Ozivy: veja quanto vai custar o primeiro “Ozempic brasileiro” aprovado pela Anvisa

Medicamento à base de semaglutida chega às farmácias em junho com preços a partir de R$ 452.

Publicado em 03/06/2026 às 13:05h Publicado em 03/06/2026 às 13:05h por Wesley Santana
Canetas foram descobertas para tratamento de diabetes, mas hoje são usadas no emagrecimento (Imagem: Shutterstock)
Canetas foram descobertas para tratamento de diabetes, mas hoje são usadas no emagrecimento (Imagem: Shutterstock)

A EMS informou, nesta terça-feira (2), os detalhes de sua versão da caneta emagrecedora, nomeada de Ozivy. O medicamento deve chegar às gôndolas das farmácias em 15 de junho, custando a partir de R$ 452, conforme comunicado.

A farmacêutica destacou, porém, que este é o valor cheio, mas alguns consumidores poderão receber descontos nas compras. Os participantes do Programa Vida + Leve, por exemplo, pagarão a partir de R$ 287 por mês pelo medicamento.

O Ozivy é a primeira versão brasileira do medicamento à base de semaglutida, único que até agora recebeu aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Essa foi a aposta da EMS para bater de frente com o Ozempic, que deixou de ter patente exclusiva há alguns meses.

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O medicamento foi criado originalmente para o tratamento de diabetes, mas se popularizou para o tratamento da obesidade e do emagrecimento. O valor oficial divulgado pela farmacêutica está bem abaixo do teto estabelecido pela Anvisa, que era de R$ 803.

Ainda de acordo com a fabricante, o preço informado é referente à dose de 1,34 mg/ml. A EMS diz ainda que inicialmente serão disponibilizadas 500 mil canetas, que estarão à venda nas principais drogarias do país.

O Ozivy será fabricado na fábrica de Hortolândia, que foi adaptada para este novo produto. A empresa investiu cerca de R$ 1,2 bilhão para ter capacidade de produzir até 40 milhões de canetas por ano.

“Estamos transformando a capacidade tecnológica em acesso. Ozivy é resultado de uma visão de longo prazo que posicionou a EMS na vanguarda da produção de peptídeos no Brasil. Mais do que lançar um medicamento, estamos ampliando o acesso da população a terapias modernas, produzidas com os mais elevados padrões de qualidade e segurança”, afirma Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS.

Atualmente, há dezenas de pedidos de análise de novos tipos de Ozempic pela Anvisa. A projeção dos analistas é que, quanto mais opções disponíveis, menor será o preço médio dos medicamentos no país.

Na prática, isso permite que mais pessoas tenham acesso ao produto, que se mostra como uma importante ferramenta para o tratamento da obesidade. Além disso, pode abrir caminho para que ele seja incorporado ao SUS (Sistema Único de Saúde) e, eventualmente, seja disponibilizado gratuitamente na rede pública.