IBOV decola com bancões no final de setembro e rende 5% ao mês; BBAS3 bate R$ 23
O setor bancário foi um dos grandes responsáveis pelo fechamento com chave de ouro ao IBOV no período.
Depois do sucesso que foi separar suas unidades de adquirência e de seguros, o Banco do Brasil (BBAS3) agora estuda um novo movimento no mercado de capitais. A instituição pública estaria avaliando fazer o IPO da BB Consórcios.
O movimento vem à tona depois que analistas de investimentos classificaram a unidade como lucrativa. Assim, o banco entende que pode ser importante o desmembramento desta vertical, conforme informações do InfoMoney.
Apesar disso, os executivos garantem que o foco da companhia neste momento está em retomar a rentabilidade do negócio. Eles não disseram se e quando o IPO do BB Consórcios vai sair do papel, mas entendem que é um plano futuro.
“É parte de nossa estratégia; isso não significa que não iríamos considerar um IPO em Consórcios, negócio altamente lucrativo e que sabemos que o mercado amaria ter um pedaço dessa empresa. Não é uma decisão nossa, mas dos acionistas, e não está em nossa estratégia de curto prazo”, afirmou o vice-presidente financeiro do Banco do Brasil (BB), Geovanne Tobias.
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Esse e outros temas foram debatidos no BB Day, que reuniu diversos analistas nos Estados Unidos. Durante o evento, os bancos e corretoras puderam tirar suas dúvidas sobre os planos da companhia para os próximos trimestres, a fim de divulgarem suas projeções para os papéis.
A Genial Investimentos já fez sua análise sobre a operação e destacou que ela pode reforçar o capital do banco que vem sofrendo nos últimos trimestres. Além disso, seria uma maneira de diminuir a dependência do agro, que hoje é um dos principais problemas enfrentados pelo BB, dada a alta na inadimplência.
Nesta quinta-feira (25), as ações do Banco do Brasil operam com baixa de 0,4%, aos R$ 22 na B3. No acumulado deste ano, o ticker perdeu cerca de 7% de seu valor de mercado, que hoje soma R$ 126 bilhões.
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