Americanas (AMER3) avança para saída da recuperação judicial, mas ações caem forte
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
A PF (Polícia Federal) deflagrou na última quinta-feira (27) uma operação denominada "Disclosed" para investigar a fraude contábil bilionária que abalou a Americanas, uma das maiores varejistas do Brasil. A operação mira 14 ex-diretores da Americanas (AMER3) e pessoas próximas à empresa, buscando elucidar as responsabilidades por um dos maiores escândalos contábeis do país.
🚓 Com isso, mandados de busca e apreensão foram expedidos para diversos locais, visando coletar provas e material que contribuam para a investigação. Os ex-executivos estão sendo investigados por uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e associação criminosa. Caso condenados, as penas podem chegar até 26 anos de reclusão.
Entre os indivíduos visados está o ex-CEO Miguel Gutierrez, preso nesta sexta-feira (29), em Madri, na Espanha. A prisão ocorreu após a emissão de um mandado preventivo na quinta-feira (27) durante a operação conduzida pela PF. Após não ter sido inicialmente cumprido devido à ausência de Gutierrez no país, seu nome foi incluído na lista vermelha da Interpol. Segundo a PF, antes de deixar o Brasil, Gutierrez teria liquidado bens como imóveis e veículos.
Além de Guiterrez, veja quem são os alvos da operação:
🚨 As investigações apontam que os ex-dirigentes da empresa se uniram em um esquema para maquiar resultados financeiros com o objetivo de alcançar metas internas e garantir bonificações milionárias. As ações fraudulentas também inflavam artificialmente o valor de mercado da companhia, beneficiando os envolvidos.
Além disso, a operação contou com a delação premiada de dois ex-funcionários: Flávia Carneiro, ex-superintendente, e Marcelo Nunes, ex-diretor financeiro. Vale salientar que a operação da PF não envolve os bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, controladores da Americanas.
Leia também: Ex-CEO da Americanas (AMER3) é preso em Madri; entenda
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
A venda integrou o desinvestimento da Natural da Terra, que foi adquirida pela Americanas em 2021 pelo montante de R$ 2,1 bilhões.
O pedido vem três anos após a empresa protagonizar um dos maiores casos de fraude da história do mercado de capitais brasileiro.
A varejista entrou em recuperação judicial em 2023 após a descoberta de uma fraude bilionária que abalou sua credibilidade.
A emissão foi formalizada por meio de escritura celebrada entre a companhia.
Instalada no shopping desde 1981, a loja ocupava um espaço de mais de 1.500 metros quadrados na entrada principal do empreendimento.
A venda está alinhada à estratégia de priorizar as atividades de varejo, diz a empresa.
O número de clientes ativos voltou a cair em dezembro, chegando a 40,83 milhões, abaixo dos 41,71 milhões registrados em novembro.
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