Terras raras no Brasil: o que são, como investir e quais os riscos

As terras raras se tornaram um recurso estratégico porque são fundamentais para a chamada economia de baixo carbono.

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Publicado em 08/08/2026 às 10:37h Publicado em 08/08/2026 às 10:37h por Carlos Filadelpho
Tudo o que você precisa saber sobre Terras raras no Brasil e como investir. (Imagem: Ilustração criada com Inteligência Artificial)
Tudo o que você precisa saber sobre Terras raras no Brasil e como investir. (Imagem: Ilustração criada com Inteligência Artificial)

As terras raras no Brasil ganharam enorme destaque nos últimos anos, tornando-se um dos assuntos mais discutidos entre investidores, governos e empresas de mineração. 

A corrida mundial pela transição energética, o crescimento da inteligência artificial, a expansão dos veículos elétricos e a necessidade de reduzir a dependência da China colocaram esses minerais no centro da geopolítica global.

Apesar do nome, as terras raras não são necessariamente escassas. O grande desafio está em encontrá-las em concentrações economicamente viáveis e, principalmente, desenvolver tecnologia para separá-las e refiná-las. 

Atualmente, a China domina praticamente toda essa cadeia produtiva, enquanto países como Estados Unidos, Austrália, Canadá e Brasil buscam ampliar sua produção.

O que são terras raras?

As terras raras são um grupo formado por 17 elementos químicos da tabela periódica. 

Apesar da denominação, esses elementos não são necessariamente raros na natureza. Alguns são relativamente abundantes, mas dificilmente aparecem concentrados em jazidas que permitam exploração comercial.

O grupo é composto pelos 15 lantanídeos, além do escândio e do ítrio.

Entre os elementos mais conhecidos estão:

  • Neodímio (Nd).
  • Praseodímio (Pr).
  • Disprósio (Dy).
  • Térbio (Tb).
  • Samário (Sm).
  • Európio (Eu).
  • Ítrio (Y).

Cada um possui características físico-químicas específicas que os tornam praticamente insubstituíveis em diversas aplicações tecnológicas.

Hoje, as terras raras estão presentes em:

  • Motores de veículos elétricos.
  • Turbinas eólicas.
  • Smartphones.
  • Computadores.
  • Fibras ópticas.
  • Equipamentos médicos.
  • Radares militares.
  • Satélites.
  • Sistemas de defesa.
  • Chips eletrônicos.
  • Lasers.
  • Baterias.
  • Televisores.
  • Ímãs permanentes de alta potência.

Sem esses minerais, boa parte da indústria moderna simplesmente deixaria de funcionar.

Por que as terras raras são tão importantes?

As terras raras se tornaram um recurso estratégico porque são fundamentais para a chamada economia de baixo carbono.

Os motores utilizados em veículos elétricos, por exemplo, dependem de ímãs permanentes produzidos com neodímio e disprósio. O mesmo acontece com as turbinas eólicas utilizadas na geração de energia limpa.

Além disso, praticamente toda a indústria eletrônica utiliza algum tipo de terra rara. Isso significa que setores considerados prioritários para o crescimento econômico dependem diretamente desses minerais, como:

  • Inteligência artificial.
  • Data centers.
  • Computação de alto desempenho.
  • Indústria aeroespacial.
  • Defesa nacional.
  • Telecomunicações.
  • Semicondutores.
  • Robótica.

À medida que cresce a demanda por essas tecnologias, aumenta também o consumo de terras raras.

Diversos estudos internacionais indicam que a demanda global deve crescer fortemente na próxima década, impulsionada principalmente pelos investimentos em energia renovável, mobilidade elétrica e infraestrutura tecnológica.

As terras raras realmente são raras?

Curiosamente, não. O nome surgiu porque esses elementos eram difíceis de se identificar quando foram descobertos no século XVIII. Hoje sabe-se que vários deles são abundantes na crosta terrestre. No entanto, as concentrações economicamente exploráveis costumam ser pequenas. 

Além disso, a extração exige processos bastante complexos. Uma mina de terras raras normalmente passa por diversas etapas:

  • Pesquisa geológica.
  • Sondagens.
  • Estimativa das reservas.
  • Estudos metalúrgicos.
  • Licenciamento ambiental.
  • Construção da mina.
  • Instalação da planta industrial.
  • Separação química dos elementos.
  • Refino.

