Grandes investidores do Brasil: histórias e estratégias para se inspirar
Conheça 6 investidores que construíram patrimônio na bolsa brasileira: estratégias, carteiras e filosofias.
Publicado em 05/08/2026
O Brasil possui 50 mulheres com patrimônio estimado em pelo menos R$ 1 bilhão em 2026, segundo a Lista Forbes Bilionários Brasileiros.
Juntas, elas acumulam aproximadamente R$ 329,17 bilhões e representam 19,61% das 255 pessoas que fazem parte do ranking brasileiro de bilionários.
No topo aparece Vicky Sarfati Safra e família, com fortuna estimada em impressionantes R$ 130,6 bilhões. O patrimônio relacionado ao Banco Safra é tão grande que Vicky não é apenas a mulher mais rica do país: ocupa também a segunda posição no ranking geral dos brasileiros mais ricos.
Mas afinal, quem são as 10 mulheres mais ricas do Brasil em 2026? Confira!
De acordo com a Lista Forbes Bilionários Brasileiros de 2026, o ranking das dez maiores fortunas femininas do país é formado por:
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Posição |
Bilionária |
Patrimônio estimado |
Principal origem da fortuna |
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1º |
Vicky Sarfati Safra e família |
R$ 130,6 bilhões |
Banco Safra |
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2º |
Luana Lopes Lara |
R$ 13,4 bilhões |
Kalshi |
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3º |
Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela |
R$ 11,9 bilhões |
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4º |
Mariana Voigt Schwartz Gomes |
R$ 8,3 bilhões |
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5º |
Cristina Helena Junqueira |
R$ 8,1 bilhões |
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6º |
Neide Helena de Moraes |
R$ 7,2 bilhões |
Votorantim |
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7º |
Dora Voigt de Assis |
R$ 6,7 bilhões |
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8º |
Lívia Voigt |
R$ 6,7 bilhões |
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9º |
Vera Rechulski Santo Domingo |
R$ 6,7 bilhões |
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10º |
Márcia Pascoal Marçal dos Santos |
R$ 5,9 bilhões |
Juntas, essas dez fortunas somam mais de R$ 200 bilhões.
O número, contudo, não significa que essas pessoas tenham bilhões de reais disponíveis em dinheiro. Assim como ocorre com praticamente todos os grandes bilionários, boa parte do patrimônio está relacionada a ações, participações societárias, holdings e outros ativos.
Consequentemente, a fortuna estimada pode aumentar ou diminuir conforme o valor desses investimentos se modifica. A seguir, conheça melhor a história das dez mulheres mais ricas do Brasil.
Fortuna estimada: R$ 130,6 bilhões
Idade: 74 anos
Principal negócio: Banco Safra
Setor: Financeiro
Com uma enorme diferença para as demais integrantes da lista, Vicky Sarfati Safra e família ocupam a primeira posição entre as maiores fortunas femininas brasileiras em 2026.
O patrimônio estimado em R$ 130,6 bilhões também coloca Vicky na segunda posição do ranking geral dos bilionários brasileiros, atrás somente de Eduardo Saverin.
Nascida na Grécia e naturalizada brasileira, Vicky é viúva do banqueiro Joseph Safra, que morreu em dezembro de 2020.
A história dos Safra no mercado financeiro atravessa gerações. A família possui raízes no setor bancário no Oriente Médio e posteriormente desenvolveu importantes negócios no Brasil e em outros países.
Joseph Safra transformou-se em um dos banqueiros mais ricos do planeta e construiu um império financeiro que tem o Banco Safra como uma de suas principais operações.
Após sua morte, Vicky herdou aproximadamente metade de sua fortuna. O casal teve quatro filhos: Jacob, Esther, Alberto e David.
Parte significativa do patrimônio familiar continua associada aos negócios financeiros desenvolvidos pelos Safra.
Além de sua relação com o patrimônio familiar, Vicky atua na área filantrópica por meio da Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, que apoia iniciativas relacionadas a áreas como saúde, educação e artes.
