Petróleo despenca mais de 7% com pausa dos EUA em ataques ao Irã

Com o fim dos ataques dos EUA ao Irã no fim de semana, o petróleo despencou ao afastar o risco de desabastecimento na região.

Publicado em 26/07/2026 às 20:01h Publicado em 26/07/2026 às 20:01h por Matheus Silva
O Brent, referência global, caiu mais de 7% nos primeiros minutos (Imagem: Shutterstock)
O Brent, referência global, caiu mais de 7% nos primeiros minutos (Imagem: Shutterstock)
🚨 O petróleo desabou na abertura desta semana após os EUA interromperem os ataques contra o Irã no fim de semana, aliviando os temores de desabastecimento de energia no Oriente Médio. 
O Brent, referência global, caiu mais de 7% nos primeiros minutos, chegando a ficar abaixo de US$ 90 o barril, antes de se estabilizar perto dos US$ 92. O gás natural europeu também despencou.
Depois de bombardear o Irã por 13 dias seguidos, os EUA suspenderam os ataques desde o fim da noite de sexta-feira (24), deixando o mercado em dúvida sobre qual será o próximo passo de Donald Trump. O exército iraniano disse que Teerã também suspendeu suas ações de resposta.

Houthis afirmam ter atacado a Aramco em Jizan e Yanbu

Mesmo com a pausa nos bombardeios, os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram no sábado ter atacado instalações da Saudi Aramco nas cidades portuárias de Jizan e Yanbu, no Mar Vermelho. 
Até agora, nem o governo saudita nem a Aramco confirmaram a informação. No fim de semana, as autoridades sauditas chegaram a emitir alertas de emergência para duas províncias, mas suspenderam os avisos pouco depois.
Yanbu, localizada no extremo oeste do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, tornou-se o principal ponto de escoamento de petróleo bruto do país, movimentando milhões de barris por dia desde que o Estreito de Ormuz foi praticamente fechado. Jizan abriga uma refinaria e um terminal de exportação da Aramco.

Brent acumula alta de mais de 25% no mês

Apesar da queda desta segunda-feira, o Brent ainda acumula valorização superior a 25% no mês.
O conflito entre EUA e Irã, que já dura quase cinco meses, se espalhou para além do Estreito de Ormuz e chegou ao Mar Vermelho, gerando temores de um choque inflacionário global com estoques cada vez mais baixos e preços de derivados em disparada.
📈 O Brent já havia fechado em queda na sexta-feira, em parte porque os indicadores técnicos mostravam que os preços tinham subido longe demais e rápido demais após cinco sessões seguidas de alta.