10 maiores bilionários do Brasil em 2026: conheça suas histórias e fortunas

Conheça os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026, descubra o tamanho de suas fortunas e os principais negócios e setores que contribuíram para a construção de seus patrimônios.

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Publicado em 09/09/2026 às 08:55h Publicado em 09/09/2026 às 08:55h por Carlos Filadelpho
10 maiores bilionários do Brasil em 2026 - (Imagem: Ilustração criada com Inteligência Artificial)
10 maiores bilionários do Brasil em 2026 - (Imagem: Ilustração criada com Inteligência Artificial)

O Brasil possui algumas das maiores fortunas da América Latina, com patrimônios construídos em setores que vão de tecnologia e mercado financeiro a bebidas, cosméticos, mineração e agronegócio.

Em 2026, Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, ocupa o posto de brasileiro mais rico, com patrimônio estimado em R$ 162,9 bilhões. Na sequência aparecem Vicky Safra e família, com R$ 130,6 bilhões, e Jorge Paulo Lemann e família, com R$ 103,5 bilhões.

Mas a lista dos maiores bilionários do Brasil em 2026 revela muito mais do que números impressionantes. Ela ajuda a mostrar quais setores foram responsáveis pela criação das maiores fortunas brasileiras e como participações societárias, investimentos e valorização de empresas podem transformar patrimônios ao longo de décadas.

Confira a seguir os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026!

Quem são os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026?

Segundo a lista de bilionários brasileiros, divulgada pela Forbes, 255 pessoas possuem patrimônio igual ou superior a R$ 1 bilhão, acumulando juntas aproximadamente R$ 1,86 trilhão

De acordo com o ranking divulgado pela Forbes Brasil em agosto de 2026, os dez maiores patrimônios são:

Posição

Bilionário

Fortuna estimada

Principal origem da fortuna

Eduardo Saverin

R$ 162,9 bilhões

Meta/Facebook e investimentos

Vicky Safra e família

R$ 130,6 bilhões

Banco Safra

Jorge Paulo Lemann e família

R$ 103,5 bilhões

3G Capital/AB InBev

André Esteves

R$ 66,1 bilhões

BTG Pactual

Fernando Roberto Moreira Salles

R$ 50,3 bilhões

Itaú Unibanco/CBMM

Pedro Moreira Salles

R$ 46,6 bilhões

Itaú Unibanco/CBMM

Max Van Hoegaerden Herrmann Telles

R$ 38,8 bilhões

AB InBev/3G Capital

Miguel Krigsner

R$ 35,7 bilhões

Grupo Boticário

Carlos Alberto Sicupira e família

R$ 35,4 bilhões

AB InBev/3G Capital

10º

Ricardo Castellar de Faria

R$ 35,1 bilhões

Granja Faria/Global Eggs

Somadas, apenas essas dez fortunas chegam a aproximadamente R$ 705 bilhões. No entanto, é importante destacar que patrimônio não significa dinheiro disponível em conta bancária. Grande parte da riqueza desses empresários está associada a participações em empresas, holdings e outros ativos.

Por isso, o patrimônio estimado de um bilionário pode variar significativamente de um ano para outro, acompanhando principalmente a valorização ou desvalorização das companhias nas quais possui participação.

A seguir, conheça cada integrante do ranking.

1. Eduardo Saverin – R$ 162,9 bilhões

Fortuna estimada: R$ 162,9 bilhões
Idade: 44 anos
Principal negócio: Meta/Facebook e B Capital
Setor: Tecnologia e investimentos

O primeiro colocado entre os maiores bilionários brasileiros de 2026 é Eduardo Saverin, empresário conhecido mundialmente por ter participado da criação do Facebook (M1TA34/ META).

Nascido em São Paulo em 1982, Saverin mudou-se ainda jovem para os Estados Unidos e estudou Economia na Universidade Harvard.

Foi justamente durante o período universitário que conheceu Mark Zuckerberg e participou da criação daquela que posteriormente se tornaria uma das maiores redes sociais do planeta.

Saverin desempenhou um papel importante na fase inicial do Facebook, inclusive fornecendo capital para ajudar a financiar o projeto.

A parceria com Zuckerberg, contudo, terminou em conflito. As divergências entre os fundadores resultaram em uma disputa judicial posteriormente encerrada por meio de acordo.