É justamente essa última etapa que representa um dos maiores gargalos mundiais.

Por que a China domina o mercado mundial?

Embora vários países possuam reservas minerais importantes, poucos desenvolveram capacidade industrial para separar e refinar esses elementos. 

A China fez isso ao longo de muitos anos. Hoje o país lidera praticamente toda a cadeia produtiva:

  • Mineração.
  • Beneficiamento.
  • Separação química.
  • Refino.
  • Fabricação de ímãs permanentes.
  • Exportação.

Na prática, diversos países extraem terras raras, mas acabam enviando o material para processamento na China. Isso cria uma forte dependência mundial.

Nos últimos anos, essa dependência passou a ser vista como um risco estratégico, principalmente após o aumento das tensões comerciais entre China e Estados Unidos.

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Onde estão as maiores reservas de terras raras?

As reservas conhecidas estão distribuídas por diversos países. No entanto, entre os principais produtores e detentores de reservas estão:

  • China.
  • Brasil.
  • Índia.
  • Austrália.
  • Rússia.
  • Vietnã.
  • Estados Unidos.

Embora a China continue liderando a produção mundial, o Brasil aparece entre os países com maior potencial de expansão.  Isso explica o crescente interesse de investidores estrangeiros por projetos brasileiros.

O Brasil possui muitas terras raras?

Sim. O Brasil é considerado um dos países com maior potencial geológico para exploração de terras raras.

Existem projetos distribuídos por diversos estados, como:

  • Goiás.
  • Minas Gerais.
  • Bahia.
  • Amazonas.
  • Tocantins.
  • Piauí.

Além disso, pesquisadores acreditam que ainda existe grande potencial inexplorado em outras regiões do país.

Nos últimos anos, empresas australianas, canadenses e americanas passaram a investir fortemente em projetos brasileiros.

O interesse internacional decorre principalmente de três fatores:

  • Grande potencial geológico.
  • Estabilidade institucional superior à de alguns concorrentes.
  • Possibilidade de diversificar o fornecimento mundial.

O Brasil já produz terras raras?

Sim. Mas ainda em escala muito inferior ao potencial existente. Atualmente, poucos projetos chegaram efetivamente à fase comercial.

O caso mais conhecido é o da Serra Verde, localizada em Minaçu, no estado de Goiás.

Após mais de uma década de desenvolvimento e centenas de milhões de dólares em investimentos, o projeto iniciou produção comercial e passou a fornecer elementos importantes como:

  • Neodímio.
  • Praseodímio.
  • Térbio.
  • Disprósio.

Esses minerais são considerados essenciais para a fabricação de ímãs permanentes utilizados na indústria de veículos elétricos e energia renovável.

Apesar desse avanço, a produção brasileira ainda representa uma pequena parcela do mercado global.

Por que o Brasil ainda produz pouco?

Essa talvez seja a principal pergunta para quem pensa em investir no setor. Ter reservas minerais não significa conseguir produzir rapidamente.

Entre a descoberta de uma jazida e o início da operação comercial podem passar mais de dez anos. 

Durante esse período, a empresa precisa concluir diversas etapas:

  • Realização de estudos geológicos.
  • Comprovação da viabilidade econômica da mina.
  • Início do processo de licenciamento ambiental, (que costuma ser um dos maiores desafios para novos empreendimentos minerais no Brasil).

Por sua vez, após a obtenção das licenças, ainda é preciso captar recursos para construir toda a infraestrutura de mineração e beneficiamento.

Somente depois disso começa a produção comercial. Esse longo ciclo explica por que muitos projetos permanecem anos consumindo caixa antes de gerar qualquer receita.

Quais são os principais desafios da exploração de terras raras no Brasil?

Saiba quais são os desafios da exploração de terras raras no Brasil. (Imagem: Ilustração criada com Inteligência Artificial)
Embora o potencial brasileiro seja enorme, diversos obstáculos ainda precisam ser superados. Entre eles, podemos destacar:

Licenciamento ambiental: Projetos minerais exigem licenciamento complexo e podem enfrentar atrasos significativos.

