2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
Em julho, ao menos 46 fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC) não publicaram seus informes mensais, mostram dados da Anbima. O número representa um salto em relação a junho, quando apenas oito não cumpriram com a obrigatoriedade.
A situação ganha um contorno importante dada a crise que causou o Banco Master, com várias gestoras envolvidas. Especialistas alertam, portanto, que a documentação serve para ampliar a transparência dos ativos.
“Anteriormente, já eram frequentes informes com lacunas, valores exorbitantes, divergências e ausência de consistência econômico-financeira ao longo do tempo, colocando em dúvida a coerência e a fidedignidade dos dados apresentados”, diz Alfredo Marrucho, sócio da Uqba, ao InfoMoney. “O mercado passou, assim, de um cenário de informação deficiente para outro de ausência de informação, comprometendo ainda mais a transparência, a fiscalização e a confiança dos investidores”, alerta.
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A preocupação já chegou às salas dos diretores da Anbima, que reiteraram a importância da divulgação dos boletins. A entidade estendeu o chamado aos fundos imobiliários e aos fundos de investimento em participações (FIPs).
“Vimos valor nessa cobrança, não só para supervisão como para o mercado e a gente entende que isso vai entrar nos processos de supervisão”, diz. “Entendemos que a supervisão precisa acompanhar esse movimento e temos atuado com relação aos informes porque transparência, qualidade e completude da base de dados desses fundos são essenciais para garantir um crescimento sustentável do mercado”, afirma.
Por regra do mercado de capitais, mensalmente, as gestoras dos fundos devem divulgar as informações financeiras, como receitas, despesas e eventuais lucros. O mesmo acontece quando o fundo vai distribuir algum tipo de dividendo, que deve ser comunicado antecipadamente aos investidores.
“Isso é essencial para subsidiar um monitoramento mais assertivo, baseado em risco, e também auxiliar os investidores e demais participantes e reguladores”, continua a executiva. “Temos atuação mais rotineira, mas também episódica, quando entendemos que há algum acontecimento que demanda uma atenção maior”, completa.
Atualmente, os fundos estruturados somam R$ 2,1 trilhões sob gestão. Só os FIDCs são responsáveis por cerca de R$ 802 bilhões, com uma captação de R$ 61 bilhões apenas em 2026.
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