Fortuna estimada: R$ 13,4 bilhões
Idade: 30 anos
Principal negócio: Kalshi
Setor: Tecnologia
Luana Lopes Lara possui patrimônio estimado em R$ 13,4 bilhões e é cofundadora da Kalshi, plataforma norte-americana de mercados de previsão.
Diferentemente da maioria das integrantes do top 10, sua fortuna não está associada a uma herança familiar.
Luana nasceu em Belo Horizonte e teve uma trajetória incomum antes de chegar ao mundo da tecnologia. Durante a juventude, dedicou-se intensamente ao balé clássico e estudou na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville. Chegou inclusive a atuar profissionalmente como bailarina na Áustria.
Posteriormente, seguiu para os Estados Unidos e estudou engenharia no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Foi no MIT que conheceu Tarek Mansour, com quem criou a Kalshi em 2018.
A plataforma permite negociar contratos relacionados à probabilidade de determinados acontecimentos. Esses mercados podem envolver eventos econômicos, decisões de juros, eleições, esportes, clima e outros acontecimentos.
A expansão da companhia fez a participação de seus fundadores atingir valores bilionários. Com isso, Luana tornou-se uma das mais jovens bilionárias self-made do mundo e, em 2026, aparece como a segunda mulher mais rica do Brasil.
Sua presença no ranking também chama atenção para a crescente capacidade das empresas de tecnologia de criarem grandes fortunas em períodos muito menores do que os tradicionais conglomerados industriais.
Fortuna estimada: R$ 11,9 bilhões
Idade: 52 anos
Principal negócio: Itaúsa
Setor: Financeiro e investimentos
Na terceira posição está Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela, com patrimônio estimado em R$ 11,9 bilhões.
Sua fortuna está relacionada à Itaúsa, holding que possui investimentos em diferentes empresas e tem no Itaú Unibanco uma de suas participações mais conhecidas.
Ana Lúcia pertence a uma família com longa história no sistema financeiro brasileiro. Mas, além da participação nos negócios familiares, Ana Lúcia possui uma trajetória bastante ligada ao terceiro setor.
Formada em Pedagogia pela PUC-SP, ela preside o Instituto Alana, organização criada em 1994 e voltada para iniciativas relacionadas aos direitos e ao desenvolvimento das crianças.
Atualmente, ela integra o Conselho de Administração do Itaú Unibanco e exerce funções na estrutura de governança da Itaúsa.
Assim, seu patrimônio está diretamente relacionado a participações societárias em alguns dos negócios mais importantes do mercado brasileiro.
Fortuna estimada: R$ 8,3 bilhões
Idade: 40 anos
Principal negócio: WEG
Setor: Industrial
A indústria aparece com força entre as maiores fortunas femininas do Brasil, principalmente devido à presença de herdeiras da WEG.
A primeira delas é Mariana Voigt Schwartz Gomes, cujo patrimônio é estimado em R$ 8,3 bilhões.
A WEG nasceu em 1961, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, e foi fundada por Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus.
O negócio cresceu muito além da fabricação de motores elétricos e transformou-se em uma multinacional brasileira com operações relacionadas a equipamentos eletroeletrônicos, automação, geração e transmissão de energia e soluções industriais.
Mariana é neta de Werner Ricardo Voigt. Ela e seu irmão, Eduardo Voigt Schwartz, receberam parte das ações da companhia que pertenciam à mãe, Miriam Voigt Schwartz.
O crescimento da WEG ao longo das décadas e a valorização de suas ações fizeram com que diferentes integrantes das famílias fundadoras alcançassem patrimônios bilionários.
Mariana está entre os grandes acionistas individuais da companhia, embora não exerça função executiva na empresa.
Fortuna estimada: R$ 8,1 bilhões
Idade: 42 anos
Principal negócio: Nubank
Setor: Financeiro e tecnologia
Se Luana Lopes Lara representa a nova geração de fortunas criadas pela tecnologia, Cristina Helena Junqueira possui uma trajetória semelhante dentro do sistema financeiro.
