Raízen (RAIZ4) reduz prejuízo para R$ 1,64 bilhão no 1º tri do ano-safra
O lucro bruto reportado no período encerrou em R$ 3,709 bilhões, contra R$ 1,645 bilhão no ano.
Nesta terça-feira (1º), a Raízen (RAIZ4) informou ao mercado que concluiu o processo de venda de sua subsidiária na Argentina. A operação rendeu US$ 1,42 bilhão à companhia brasileira, valor que passa de R$ 7 bilhões na cotação atual.
As compradoras da operação foram a Latam Downstream Holdings e Silver Projects, um fundo de investimentos suíço e uma mineradora local. Segundo a companhia, o fechamento acontece depois que foram cumpridos todos os requisitos regulatórios.
“O preço está sujeito aos ajustes pós-fechamento usuais em operações similares, a serem apurados com base nas demonstrações financeiras de fechamento, sendo que o valor líquido efetivamente recebido pela companhia será determinado após a conclusão de tais ajustes”, diz o fato relevante divulgado nesta terça-feira (1º).
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A divisão argentina da Raízen é responsável pela operação da marca Shell no país vizinho, que tem mais de 1 mil postos em atividade. Além disso, faz todo o refino e distribuição do combustível.
A empresa destacou que a venda está alinhada à sua estratégia de otimizar o portfólio de ativos. O valor arrecadado deve ser destinado à reestruturação que a companhia vem executando neste momento.
Valendo pouco mais de R$ 300 milhões, a Raízen vem passando por uma crise financeira aguda. A empresa tem suas ações na casa de centavos, o que, na análise do Bank Of America, ainda é muito alto diante de suas dívidas.
Em relatório recente, o banco norte-americano impôs um preço-alvo de R$ 0,19, o que representa uma desvalorização de 25% em relação ao preço atual de R$ 0,25. A decisão chega pouco antes da operação de conversão de ações que está prevista para o próximo ano.
"Reiteramos nossa recomendação underperform, pois vemos uma queda no preço atual das ações, e a situação de desalavancagem na divisão de Açúcar & Etanol está longe do fim, dado o fluxo de caixa limitado em meio a um ambiente de precificação fraco", diz o BofA.
Na bolsa de valores, a empresa tem prazo contado para tentar arrumar um jeito de fazer a cotação subir. Isso porque há uma regra que não permite que os papéis sejam negociados abaixo de R$ 1 por muito tempo.
A Raízen é uma produtora e distribuidora de combustíveis focada na comercialização de produtos renováveis, como etanol à base de cana-de-açúcar. Ela foi criada como uma joint venture entre Cosan e Shell, tendo a responsabilidade de administrar os postos de combustíveis desta segunda marca no país.
O lucro bruto reportado no período encerrou em R$ 3,709 bilhões, contra R$ 1,645 bilhão no ano.
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O negócio envolve a Usina Caarapó, que fica no Mato Grosso do Sul e moeu 3,5 milhões de toneladas na safra 24/25.
A empresa tem até 31 de março de 2027 para detalhar à bolsa como pretende reenquadrar suas ações acima do preço mínimo exigido.
O Norges Bank passou a administrar 60.681.900 ações preferenciais da Raízen.
A companhia teve prejuízo de R$ 7,3 bilhões no 4T da safra 2025/26, agravando a perda de R$ 2,5 bilhões registrada no mesmo período anterior.
O apoio à reestruturação subiu para 80,15%, elevando as chances de homologação judicial.
A adesão foi alcançada antes do prazo de 90 dias previsto na legislação.
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