Mesmo deixando a gestão do Facebook, Saverin manteve participação na companhia. Com o crescimento da plataforma e a posterior transformação da empresa em Meta Platforms, suas ações passaram a representar uma fortuna bilionária.

Atualmente Saverin reside em Singapura, e além de sua exposição à Meta, atua também no mercado de venture capital.

Ele é um dos fundadores da B Capital, gestora voltada a investimentos em empresas de tecnologia e startups. Em 2026, a companhia anunciou um fundo de US$ 500 milhões destinado a startups de inteligência artificial, especialmente nas áreas de saúde e energia.

2. Vicky Safra e família – R$ 130,6 bilhões

Fortuna estimada: R$ 130,6 bilhões
Idade: 74 anos
Principal negócio: Banco Safra
Setor: Financeiro

Na segunda posição está Vicky Safra e família, com patrimônio estimado em R$ 130,6 bilhões. Além de ocupar a vice-liderança geral, Vicky é a mulher mais rica do Brasil em 2026.

Nascida na Grécia e naturalizada brasileira, ela é viúva do banqueiro Joseph Safra, que morreu em dezembro de 2020 e durante anos figurou entre os banqueiros mais ricos do planeta.

A história da fortuna dos Safra, entretanto, começou muito antes da chegada da família ao Brasil. As origens de seus negócios financeiros remontam ao século XIX, quando a família atuava no setor bancário e financeiro no Oriente Médio.

A trajetória brasileira começou na década de 1950. Posteriormente, os negócios cresceram até resultar na consolidação do Banco Safra, uma das instituições financeiras mais conhecidas do país.

Joseph e Vicky tiveram quatro filhos: Jacob, Esther, Alberto e David.

Após a morte do banqueiro, grande parte do patrimônio permaneceu ligada a Vicky e aos filhos, incluindo participações em negócios financeiros internacionais.

3. Jorge Paulo Lemann e família – R$ 103,5 bilhões

Fortuna estimada: R$ 103,5 bilhões
Idade: 87 anos
Principais negócios: 3G Capital e AB InBev
Setor: Investimentos e bebidas

Poucos empresários brasileiros tiveram uma trajetória tão conhecida no mercado de capitais quanto Jorge Paulo Lemann.

Com patrimônio estimado em R$ 103,5 bilhões, ele ocupa a terceira posição entre os brasileiros mais ricos de 2026.

Nascido no Rio de Janeiro em 1939, Lemann é filho de imigrantes suíços e estudou Economia em Harvard.

Sua trajetória empresarial começou no mercado financeiro. Depois de experiências em diferentes instituições, Lemann adquiriu participação na corretora Garantia durante a década de 1970.

Foi nesse ambiente que se aproximou de Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, formando uma das parcerias empresariais mais importantes da história recente do Brasil.

Ao longo das décadas seguintes, o trio participou de negócios envolvendo empresas como Brahma, Ambev (ABEV3), Lojas Americanas (AMER3) e posteriormente a gigante global AB InBev.

Por sinal, a internacionalização da AB InBev foi um dos grandes motores para a expansão da sua fortuna. A empresa tornou-se a maior cervejaria do mundo e reúne marcas comercializadas em dezenas de países.

Além disso, Lemann também é um dos principais nomes por trás da 3G Capital, empresa de investimentos envolvida em grandes operações internacionais.

Entre os negócios relacionados ao grupo estão companhias como Restaurant Brands International, controladora de redes como Burger King e Tim Hortons.

4. André Esteves – R$ 66,1 bilhões

Fortuna estimada: R$ 66,1 bilhões
Idade: 58 anos
Principal negócio: BTG Pactual
Setor: Financeiro

A quarta maior fortuna brasileira pertence ao banqueiro André Esteves, principal acionista do BTG Pactual (BPAC11).

Diferentemente de alguns integrantes do ranking cuja riqueza está diretamente relacionada a heranças familiares, a trajetória de Esteves foi construída dentro do mercado financeiro.

Ele começou a trabalhar no Banco Pactual em 1989, e em poucos anos, avançou dentro da instituição e tornou-se sócio em 1993.

Um dos grandes momentos dessa trajetória aconteceu em 2006, quando o Pactual foi vendido ao banco suíço UBS por aproximadamente US$ 2,5 bilhões, originando o UBS Pactual.

Esteves tornou-se CEO da instituição, mas deixou o banco em 2008 e criou a BTG Investments.