Mudanças regulatórias, ações judiciais e exigências adicionais podem aumentar o tempo necessário para obtenção das autorizações.

Alto investimento inicial: Construir uma mina exige investimentos elevados. Isso faz com que muitas empresas dependam continuamente de novos aportes de capital.

Além da estrutura de extração, é necessário instalar unidades de processamento mineral e, muitas vezes, desenvolver tecnologias próprias para separação dos elementos.

Risco geológico: Nem toda jazida inicialmente promissora se transforma em uma mina economicamente viável.

Durante as pesquisas podem surgir problemas relacionados à qualidade do minério, concentração dos elementos, custos de extração ou dificuldades metalúrgicas. Esses fatores aumentam significativamente o risco para os investidores.

Como investir em terras raras?

Depois de entender o potencial estratégico desses minerais, muitos investidores chegam à mesma pergunta: é possível investir diretamente em terras raras?

A resposta é sim, mas não da mesma forma que acontece com ouro, prata ou petróleo.

Não existe um mercado organizado em que o investidor pessoa física possa comprar itens como neodímio, disprósio ou térbio como ativo financeiro. 

Na prática, a exposição ao setor ocorre principalmente por meio de empresas que atuam em alguma etapa da cadeia produtiva.

As principais alternativas são:

Cada alternativa apresenta níveis diferentes de risco, liquidez e potencial de retorno.

Existe alguma empresa brasileira listada na B3 focada em terras raras?

Atualmente, não existe uma grande empresa brasileira listada na B3 cuja atividade principal seja a produção comercial de terras raras.

Esse é um ponto importante porque muitos investidores acreditam que basta comprar ações de grandes mineradoras brasileiras para obter exposição ao setor.

Na realidade, empresas como Vale (VALE3), CSN Mineração (CMIN3) e outras gigantes do mercado possuem foco em minério de ferro, níquel, cobre e outros minerais, não sendo hoje representantes diretas da indústria de terras raras.

Sendo assim, isso faz com que boa parte da exposição ao setor aconteça por meio de empresas estrangeiras.

Quais empresas desenvolvem projetos de terras raras no Brasil?

Embora ainda não estejam listadas na bolsa brasileira, diversos projetos em desenvolvimento despertam a atenção do mercado internacional.

Entre as empresas que possuem ativos relevantes no país estão companhias negociadas principalmente nas bolsas da Austrália e do Canadá.

Algumas das mais conhecidas são:

  • Meteoric Resources.
  • Viridis Mining.
  • St George Mining.
  • Axel REE.
  • Alvo Minerals.
  • Resouro Strategic Metals.
  • Summit Minerals.
  • Perpetual Resources.
  • Ozaurum Resources.
  • Equinox Resources.

Grande parte dessas empresas atua em um estágio conhecido como junior mining. São companhias focadas em pesquisa mineral e desenvolvimento de projetos, que normalmente ainda não geram receitas relevantes.

Como analisar uma empresa de terras raras antes de investir?

Ao contrário de uma empresa tradicional, que pode ser avaliada pelos seus indicadores e resultados financeiros, uma mineradora focada no desenvolvimento de terras raras exige análise muito mais ampla.

Veja alguns fatores merecem atenção especial:

Qualidade das reservas: O primeiro aspecto é verificar a qualidade do depósito mineral. Não basta possuir uma grande quantidade de minério.

É importante analisar:

  • Concentração dos elementos.
  • Profundidade da jazida.
  • Facilidade de extração.
  • Características geológicas.
  • Vida útil estimada da mina.

Depósitos de alta qualidade normalmente apresentam maior potencial econômico.

Estudos técnicos publicados: Projetos mais maduros costumam divulgar estudos detalhados, incluindo informações como:

  • Estimativas de recursos minerais.
  • Estimativas de reservas.
  • Estudos de pré-viabilidade.
  • Estudos de viabilidade econômica.
  • Testes metalúrgicos.

Esses documentos ajudam o investidor a entender se o projeto realmente possui condições de se transformar em uma operação lucrativa.

