Qual investimento em renda fixa rendeu 1,5% ao mês em julho de 2026?

Tesouro Selic até que rendeu acima de 1% ao mês, mas só ficou na vice-liderança.

Publicado em 08/08/2026 às 14:16h Publicado em 08/08/2026 às 14:16h por Lucas Simões
Carteira de debêntures atreladas ao IPCA+ pagou 1,47% ao mês (Imagem: Shutterstock)
Carteira de debêntures atreladas ao IPCA+ pagou 1,47% ao mês (Imagem: Shutterstock)
Com a taxa Selic historicamente elevada em 2026, não é raro encontrar investimentos em renda fixa que paguem acima de 1% ao mês. Só que as debêntures indexadas ao IPCA+ foram além em julho de 2026 e renderam +1,47%, na vanguarda dos índices desenvolvidos pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
Embora ainda não existam ETFs listados na B3 que repliquem o desempenho dos títulos de crédito puramente atrelados à inflação, já existem opções ligadas às debêntures pós-fixadas, caso do ETF DEBB11. Aliás, as dívidas privadas atreladas ao DI tiveram ganhos de 1,43% ao mês.
Já no universo dos títulos públicos, a carteira de Tesouro Selic foi a que mais colocou dinheiro no bolso de quem empresta dinheiro ao governo brasileiro. A remuneração foi de 1,23% ao mês durante julho.
A carteira de títulos públicos atrelada à inflação, o Tesouro IPCA+, ficou ligeiramente abaixo de 1% ao mês, com remuneração de +0,97%, dado que a subida das taxas nos vencimentos de longo prazo destravou prejuízos na marcação a mercado que só foram compensados pelos altos rendimentos dos vencimentos curtos. Na lanterna de julho, a carteira do Tesouro Prefixado entregou 0,85% ao mês.
Buscando os investimentos mais rentáveis ao longo de 2026, os dados da Anbima apontam justamente para as debêntures atreladas ao DI, com lucro de +8,62%, superior à valorização de +8,26% entregue pela carteira de Tesouro Selic
Na pior posição, surgem as debêntures incentivadas atreladas ao IPCA+, com retorno de apenas +2,46% no ano. Apesar de queridinhas pelos investidores por conta da isenção de imposto de renda, o preço dos títulos de crédito privado tem derrapado na marcação a mercado em razão do ambiente fiscal preocupante e do ambiente propício a pedidos de recuperação judicial.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no ETF DEBB11, hoje você teria R$ 1.298,30, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o CDI (renda fixa colada na Selic) teria retornado R$ 1.291,80 nas mesmas condições.

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