Durigan explica como o FGC e um sindicato de bancos vão tentar salvar o BRB (BSLI4)

O ministro da Economia disse que o acordo pelo banco do governo federal prevê empréstimo do FGC com fiança bancária e sem a União.

Publicado em 26/05/2026 às 22:38h Publicado em 26/05/2026 às 22:38h por Matheus Silva
A declaração foi dada em entrevista a jornalistas (Imagem: Shutterstock)
A declaração foi dada em entrevista a jornalistas (Imagem: Shutterstock)
🚨 O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (26) que a solução para a crise financeira do BRB (BSLI4) deve passar por uma operação de crédito feita pelo governo do Distrito Federal com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), com garantia de fiança oferecida por um sindicato de bancos e o fluxo de recursos do DF como contragarantia. 
A declaração foi dada em entrevista a jornalistas após audiência no Supremo Tribunal Federal sobre o tema.
O termo da audiência desta terça-feira entre o governo federal e o governo do DF apontou que o acordo prevê que a operação será feita sem garantia da União. Uma nova reunião no STF para possível conclusão do acordo está prevista para quinta-feira (28).

União flexibiliza ajuste fiscal do DF para viabilizar operação

Durigan afirmou que a União se comprometeu a flexibilizar critérios do plano de ajuste fiscal do DF, que atualmente limita as operações de crédito do ente a R$ 900 milhões. Pelos termos do acordo, o DF também "se comprometeu a promover medidas de ajuste fiscal para viabilizar o efetivo cumprimento da operação."
Atualmente, a análise do Tesouro Nacional sobre a situação fiscal dos estados considera que o DF não tem capacidade adequada de pagamento e, por isso, não pode fazer empréstimos com aval da União.
Foi justamente para contornar essa limitação que o governo do DF acionou o STF, pedindo que a União concedesse garantia a uma operação de crédito para capitalização do BRB.

PF investiga fraudes no Master e ex-presidente do BRB está preso

A crise do BRB tem origem na tentativa de compra do já liquidado Banco Master pelo banco público, cujo acionista majoritário é o DF. 
A Polícia Federal investiga fraudes no Master e na operação de compra. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa está preso, acusado de ter recebido propina.
Durigan defendeu que eventuais recursos recuperados após a investigação policial sejam usados para recompor os cofres do DF e do BRB. 
💲 "A população do DF, o BRB, que presta um serviço tão importante, não deveriam ser afetados por conta do que aconteceu", afirmou o ministro.

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