Pouco tempo depois ocorreu uma movimentação que marcou definitivamente sua carreira: em 2009, a BTG adquiriu o UBS Pactual, dando origem ao BTG Pactual.

A instituição cresceu significativamente nas décadas seguintes, expandindo atividades em áreas como:

  • Banco de investimentos;
  • Gestão de patrimônio;
  • Gestão de recursos;
  • Crédito;
  • Mercado de capitais;
  • Serviços financeiros;
  • Banco digital.

5. Fernando Roberto Moreira Salles – R$ 50,3 bilhões

Fortuna estimada: R$ 50,3 bilhões
Idade: 80 anos
Principais negócios: Itaú Unibanco e CBMM
Setores: Financeiro e mineração

O sobrenome Moreira Salles aparece duas vezes consecutivas entre as maiores fortunas brasileiras.

O primeiro representante é Fernando Roberto Moreira Salles, com patrimônio estimado em R$ 50,3 bilhões.

Fernando é filho de Walther Moreira Salles, empresário e banqueiro que desempenhou papel central no desenvolvimento do Unibanco. 

A família manteve grandes participações ao longo das décadas, especialmente no setor bancário e na mineração.

Uma parcela importante da riqueza está relacionada ao Itaú Unibanco (ITUB3/ITUB4), instituição criada após a fusão entre Itaú e Unibanco em 2008.

Além do setor financeiro, a família Moreira Salles possui participação na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).

A CBMM ocupa uma posição estratégica no mercado mundial de nióbio, mineral utilizado em aplicações industriais e tecnológicas, principalmente na produção de ligas metálicas de alto desempenho.

6. Pedro Moreira Salles – R$ 46,6 bilhões

Fortuna estimada: R$ 46,6 bilhões
Idade: 66 anos
Principais negócios: Itaú Unibanco, CBMM e Cambuhy
Setores: Financeiro, mineração e investimentos

Logo atrás de Fernando aparece o seu irmão Pedro Moreira Salles, com uma fortuna estimada em R$ 46,6 bilhões. Nascido no Rio de Janeiro, Pedro também é filho de Walther Moreira Salles.

Ele estudou nos Estados Unidos e construiu uma longa trajetória no setor financeiro, principalmente ligada ao Unibanco. 

Pedro teve uma participação muito importante no processo que culminou na fusão entre Itaú e Unibanco em 2008. A operação criou o Itaú Unibanco (ITUB3/ITUB4), que se consolidou entre as maiores instituições financeiras da América Latina.

Além da participação no banco, seu patrimônio está associado aos investimentos familiares na CBMM.

A presença de dois irmãos Moreira Salles entre os seis primeiros lugares mostra a importância do sistema financeiro e das participações societárias na composição das maiores fortunas brasileiras.

7. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles – R$ 38,8 bilhões

Fortuna estimada: R$ 38,8 bilhões
Idade: 30 anos
Principais negócios: AB InBev e 3G Capital
Setor: Investimentos

Um dos nomes que mais chama atenção na edição de 2026 é Max Van Hoegaerden Herrmann Telles.

Aos 30 anos, ele aparece na sétima posição, com patrimônio estimado em R$ 38,8 bilhões.

Max é filho de Marcel Herrmann Telles, empresário que formou ao lado de Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira o famoso trio de investidores ligado à Garantia, Ambev, AB InBev e 3G Capital.

Segundo a Forbes, Max está assumindo a participação do pai na AB InBev, gigante global do setor de bebidas e controladora da Ambev.

A presença de Max no top 10 também evidencia uma característica importante das grandes fortunas: processos de sucessão patrimonial podem alterar significativamente os rankings individuais.

Quando participações societárias são transferidas entre gerações, patrimônios antes atribuídos aos fundadores podem passar a aparecer vinculados aos seus herdeiros.

8. Miguel Krigsner – R$ 35,7 bilhões

Fortuna estimada: R$ 35,7 bilhões
Idade: 76 anos
Principal negócio: Grupo Boticário
Setor: Cosméticos

Na oitava posição aparece um empresário cuja fortuna possui origem bastante diferente dos grandes bancos e grupos de investimento presentes nas posições anteriores.

Miguel Krigsner, fundador do Grupo Boticário, possui um patrimônio estimado em R$ 35,7 bilhões.

Nascido na Bolívia e naturalizado brasileiro, Krigsner é formado em Farmácia e Bioquímica.

