As empresas listadas na B3 distribuíram R$ 126,7 bilhões em
dividendos no primeiro semestre de 2026.
Ainda assim, a lista de maiores pagadoras de dividendos da B3 ganhou algumas novidades neste semestre.
Vale reforça remuneração aos acionistas
⚒️ De acordo com um levantamento da Meu Dividendo, o
setor de materiais básicos superou o
setor financeiro e assumiu pela primeira vez na história a dianteira do ranking de setores que mais pagam dividendos na B3.
O desempenho foi impulsionado pela Vale, que distribuiu R$ 32,5 bilhões para os acionistas no semestre. Isto é, quase o triplo do registrado no mesmo período de 2025: R$ 12,1 bilhões. Com isso, a mineradora ainda passou para o topo da lista das maiores pagadoras por ação.
"O salto reflete a recuperação dos preços do minério de ferro, desempenho operacional robusto e uma política assertiva de retorno ao acionista", avaliou a Meu Dividendo.
Lista de maiores pagadores ganha 2 estreantes
As companhias distribuíram R$ 1,75 por ação cada no acumulado do semestre, ajudando a diversificar as fontes de renda passiva disponíveis na B3.
No caso da Allos, o feito reflete a nova política de dividendos da empresa, que decidiu pagar proventos de forma mensal depois que reorganizou as contas e reduziu a alavancagem.
Os pagamentos começaram em janeiro e têm girado em torno de R$ 0,29 por ação/mês, o que deve garantir um
DY (Dividend Yield) de dois dígitos para o papel em 2026, pelos cálculos do mercado.
Já os dividendos da SmartFit foram impulsionados pelo pagamento de R$ 0,84 por ação anunciado no final de 2025 e efetivado em janeiro de 2026.
Total de dividendos recua 28%
📊 Assim como a SmartFit, muitas empresas anunciaram dividendos extraordinários em 2025 para escapar da
taxação de dividendos que entrou em vigor em 2026. Por isso, o pagamento de dividendos bateu recorde no ano passado e acabou recuando neste ano.
De acordo com a Meu Dividendo, o volume de dividendos pago pelas empresas da B3 recuou 28% no primeiro semestre de 2026, frente ao mesmo período de 2025.
Ainda assim, o número seguiu acima dos patamares registrados antes da pandemia de covid-19, o que, na avaliação da plataforma, mostra que o mercado brasileiro opera num novo patamar de generosidade ao acionista.
Veja quanto as empresas da B3 pagaram em dividendos no 1º semestre:
- 2020: R$ 59,9 bi;
- 2021: R$ 109,7 bi;
- 2022: R$ 150,4 bi;
- 2023: R$ 134,3 bi;
- 2024: R$ 164,8 bi;
- 2025: R$ 176,0 bi;
- 2026: R$ 126,7 bi.
As maiores pagadoras
Apesar do crescimento expressivo da Vale, a Petrobras ainda lidera o ranking de maiores pagadoras de dividendos da B3.
A estatal liberou R$ 34,1 bilhões para os acionistas no primeiro semestre de 2026. É o equivalente a quase 27% de todos os proventos pagos pelas empresas brasileiras no período.
Veja as maiores pagadoras de dividendos do 1S26:
- Petrobras (PETR4): R$ 34,1 bi;
- Vale (VALE3): R$ 32,5 bi;
- Itaú (ITUB4): R$ 8,5 bi;
- BB Seguridade (BBSE3): R$ 5,2 bi;
- Santander (SANB11): R$ 4,6 bi;
- Bradesco (BBDC4): R$ 2,8 bi;
- BTG Pactual (BPAC11): R$ 2,5 bi;
- Caixa Seguridade (CXSE3): R$ 2,0 bi;
- Telefônica (VIVT3): R$ 1,5 bi;
- Suzano (SUZB3): R$ 1,5 bi;
- B3 (B3SA3): R$ 1,3 bi;
- Tim (TIMS3): R$ 1,3 bi.
Valor por ação
Já quando o assunto é valor por ação, a Vale liderou com folga a lista de maiores pagadoras do semestre.
De acordo com a Meu Dividendo, os dividendos da Vale somaram R$ 7,16 por ação no período, enquanto os da Petrobras alcançaram R$ 2,70 por ação.
Fora essas empresas, apenas a
BB Seguridade (BBSE3) entregou mais de R$ 2 por ação no período. Porém, outras oito empresas da Bolsa pagaram mais de R$ 1 por ação.
Veja as maiores pagadoras por ação da B3 no 1º semestre de 2026:
- Vale (VALE3): R$ 7,16;
- Petrobras (PETR4): R$ 2,70;
- BB Seguridade (BBSE3): R$ 2,61;
- Taesa (TAEE11): R$ 1,85;
- SmartFit (SMFT3): R$ 1,75;
- Allos (ALOS3): R$ 1,75;
- Porto (PSSA3): R$ 1,55;
- Sabesp (SBSP3): R$ 1,36;
- Santander (SANB11): R$ 1,24;
- Suzano (SUZB3): R$ 1,12;
- Localiza (RENT3): R$ 1,04;
- Telefônica (VIVT3): R$ 0,93.
Os setores que mais pagaram dividendos
Com o salto da Vale, o setor de materiais básicos despontou pela primeira vez na história como o maior pagador de dividendos da B3.
Por outro lado, o setor de consumo não cíclico caiu da 6ª para a 12ª posição da lista, devido à redução dos dividendos extraordinários da
Ambev (ABEV3).
Veja os setores da B3 que mais pagaram dividendos no 1S26:
- Materiais básicos: R$ 36 bi;
- Petróleo, gás e biocombustíveis: R$ 35,4 bi;
- Financeiro: R$ 22,4 bi;
- Seguros: R$ 8,4 bi;
- Consumo cíclico: R$ 7,0 bi;
- Energia: R$ 5,7 bi;
- Telecomunicações: R$ 2,9 bi;
- Saneamento: R$ 1,7 bi;
- Saúde: R$ 1,2 bi;
- Bens industriais: R$ 1,2 bi;
- Consumo não cíclico: R$ 0,4 bi;
- Tecnologia: R$ 0,3 bi;
- Educação: R$ 0,3 bi;
- Agropecuária: R$ 0,1 bi.