Dividendos somam R$ 127 bi no 1º semestre de 2026: Veja as maiores pagadoras da B3

Duas empresas aparecem pela primeira vez no ranking dos maiores pagamentos por ação.

Publicado em 18/07/2026 às 09:58h Publicado em 18/07/2026 às 09:58h por Marina Barbosa
Petrobras e Vale lideraram a distribuição de dividendos no 1º semestre de 2026 (Imagem: Shutterstock)
Petrobras e Vale lideraram a distribuição de dividendos no 1º semestre de 2026 (Imagem: Shutterstock)
As empresas listadas na B3 distribuíram R$ 126,7 bilhões em dividendos no primeiro semestre de 2026.
Como de costume, os pagamentos foram liderados pela Petrobras (PETR4), pela Vale (VALE3) e pelos bancos.
Ainda assim, a lista de maiores pagadoras de dividendos da B3 ganhou algumas novidades neste semestre.

Vale reforça remuneração aos acionistas

⚒️ De acordo com um levantamento da Meu Dividendo, o setor de materiais básicos superou o setor financeiro e assumiu pela primeira vez na história a dianteira do ranking de setores que mais pagam dividendos na B3.
O desempenho foi impulsionado pela Vale, que distribuiu R$ 32,5 bilhões para os acionistas no semestre. Isto é, quase o triplo do registrado no mesmo período de 2025: R$ 12,1 bilhões. Com isso, a mineradora ainda passou para o topo da lista das maiores pagadoras por ação.
"O salto reflete a recuperação dos preços do minério de ferro, desempenho operacional robusto e uma política assertiva de retorno ao acionista", avaliou a Meu Dividendo.

Lista de maiores pagadores ganha 2 estreantes

💸 Além disso, duas empresas apareceram pela primeira vez no ranking das maiores pagadoras por papel: SmartFit (SMFT3) e Allos (ALOS3).
As companhias distribuíram R$ 1,75 por ação cada no acumulado do semestre, ajudando a diversificar as fontes de renda passiva disponíveis na B3.
No caso da Allos, o feito reflete a nova política de dividendos da empresa, que decidiu pagar proventos de forma mensal depois que reorganizou as contas e reduziu a alavancagem.
Os pagamentos começaram em janeiro e têm girado em torno de R$ 0,29 por ação/mês, o que deve garantir um DY (Dividend Yield) de dois dígitos para o papel em 2026, pelos cálculos do mercado.
Já os dividendos da SmartFit foram impulsionados pelo pagamento de R$ 0,84 por ação anunciado no final de 2025 e efetivado em janeiro de 2026.

Total de dividendos recua 28%

📊 Assim como a SmartFit, muitas empresas anunciaram dividendos extraordinários em 2025 para escapar da taxação de dividendos que entrou em vigor em 2026. Por isso, o pagamento de dividendos bateu recorde no ano passado e acabou recuando neste ano.
De acordo com a Meu Dividendo, o volume de dividendos pago pelas empresas da B3 recuou 28% no primeiro semestre de 2026, frente ao mesmo período de 2025.
Ainda assim, o número seguiu acima dos patamares registrados antes da pandemia de covid-19, o que, na avaliação da plataforma, mostra que o mercado brasileiro opera num novo patamar de generosidade ao acionista.
Veja quanto as empresas da B3 pagaram em dividendos no 1º semestre:
  • 2020: R$ 59,9 bi;
  • 2021: R$ 109,7 bi;
  • 2022: R$ 150,4 bi;
  • 2023: R$ 134,3 bi;
  • 2024: R$ 164,8 bi;
  • 2025: R$ 176,0 bi;
  • 2026: R$ 126,7 bi.

As maiores pagadoras

Apesar do crescimento expressivo da Vale, a Petrobras ainda lidera o ranking de maiores pagadoras de dividendos da B3.
A estatal liberou R$ 34,1 bilhões para os acionistas no primeiro semestre de 2026. É o equivalente a quase 27% de todos os proventos pagos pelas empresas brasileiras no período.
Veja as maiores pagadoras de dividendos do 1S26:

Valor por ação

Já quando o assunto é valor por ação, a Vale liderou com folga a lista de maiores pagadoras do semestre.
De acordo com a Meu Dividendo, os dividendos da Vale somaram R$ 7,16 por ação no período, enquanto os da Petrobras alcançaram R$ 2,70 por ação.
Fora essas empresas, apenas a BB Seguridade (BBSE3) entregou mais de R$ 2 por ação no período. Porém, outras oito empresas da Bolsa pagaram mais de R$ 1 por ação.
Veja as maiores pagadoras por ação da B3 no 1º semestre de 2026:

Os setores que mais pagaram dividendos

Com o salto da Vale, o setor de materiais básicos despontou pela primeira vez na história como o maior pagador de dividendos da B3.
Por outro lado, o setor de consumo não cíclico caiu da 6ª para a 12ª posição da lista, devido à redução dos dividendos extraordinários da Ambev (ABEV3).
Veja os setores da B3 que mais pagaram dividendos no 1S26:
  • Materiais básicos: R$ 36 bi;
  • Petróleo, gás e biocombustíveis: R$ 35,4 bi;
  • Financeiro: R$ 22,4 bi;
  • Seguros: R$ 8,4 bi;
  • Consumo cíclico: R$ 7,0 bi;
  • Energia: R$ 5,7 bi;
  • Telecomunicações: R$ 2,9 bi;
  • Saneamento: R$ 1,7 bi;
  • Saúde: R$ 1,2 bi;
  • Bens industriais: R$ 1,2 bi;
  • Consumo não cíclico: R$ 0,4 bi;
  • Tecnologia: R$ 0,3 bi;
  • Educação: R$ 0,3 bi;
  • Agropecuária: R$ 0,1 bi.