Licenciamento ambiental: O licenciamento ambiental representa um dos maiores desafios da mineração. Mesmo projetos tecnicamente excelentes podem sofrer atrasos por questões ambientais.

Por isso, vale verificar:

  • Quais licenças já foram concedidas.
  • Quais ainda dependem de aprovação.
  • Existência de ações judiciais.
  • Relacionamento com comunidades locais.
  • Riscos socioambientais.

Quanto mais avançado estiver esse processo, menor tende a ser a incerteza do projeto.

Capacidade financeira: Projetos minerais costumam consumir recursos durante vários anos. Se a companhia não possuir capital suficiente, provavelmente precisará realizar novas rodadas para captação de recursos.

Por isso, investidores acompanham indicadores como:

  • Caixa disponível.
  • Necessidade futura de investimentos.
  • Cronograma de construção.
  • Capacidade de captar recursos.

Histórico da equipe de gestão: No setor de mineração, a experiência faz enorme diferença. Executivos que já desenvolveram minas anteriormente costumam transmitir maior confiança ao mercado.

Vale observar:

  • Projetos concluídos anteriormente.
  • Experiência internacional.
  • Histórico de geração de valor.
  • Capacidade de cumprir cronogramas.

Em muitos casos, o mercado atribui um prêmio para equipes reconhecidas pela boa execução.

Vale a pena investir por meio de ETFs?

Para muitos investidores, essa pode ser a alternativa mais interessante. Os ETFs permitem investir em diversas empresas simultaneamente, reduzindo o risco isolado de cada projeto.

Em vez de apostar no sucesso de apenas uma mineradora, o investidor passa a acompanhar o desempenho de todo o setor.

Entre os ETFs mais conhecidos internacionalmente estão:

Esses fundos normalmente investem em empresas ligadas à mineração de terras raras, minerais críticos, metais estratégicos e cadeia da transição energética.

A principal vantagem é a diversificação.  Já, a principal desvantagem é que parte das empresas presentes nesses fundos atua com outros minerais estratégicos, e não exclusivamente terras raras.

Quais são os principais riscos para quem investe em terras raras?

Embora o potencial de crescimento seja elevado, esse setor está longe de ser considerado um investimento de baixo risco. Na verdade, trata-se de uma das indústrias mais complexas da mineração mundial.

Entre os principais riscos estão:

Risco geológico: Mesmo após anos de pesquisa, uma jazida pode apresentar características que inviabilizem economicamente sua exploração.

Risco tecnológico: Separar os diferentes elementos de terras raras exige processos sofisticados e tecnologia especializada. Nem toda empresa consegue desenvolver essa capacidade.

Risco ambiental: Projetos minerais dependem de licenciamento e fiscalização constante. Mudanças regulatórias podem afetar cronogramas e custos.

Risco político: As terras raras se tornaram um tema geopolítico. Mudanças nas relações entre China, Estados Unidos e outros países podem afetar preços, exportações e investimentos.

Risco de preço: Como qualquer commodity mineral, os preços podem oscilar bastante. Uma queda prolongada reduz a rentabilidade dos projetos e pode tornar algumas minas inviáveis.

Risco de execução: Mesmo empresas que possuem excelentes reservas podem enfrentar dificuldades para construir a mina, concluir a planta industrial ou iniciar a produção dentro do prazo previsto.

As terras raras podem se valorizar ainda mais nos próximos anos?

Embora seja impossível prever o comportamento dos preços, diversos fatores indicam que a demanda por terras raras deverá continuar crescendo ao longo da próxima década.

Veja alguns fatores que podem impulsionar ainda mais a demanda:

Transição energética: Governos e empresas em todo o mundo estão investindo bilhões de dólares na substituição de fontes fósseis por energias renováveis e na eletrificação da frota de veículos. 

Como os motores de carros elétricos e as turbinas eólicas utilizam ímãs permanentes produzidos com elementos como neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, o consumo desses minerais tende a aumentar.

Avanço da inteligência artificial: A construção de novos data centers, servidores de alta capacidade, chips, equipamentos de telecomunicações e sistemas de computação exige uma quantidade crescente de minerais estratégicos, incluindo terras raras.

