Credores e acionistas da Raízen (RAIZ4) chegam perto de consenso sobre dívida
A companhia avançou para converter até 50% da dívida em ações até junho e negocia venda de ativos na Argentina ao Mercuria.
Os investidores da Raízen (RAIZ4) estão tendo um dia para a carteira de investimentos nunca mais esquecer. As ações da companhia operam com alta de 14% no pregão, retomando ao patamar de R$ 1,20 perdido na semana passada.
A reação se fundamenta na notícia de que a Petrobras (PETR4) avalia retornar ao campo de produção de etanol. Para isso, a estatal estaria buscando fazer um investimento na companhia, que é uma joint venture entre Shell e Cosan.
No fim de semana, o jornal O Globo destacou que a Petrobras estaria avaliando adquirir ativos ou mesmo uma participação acionária da Raízen. A companhia tem uma rede de 29 usinas de produção de combustível derivado de cana-de-açúcar.
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Para ser de fato realizado, o investimento da Petrobras deve passar por uma série de burocracias. Uma delas é a cláusula de não concorrência, assinada junto do contrato de venda da Vibra (VBBR3) que vale até 2029.
No entanto, está aliado ao projeto de diversificação de receitas da companhia pública que consta em seu plano estratégico quinquenal. No total, a empresa prevê destinar até US$ 111 bilhões em investimentos, sendo que US$ 2,2 bilhões são destinados justamente para o segmento de etanol.
Desde 2024, a Raízen vem sofrendo perdas sucessivas no preço de suas ações, sustentadas por resultados nada animadores. No fechamento desta reportagem, a companhia tinha uma capitalização de R$ 1,6 bilhão, bem distante dos R$ 6,9 bilhões que a empresa conquistou em sua abertura de capital, em 2021.
A companhia avançou para converter até 50% da dívida em ações até junho e negocia venda de ativos na Argentina ao Mercuria.
A empresa enviou uma proposta alternativa aos credores no último sábado (25), segundo a Bloomberg News, citando fontes a par do assunto.
Produtora de açúcar e etanol busca reestruturar dívida de R$ 65 bilhões com credores, especialmente bancos.
O esclarecimento foi feito após questionamento da B3.
A proposta prevê a saída de Rubens Ometto da presidência do conselho da Raízen, atendendo a pedido anterior de detentores de títulos.
Em recuperação extrajudicial, Raízen acumula prejuízo de 67% nos últimos 12 meses.
A companhia enfrenta resistência de credores à conversão de dívida em ações e deve discutir a reestruturação em reunião nesta semana.
A nota foi rebaixada após a Justiça de SP autorizar a Raízen a suspender pagamentos por 180 dias enquanto negocia com credores.
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