A história de O Boticário começou em Curitiba, em 1977, inicialmente como uma pequena farmácia de manipulação. A empresa cresceu e posteriormente direcionou suas atividades para cosméticos e perfumaria.

O modelo de franquias ajudou a acelerar a expansão nacional, transformando O Boticário em uma das marcas brasileiras mais conhecidas no segmento. Com o passar das décadas, o negócio deixou de ser apenas uma marca e passou a integrar uma estrutura empresarial mais ampla.

Krigsner permanece como principal acionista do negócio, detendo, segundo estimativas divulgadas pela Forbes, cerca de 80% da companhia.

Além da atividade empresarial, criou em 1990 a Fundação Grupo Boticário, dedicada à conservação da natureza.

Sua presença entre os dez maiores bilionários demonstra como a criação e expansão de uma marca de consumo pode gerar patrimônios comparáveis aos de grandes banqueiros e investidores.

9. Carlos Alberto Sicupira e família – R$ 35,4 bilhões

Fortuna estimada: R$ 35,4 bilhões
Idade: 78 anos
Principais negócios: AB InBev e 3G Capital
Setor: Bebidas e investimentos

Carlos Alberto Sicupira, conhecido como Beto Sicupira, é outro integrante do grupo de empresários que ajudou a transformar companhias brasileiras em negócios globais.

Sua história está diretamente relacionada à de Jorge Paulo Lemann e Marcel Herrmann Telles.

Nascido no Rio de Janeiro, Sicupira iniciou atividades empresariais quando ainda jovem e posteriormente estudou Administração.

Sua aproximação com Lemann ocorreu no mercado financeiro e deu origem a uma parceria que atravessou décadas.

O trio investiu em diferentes empresas e ganhou especial destaque pela transformação da Brahma e posterior criação da Ambev (ABEV3).

A expansão continuou internacionalmente e culminou na formação da AB InBev, gigante global de bebidas. Uma parcela significativa do patrimônio de Sicupira está associada justamente às ações da cervejaria.

Além disso, ele participa da 3G Capital, responsável por investimentos em grandes companhias internacionais.

10. Ricardo Castellar de Faria – R$ 35,1 bilhões

Fortuna estimada: R$ 35,1 bilhões
Idade: 51 anos
Principais negócios: Global Eggs e Granja Faria
Setor: Agronegócio

Ricardo Castellar de Faria, empresário conhecido como “Rei do Ovo”, acumulou patrimônio estimado em R$ 35,1 bilhões.

Formado em Engenharia Agronômica, ele começou a empreender em outro segmento. Em 1997, criou uma empresa de lavanderia industrial voltada principalmente ao atendimento de hotéis e grandes clientes.

No entanto, posteriormente, o negócio foi vendido e Ricardo decidiu concentrar os seus investimentos no agronegócio, criando a Granja Faria e a Global Eggs, empresas que transformaram o empresário em um dos grandes nomes brasileiros da produção de ovos.

O grupo expandiu suas atividades internacionalmente, incluindo a realização de aquisições na Europa e nos Estados Unidos.

Por sinal, é justamente o significativo crescimento dos negócios que explica a valorização patrimonial de Ricardo Faria e sua entrada no grupo seleto dos dez brasileiros mais ricos.

Conclusão: quem são os maiores bilionários brasileiros em 2026?

O ranking dos maiores bilionários do Brasil em 2026 reúne empresários e famílias com patrimônios construídos em diferentes segmentos da economia, como tecnologia, mercado financeiro, bebidas, mineração, cosméticos e agronegócio.

A lista ajuda a entender como estes patrimônios foram formados ao longo de décadas, seja pela criação e expansão de empresas, investimentos, participações societárias ou negócios transmitidos entre gerações.

Também é importante lembrar que grande parte desses patrimônios está vinculada a ações, participações em empresas e outros ativos, cujos valores podem variar conforme as condições do mercado e o desempenho dos negócios.

Por isso, a posição dos brasileiros mais ricos pode mudar ao longo do tempo. A valorização ou queda de empresas, aquisições, vendas de participações e reorganizações patrimoniais estão entre os fatores capazes de alterar essas estimativas.

Acompanhar essas trajetórias permite compreender não apenas a dimensão das maiores fortunas brasileiras, mas também a relação entre empreendedorismo, crescimento empresarial, investimentos e mercado de capitais na construção de patrimônio de longo prazo..

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