Geopolítica: Diversos países buscam reduzir a dependência da China para o fornecimento desses materiais, incentivando a abertura de novas minas e o desenvolvimento de cadeias produtivas alternativas.

No entanto, crescimento da demanda não significa necessariamente aumento contínuo dos preços. Se muitos projetos entrarem em operação ao mesmo tempo, a oferta pode crescer de forma acelerada e pressionar as cotações.

Por isso, investir em terras raras exige acompanhar tanto o lado da demanda quanto a evolução da produção mundial.

O Brasil pode se tornar uma potência em terras raras?

O potencial brasileiro pode se tornar uma referência em terras raras. (Imagem: Ilustração criada com Inteligência Artificial)

O potencial brasileiro é inegável. O país possui uma das maiores reservas conhecidas do mundo, grandes áreas ainda pouco exploradas e condições geológicas bastante favoráveis para novas descobertas.

Além disso, a estabilidade institucional, quando comparada à de alguns países produtores, torna o Brasil um destino atrativo para investidores internacionais.

Entretanto, transformar potencial em liderança exige superar desafios importantes. Entre eles estão:

  • Acelerar o mapeamento geológico das reservas.
  • Ampliar os investimentos em pesquisa mineral.
  • Reduzir a burocracia sem comprometer a segurança ambiental.
  • Desenvolver tecnologia nacional de separação e refino.
  • Formar mão de obra especializada.
  • Estimular a indústria de transformação.

Hoje, boa parte do valor agregado das terras raras é gerada depois da mineração. O maior retorno econômico está na produção de óxidos, ligas metálicas, ímãs permanentes e componentes utilizados pela indústria de alta tecnologia.

Se o Brasil conseguir avançar também nessas etapas, poderá capturar uma parcela muito maior da riqueza gerada pelo setor.

Quais fatores podem impulsionar o mercado brasileiro de terras raras?

O crescimento da indústria nacional dependerá de um conjunto de fatores. Entre os principais estão:

Maior demanda global: A expansão dos veículos elétricos, das energias renováveis e da inteligência artificial tende a aumentar o consumo de minerais estratégicos.

Diversificação das cadeias de suprimento: Estados Unidos, União Europeia, Japão e outros países buscam reduzir a dependência da produção chinesa, abrindo espaço para novos fornecedores.

Investimentos estrangeiros: empresas australianas, canadenses e americanas já demonstram interesse crescente em projetos brasileiros, trazendo capital e tecnologia.

Avanços tecnológicos: Novos processos de extração e beneficiamento podem reduzir custos e tornar economicamente viáveis depósitos que hoje não são explorados.

Políticas públicas: Incentivos à mineração, melhorias regulatórias e investimentos em infraestrutura também podem acelerar o desenvolvimento do setor.

No entanto, é importante destacar, que apesar das oportunidades, o mercado também enfrenta desafios relevantes. Entre os principais riscos para o desenvolvimento das terras raras no Brasil estão:

  • Demora no licenciamento ambiental.
  • Insegurança regulatória.
  • Dificuldade para financiar projetos de longo prazo.
  • Falta de plantas nacionais de separação e refino.
  • Alta volatilidade dos preços internacionais.
  • Competição com grandes produtores já consolidados.

Esses fatores ajudam a explicar por que muitos projetos levam mais de uma década entre a descoberta da jazida e o início da produção comercial.

Conclusão

As terras raras representam um dos temas mais relevantes da mineração mundial na atualidade. 

O avanço da transição energética, da inteligência artificial, da indústria de semicondutores e das tecnologias de defesa tem impulsionado a demanda por esses minerais, transformando-os em ativos estratégicos para governos e empresas.

Para o investidor, esse contexto cria tanto oportunidades quanto riscos. Por isso, antes de investir, é fundamental analisar cuidadosamente itens, como:

  • A qualidade das reservas.
  • O estágio de desenvolvimento dos projetos.
  • A situação financeira das empresas.
  • A experiência da equipe de gestão.
  • O ambiente regulatório em que atuam.

Em vez de tomar decisões baseadas apenas no potencial das reservas brasileiras ou nas manchetes sobre a disputa geopolítica entre grandes potências, o investidor deve adotar uma abordagem fundamentada em dados, diversificação e visão de longo prazo. 

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