre as principais do segmento a registrar valorização. Os papéis da companhia subiam 0,48%, cotados a R$ 20,65, destoando do movimento observado entre as demais empresas de óleo e gás.
Além das ações, outros mercados também permaneciam no radar dos investidores. O IFIX, principal índice de fundos imobiliários, recuava 0,08%, aos 3.801,85 mil pontos.
Já no mercado de criptomoedas, o movimento era positivo: o Bitcoin (BTC) avançava 1,20%, enquanto o Ethereum (ETH) ganhava 3,90%. No exterior, o desempenho dos principais mercados acionários também era positivo. 
Veja como operavam as bolsas em Nova York:
O que mexe com o mercado
Os mercados iniciam a semana atentos ao recuo expressivo do petróleo, após os Estados Unidos interromperem, no fim de semana, os ataques contra o Irã. 
"Existe uma saída militar em que simplesmente continuamos como estamos, e podemos até aumentar a intensidade, e destruímos tudo o que eles têm", afirmou o presidente dos EUA, Donald Trump. "Ou existe uma estratégia mais inteligente, que é fazer um acordo. E eles querem fazer um acordo", disse. 
Com esse cenário, os investidores ajustam as expectativas para a inflação e os juros antes da reunião do Fed (Federal Reserve), o banco central dos Estados Unidos, marcada para quarta-feira (29). No Brasil, as atenções se voltam para o Boletim Focus.
O relatório mostrou que a expectativa para a inflação de 2027 voltou a subir, passando de 4,20% para 4,22%, enquanto a projeção para 2028 avançou pela segunda semana consecutiva, de 3,78% para 3,80%.
Na direção oposta, a estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026 recuou pela quarta semana seguida, passando de 5,15% para 5,12%, segundo o Boletim Focus.
Veja também as maiores altas do Ibovespa
E as maiores baixas
  • PRIO3: -3,15%; R$ 56,97;
  • RECV3: -3,12%; R$ 10,26;
  • CXSE3: -2,73%; R$ 20,69;
  • BBSE3: -2,51%; R$ 40,45;
  • PSSA3: -2,37%; R$ 53,48.