Preso no caso Master, ex-presidente do BRB busca acordo de delação premiada
Paulo Henrique Costa teria recebido propina de Vorcaro para permitir negócios com o Master.
🚨 O Banco de Brasília – BRB (BSLI4) decidiu encerrar a disputa com o Banco Central (BC) e não irá recorrer da decisão que vetou a aquisição do Banco Master, anunciada em março deste ano.
Fontes próximas ao banco afirmam que a avaliação interna é de que ajustes no formato do negócio não seriam suficientes para mudar o entendimento do regulador.
A desistência marca um desfecho importante em uma negociação que vinha sendo acompanhada de perto pelo mercado financeiro.
A operação, que poderia movimentar cerca de R$ 2 bilhões, foi considerada inviável após cinco meses de análise do BC.
Na quarta-feira (3), poucas horas antes do anúncio oficial do veto, o BRB fez uma última tentativa junto ao Banco Central.
O banco enviou um ofício em que se mostrava disposto a reestruturar o acordo e atender a qualquer nova exigência ou ponto de atenção levantado pelo regulador.
O esforço, porém, não surtiu efeito. Na mesma noite, o BC comunicou formalmente que a operação havia sido rejeitada. Questionados, tanto o BRB quanto o Banco Central optaram por não se manifestar publicamente sobre o caso.
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Embora o BC não tenha divulgado oficialmente todos os detalhes, pessoas ligadas ao processo afirmam que a negativa se baseou em quatro pontos principais:
O histórico recente do banco privado pesou contra a aprovação. O Banco Master cresceu rapidamente nos últimos anos com um modelo considerado arriscado: oferecia CDBs com rentabilidade muito superior à média de mercado, atraindo investidores, mas alocava boa parte dos recursos captados em precatórios, direitos creditórios e ações de empresas em dificuldades financeiras.
Com o veto, aumenta a possibilidade de o Banco Master passar por intervenção ou até mesmo liquidação.
Na intervenção, o banco seguiria operando, mas sob gestão de um administrador indicado pelo BC. Já na liquidação, a instituição seria fechada e seus ativos colocados à venda.
O BRB, por sua vez, não considera participar de uma eventual liquidação, pois seu interesse era restrito à operação bancária saudável do Master, e não ao conjunto dos ativos.
Quando foi anunciada, em março, a negociação previa a incorporação de cerca de R$ 48 bilhões em ativos do Banco Master. Entretanto, após análises internas, o BRB reduziu o escopo da compra para R$ 23,9 bilhões, praticamente a metade.
Esse encolhimento foi interpretado no mercado como um sinal de fragilidade da operação, já que grande parte dos ativos inicialmente previstos foi descartada pelo próprio BRB após avaliação de riscos.
Ainda assim, o acordo previa a aquisição de 49% das ações ordinárias (com direito a voto) e 100% das ações preferenciais (sem direito a voto) do Master, o que daria ao BRB uma participação de 58% no capital total.
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A desistência do recurso encerra uma tentativa polêmica, vista por analistas como um socorro disfarçado ao Banco Master, por meio de um banco estatal.
O episódio expôs fragilidades do modelo de negócios do Master e levantou questionamentos sobre os critérios de crescimento adotados nos últimos anos.
📊 Para o BRB, o recuo representa uma forma de preservar sua imagem e evitar riscos de contaminação. No entanto, a instituição ainda avalia se há espaço para apresentar novas propostas em outros formatos, caso o Banco Central considere alternativas no futuro.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina de Vorcaro para permitir negócios com o Master.
A análise deve ser concluída até as 23h59 da próxima sexta-feira (24).
O Banco de Brasília (BSLI4) comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de Daniel Vorcaro.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina para facilitar transações do BRB com o Master.
O relatório já foi enviado à PF, para a adoção das "eventuais medidas cabíveis".
O BRB pediu ao STF que ativos identificados nas investigações do caso Master sejam reservados para ressarcir as partes lesadas.
Durigan negou federalização, mas disse que bancos públicos poderiam comprar ativos do BRB.
Pedido envolve possível apoio da Caixa e empréstimo bilionário do FGC.
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