Cristina é uma das fundadoras do Nubank, ao lado de David Vélez e Edward Wible.
Criado em 2013, o Nubank começou oferecendo um cartão de crédito sem tarifa controlado por aplicativo e posteriormente ampliou de forma significativa a sua estrutura de produtos financeiros.
O crescimento acelerado do número de clientes transformou o Nubank em uma das fintechs mais valiosas da América Latina.
Um momento decisivo para o patrimônio de Cristina ocorreu em dezembro de 2021, quando a companhia realizou sua abertura de capital na Bolsa de Nova York.
A valorização da participação societária dos fundadores colocou Cristina no grupo dos bilionários. Segundo a Forbes, atualmente, ela possui cerca de 2,9% das ações da instituição.
Fortuna estimada: R$ 7,2 bilhões
Idade: 70 anos
Principal negócio: Votorantim
Setor: Industrial e investimentos
Na sexta posição aparece Neide Helena de Moraes, com patrimônio estimado em R$ 7,2 bilhões.
Sua fortuna está relacionada ao Grupo Votorantim, um dos maiores conglomerados empresariais brasileiros. A história do grupo começou em 1918 e está diretamente relacionada à família Ermírio de Moraes.
Neide é filha de José Ermírio de Moraes Filho e sobrinha de Antônio Ermírio de Moraes, um dos empresários mais conhecidos da história recente da indústria brasileira.
A Votorantim desenvolveu ao longo das décadas uma estrutura diversificada de negócios e investimentos, com presença em segmentos como materiais de construção, metais, energia, finanças e outros setores. O grupo possui operações em mais de 20 países.
Neide é uma acionista relevante da Votorantim, embora não participe diretamente da administração da companhia.
Sua presença no ranking mostra como grandes grupos industriais familiares continuam desempenhando um papel significativo na composição das maiores fortunas brasileiras.
Fortuna estimada: R$ 6,7 bilhões
Idade: 28 anos
Principal negócio: WEG
Setor: Industrial
A WEG volta a aparecer no ranking com Dora Voigt de Assis, que possui patrimônio estimado em R$ 6,7 bilhões.
Dora é neta de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da companhia catarinense. Ela e sua irmã Lívia herdaram parte das ações da WEG pertencentes à mãe, Valsi Voigt.
Com isso, as duas passaram a figurar entre os maiores acionistas individuais da empresa e também entre os jovens bilionários brasileiros.
Dora é formada em Arquitetura e não ocupa cargo executivo nem possui assento no conselho de administração da WEG. Seu patrimônio, portanto, está principalmente relacionado à participação acionária que mantém na companhia.
A valorização dessas ações pode alterar significativamente o tamanho da fortuna estimada ao longo do tempo.
Fortuna estimada: R$ 6,7 bilhões
Idade: 22 anos
Principal negócio: WEG
Setor: Industrial
Com apenas 22 anos, Lívia Voigt é a integrante mais jovem entre as dez mulheres mais ricas do Brasil em 2026. Assim como a irmã Dora, possui patrimônio estimado em R$ 6,7 bilhões relacionado principalmente às ações da WEG herdadas da família.
A presença de Mariana, Dora e Lívia no mesmo ranking mostra a dimensão da riqueza criada pela expansão da fabricante catarinense ao longo de mais de seis décadas.
Mais do que uma empresa brasileira de equipamentos industriais, a WEG transformou-se em uma companhia multinacional e possui ações negociadas na B3.
Isso significa que oscilações no preço dos papéis também afetam diretamente o valor de mercado das participações mantidas pelos herdeiros dos fundadores.
Apesar de figurar entre as maiores acionistas individuais, Lívia não ocupa posição executiva na companhia.
Fortuna estimada: R$ 6,7 bilhões
Idade: 77 anos
Principal negócio: AB InBev
Setor: Bebidas e investimentos
Também com R$ 6,7 bilhões aparece Vera Rechulski Santo Domingo. Sua fortuna está relacionada à família Santo Domingo, uma das famílias empresariais mais conhecidas da Colômbia.
