Quais ações da B3 ganham e perdem com as novas tarifas de Trump?

A Embraer aparece entre as mais vulneráveis, com cerca de 46% da receita potencialmente exposta.

Publicado em 16/07/2026 às 11:16h Publicado em 16/07/2026 às 11:16h por Elanny Vlaxio
As siderúrgicas também aparecem entre os setores de maior preocupação (Imagem: Shutterstock)
As siderúrgicas também aparecem entre os setores de maior preocupação (Imagem: Shutterstock)
As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reacenderam as preocupações dos investidores e colocaram em evidência quais empresas da B3 podem sentir os maiores impactos, ou até encontrar oportunidades, com a medida. 
Com o mercado avaliando os efeitos sobre receitas, margens e exportações, companhias ligadas à indústria, siderurgia, papel e celulose e aeronáutica aparecem entre as mais expostas, enquanto empresas voltadas ao mercado doméstico tendem a ser vistas como opções mais defensivas.
Quem pode perder com as novas tarifas
Os impactos não serão uniformes entre as empresas listadas na B3. A Embraer (EMBJ3) aparece entre as mais vulneráveis, com cerca de 46% da receita potencialmente exposta ao mercado norte-americano. Em seguida estão a Tupy (TUPY3) e a WEG (WEGE3), dizem especialistas.
Além disso, empresas como Suzano (SUZB3), Minerva (BEEF3), Mahle Metal Leve (LEVE3) e Jalles Machado (JALL3) também figuram entre as companhias com parcela relevante das receitas vinculada ao mercado americano. 
As siderúrgicas também aparecem entre os setores de maior preocupação. CSN (CSNA3), por exemplo, tende a acompanhar de perto os desdobramentos da medida, uma vez que os EUA responderam por quase metade das exportações brasileiras de aço e ferro em 2024. O segmento de papel e celulose também entra no radar devido à dependência das exportações para os Estados Unidos, caso de Suzano e Klabin (KLBN11)
E quem pode ganhar 
Apesar do ambiente mais desafiador para parte das exportadoras, algumas companhias podem ser favorecidas pela reorganização do comércio internacional.  É o caso de JBS (JBSS32) e Marfrig (MRBF3), além da Gerdau (GGBR4). Iochpe-Maxion (MYPK3) também aparece entre as empresas que contam com estrutura produtiva em território americano.
E se o Brasil retaliar, quem pode ganhar?
Há ainda o cenário de uma eventual retaliação comercial por parte do Brasil. Caso o governo brasileiro decida elevar tarifas sobre insumos importados dos Estados Unidos, a Braskem (BRKM5), por exemplo, pode ampliar sua participação no mercado doméstico de resinas plásticas,
Além disso, especialistas destacam que empresas focadas no mercado interno tendem a ganhar atratividade em momentos de maior volatilidade no comércio exterior. Entre elas estão Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Caixa Seguridade (CXSE3), vistas como alternativas mais defensivas por apresentarem menor exposição direta às exportações.