Petrobras (PETR4) evita tombo do Ibovespa; bancos e Vale caem

O índice caiu 0,06% aos 173.714 pontos sob impacto de aversão ao risco global, vencimento de opções e realização de blue chips.

Publicado em 17/07/2026 às 17:58h Publicado em 17/07/2026 às 17:58h por Matheus Silva
No acumulado semanal, o índice recuou 2,33% (Imagem: Shutterstock)
No acumulado semanal, o índice recuou 2,33% (Imagem: Shutterstock)
📉 O Ibovespa (IBOV) encerrou esta sexta-feira (17) com leve queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, em um dia marcado por aversão ao risco no mercado internacional, vencimento de opções e realização das blue chips. 
As perdas foram contidas pela alta da Petrobras (PETR4), que pegou carona na valorização do petróleo. No acumulado semanal, o índice recuou 2,33%. 
O dólar à vista fechou em alta de 0,24%, a R$ 5,1112, acumulando valorização de 0,05% frente ao real na semana.

IBC-Br reduz chances de novo corte de juros

No cenário doméstico, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) registrou alta de 0,1% em maio na comparação mensal, acima das projeções de recuo de 0,2% medidas pelo Broadcast. Na base anual, a prévia do PIB avançou 0,8%, e no acumulado de 12 meses chegou a 1,4%.
Na noite de quarta-feira (15), os EUA anunciaram novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, aplicáveis a milhares de itens, incluindo açúcar, maquinário agrícola, vestuário, maquinário elétrico, papel e aço, com entrada em vigor prevista para a próxima quarta-feira (22). 
Nesta sexta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que só falará sobre o assunto após uma manifestação de Donald Trump sobre o tema, declarando ao mesmo tempo que ninguém vencerá o Brasil com mentiras.

Bancos recuam em bloco e pressionam o índice

Entre os pesos-pesados, os bancos foram o principal vetor de pressão. O IFNC (Índice Financeiro) encerrou com baixa de 0,96%. O Itaú (ITUB4), com cerca de 8% de participação na carteira do Ibovespa, caiu 1,39%, a R$ 41,96. A Vale (VALE3), com 11% de participação no índice, recuou 0,05%, a R$ 72,94.
A Petrobras (PETR4), com aproximadamente 12% de participação na carteira, foi na direção contrária, sustentada pelo avanço dos preços do petróleo. A PETR3 subiu 2,62%, a R$ 45,81, e a PETR4 avançou 2,53%, a R$ 40,90. Juntos, bancos, Vale e Petrobras respondem por 50% da carteira teórica do Ibovespa.
A ponta negativa do índice foi liderada pela Vivara (VIVA3), enquanto a ponta positiva ficou com a Usiminas (USIM5).

Wall Street cai com semicondutores e tensão entre EUA e Irã

No exterior, os índices de Wall Street fecharam em baixa com a continuidade da pressão vendedora sobre o setor de semicondutores. A troca de ataques entre EUA e Irã pelo sexto dia consecutivo também dividiu as atenções dos investidores. O Dow Jones caiu 0,77%, aos 52.146,42 pontos. 
O S&P 500 recuou 1,01%, aos 7.457,69 pontos. O Nasdaq perdeu 1,40%, aos 25.520,24 pontos.
Na Europa, o Stoxx 600 encerrou com recuo de 0,34%, aos 641,53 pontos, pressionado pela venda global de ações de tecnologia. 
📊 Na Ásia, o tom também foi negativo. O Nikkei japonês caiu 4,03%, aos 64.141,12 pontos, e o Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,78%, aos 24.562,24 pontos.

Maiores altas

  • USIM5: +4,18% | R$ 8,23
  • HAPV3: +3,93% | R$ 11,38
  • PETR3: +2,62% | R$ 45,81
  • PETR4: +2,53% | R$ 40,90
  • PRIO3: +1,87% | R$ 57,85

Maiores baixas

PETR4

Petrobras
Cotação

R$ 40,94

Variação (12M)

38,42 % Logo Petrobras

Margem Líquida

21,60 %

DY

7.38%

P/L

4,90

P/VP

1,19