Bradesco (BBDC4) aprova pagamento de R$ 3 bi em JCP; veja como receber
O valor aprovado pelo banco equivale a 15,7x o provento mensal atual do banco, com pagamento previsto até outubro.
Nesta sexta-feira (27), o Bradesco (BBDC4) informou ao mercado que vai conduzir uma reestruturação na sua divisão de saúde. A companhia anunciou a criação da Bradsaúde, que será responsável por todos os negócios do segmento.
A nova companhia será a controladora de marcas como Bradesco Saúde, Odontoprev (ODPV3), Atlântica Hospital, entre outras. O novo negócio terá listagem no segmento do Novo Mercado da B3, com acesso a algumas das principais ferramentas do mercado de capitais.
A Bradsaúde nasce com uma receita anual de R$ 52 bilhões, lucro de R$ 3,6 bilhões, 24% de ROE (retorno sobre o patrimônio) e cerca de 13 milhões de beneficiários. A empresa será responsável por 35 clínicas e hospitais, administrando 3,6 mil leitos ao redor do país.
“A Odontoprev será alçada ao papel de consolidadora do ecossistema de saúde da Organização Bradesco”, afirma comunicado do banco.
O documento divulgado ao mercado diz que a decisão de unir todos os negócios sob um único guarda-chuva vem da necessidade de simplificação. Além disso, é uma forma de aumentar a eficiência e criar um ecossistema de saúde integrado.
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"O passo anunciado hoje terá peso relevante no fortalecimento das possibilidades de explorar novos caminhos de crescimento e transformação da Organização. Estamos com expectativas otimistas em relação ao legado que vem sendo construído com essa decisão", acrescenta o CEO do banco, Marcelo Noronha.
Quem mais vai ser alterado neste processo é a Odontoprev, que mudará de nome e passará a ser uma holding. A empresa continuará a negociar seus papéis na bolsa, mas provavelmente terá seu nome e ticker alterados durante ou após o processo.
Em uma avaliação feita por técnicos, no universo do novo grupo, a Odontoprev representa 18,6% das participações. O conselho de administração da companhia já autorizou a mudança.
No novo desenho, o Bradesco terá 91% das ações da Bradsaúde, enquanto os acionistas da Odontoprev ficarão com 8,65% dos papéis. Ainda não foi definido qual será o ticker da companhia no balcão da B3.
Segundo o Bradesco, os atuais acionistas da Odontoprev que não quiserem fazer parte do novo momento terão o direito de venda garantido. A empresa projeta o pagamento de R$ 12,39 por ação na forma de reembolso.
Os investidores, porém, se mostraram bastante animados com os anúncios, fazendo com que as ações da Odontoprev tivessem o melhor pregão dos últimos anos. Por volta das 11h, as ações eram negociadas a R$ 16, com uma alta de 26% no dia, alcançando o patamar de R$ 9 bilhões em valor de mercado.
Além das marcas citadas e mais conhecidas, outras dezenas de participações devem estar sob responsabilidade desta nova companhia que nasce. São elas: Grupo Santa, Kortex Ventures, Mediservice, Atlântica Hospitais, Hospital Mater Dei, Hospital Albert Einstein, Atlântica D’Or, Meu Doutor, Croma Oncologia e Grupo Fleury.
O Bradesco não atua como controlador em todas essas empresas, mas tem participações nelas, mesmo que pontuais. O objetivo, então, é unificar toda a estratégia empresarial em um único lugar, com o objetivo de entregar mais valor ao acionista.
A operação do Bradesco já pode ser considerado o maior IPO reverso da bolsa brasileira, pois uma empresa de R$ 7 bilhões vai incorporar outras participações que somam quase R$ 30 bi. O banco deve fazer uma nova emissão de ações em até dois anos, conforme disseram fontes à imprensa.
O valor aprovado pelo banco equivale a 15,7x o provento mensal atual do banco, com pagamento previsto até outubro.
A semana ainda trouxe propostas de mais proventos e novos programas de recompra de ações.
Um dos maiores bancos privados do Brasil pagará juros ao capital próprio (JCP) aos acionistas elegíveis.
A instituição elegeu o Bradesco como novo banco favorito, com potencial de 30%, e atualizou projeções para Itaú, BB e Santander Brasil.
Por volta das 13h10 (horário de Brasília), o principal índice da B3 caia 0,07%, sendo cotado aos 181.983 pontos.
Para os analistas, o momento reflete menos euforia de curto prazo e mais a leitura de que o banco já colhe resultados da reorganização.
Destaque do balanço, o ROE atingiu 15,2% no 4T25, alta de 2,5 pp em 12 meses e de 0,5 pp no trimestre.
Na avaliação do Itaú BBA, os bancões já negociam levemente acima das médias históricas dos últimos cinco anos.
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