Vera é brasileira e viúva de Julio Mario Santo Domingo Jr., filho do empresário colombiano Julio Mario Santo Domingo.
A família construiu uma grande parcela de sua riqueza no setor de bebidas e tornou-se importante acionista da AB InBev, maior cervejaria do mundo e controladora de marcas comercializadas em dezenas de países.
Vera possui participação na holding familiar sediada em Luxemburgo, estrutura por meio da qual a família mantém ações da AB InBev e outros investimentos.
Além do setor de bebidas, os Santo Domingo possuem participações em outros ativos internacionais.
Entre eles está a famosa vinícola francesa Château Pétrus, uma das propriedades mais conhecidas do mundo do vinho.
Fortuna estimada: R$ 5,9 bilhões
Idade: 53 anos
Principal negócio: MBRF/Marfrig
Setor: Alimentos
Fechando o ranking aparece Márcia Pascoal Marçal dos Santos, com fortuna estimada em R$ 5,9 bilhões. Márcia é esposa e sócia do empresário Marcos Molina e possui uma longa relação profissional e societária com a Marfrig.
Ela atuou na área financeira da companhia e participa da estrutura empresarial relacionada à família controladora.
Márcia e Molina dividem as ações da MMS Participações, holding ligada ao controle da empresa, e ela também possui participação direta no negócio.
A valorização da Marfrig fez com que a participação de Márcia atingisse dimensão suficiente para que ela passasse a aparecer na lista da Forbes.
Atualmente, a estrutura empresarial está inserida em um dos maiores grupos de alimentos do país, após importantes movimentos de consolidação envolvendo Marfrig e BRF e a formação da MBRF.
A presença de Márcia entre as dez maiores fortunas femininas brasileiras mostra que o setor de alimentos também ocupa espaço relevante entre os grandes patrimônios empresariais do país.
De acordo com a Forbes, 50 mulheres possuem patrimônio de pelo menos R$ 1 bilhão no Brasil em 2026. O número caiu em relação à edição anterior, quando 60 mulheres apareciam no levantamento.
As bilionárias representam 19,61% dos 255 nomes presentes no ranking brasileiro, enquanto o patrimônio conjunto dessas 50 mulheres chega a aproximadamente R$ 329,17 bilhões.
Um aspecto interessante está na origem dessas fortunas: Entre as dez primeiras colocadas, somente Luana Lopes Lara e Cristina Junqueira são classificadas como self-made.
Isso significa que boa parte das maiores fortunas femininas brasileiras continua relacionada a participações empresariais transmitidas entre gerações.
Por outro lado, a presença das fundadoras da Kalshi e do Nubank mostra como empresas de tecnologia e fintechs passaram a criar patrimônios bilionários em períodos relativamente curtos.
Vicky Sarfati Safra é a mulher mais rica do Brasil em 2026, segundo a Lista Forbes Bilionários Brasileiros. Seu patrimônio familiar é estimado em R$ 130,6 bilhões, associado principalmente à participação da família no Banco Safra.
Na sequência aparecem Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi, com patrimônio estimado em R$ 13,4 bilhões, e Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela, com R$ 11,9 bilhões.
Além delas, o ranking reúne mulheres com patrimônios relacionados a empresas e grupos como WEG, Nubank, Votorantim, AB InBev e MBRF, evidenciando diferentes trajetórias de construção e manutenção de grandes fortunas, seja por meio do empreendedorismo, de participações societárias ou de patrimônios familiares.
É importante lembrar que essas cifras são estimativas e podem variar ao longo do tempo. Mudanças no valor das empresas, oscilações das ações, vendas de participações, reorganizações societárias e sucessões familiares podem alterar tanto o patrimônio estimado quanto as posições no ranking das mulheres mais ricas do Brasil.
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Conheça 6 investidores que construíram patrimônio na bolsa brasileira: estratégias, carteiras e filosofias.
Publicado em 05/08/2026
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Publicado em 10/08/2026
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