Nubank (ROXO34) lucra US$ 871 milhões, mas decepciona Wall Street e ações caem
A instituição registrou um lucro líquido de US$ 871 milhões no período, um avanço de 41% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.
O Nubank (ROXO34) divulgou o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2026 na noite desta quinta-feira (15). Entre tantos números, o banco reportou um crescimento superior a 40% no lucro líquido, que terminou o período em US$ 871 milhões.
Esses e outros números positivos do documento não foram suficientes para alegrar os investidores. Nesta sexta-feira (15), as ações despencam mais de 5% na B3, onde são negociados os BDRs da fintech.
Em NYSE, onde de fato as ações são negociadas, a queda aparece quase na mesma proporção. Com isso, os papéis são negociados no patamar de US$ 12,30, conforme cotação atualizada por volta das 11h30.
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Assim como outros bancos brasileiros, o problema do balanço esteve na qualidade do crédito. Em meio a um contexto de alta na inadimplência entre os brasileiros, os investidores estão de olhos atentos ao comportamento das instituições financeiras em relação aos números que mostram as perspectivas para os próximos trimestres.
Na análise da XP, porém, o caso do Nubank não se trata de uma deterioração estrutural, mas de uma dinâmica que pode ser identificada no próprio balanço do banco. Os analistas não mudaram sua visão positiva sobre o ativo, mantendo a recomendação de compra.
Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti entendem que a piora do balanço tem um fator sazonal e chamaram a atenção para as receitas da companhia, que seguem avançando. O crescimento no engajamento dos clientes também foi citado pelos analistas no relatório publicado nesta manhã.
“Embora a magnitude do aumento do custo de crédito deva gerar uma reação negativa no curto prazo, especialmente diante da incerteza sobre a normalização do custo de risco, não vemos o trimestre como um ponto de inflexão negativa. Em vez disso, enxergamos uma assimetria ainda atrativa, sustentada por avenidas de crescimento, métricas operacionais resilientes e um valuation que já incorpora espaço para revisões de curto prazo, reforçando nossa convicção na tese”, escreveram.
A XP mantém um preço-alvo de US$ 21 por ação para o Nubank, focando no final de 2026. Isso representa um potencial crescimento de quase 70% em relação ao valor atual dos papéis.
O que diz a gestão
Junto do balanço, o Nubank divulgou também as impressões de seus executivos em relação aos números. O CEO David Vélez destacou a operação no México, mostrando que o crescimento no país foi mais rápido do que aconteceu no Brasil.
“No México, a mesma fórmula geradora de resultados que construiu o Brasil atingiu seu ponto de inflexão. Alcançamos o break-even e nos tornamos a terceira maior instituição financeira do mercado, com 15 milhões de clientes. Tudo isso somado a mais um trimestre forte, com mais de 135 milhões de clientes, receitas acima de US$ 5 bilhões pela primeira vez, lucro líquido de US$ 871 milhões e ROE de 29%”, escreveu.
Agora, o banco lembra que está aguardando autorização para atuar como banco nos Estados Unidos, o que pode dar um gás adicional nos próximos trimestres. No entanto, promete ser cauteloso com o crescimento, replicando as mesmas estratégias que foram executadas nos países latinos onde opera.
“Espera-se que nosso investimento máximo permaneça abaixo de 100 bps no índice de eficiência consolidado em cada um dos anos de 2026 e 2027, totalmente contido dentro da faixa de índice de eficiência de ~20% comunicada para o ano e sem afetar a trajetória de eficiência de longo prazo do Nu. Qualquer investimento incremental além desta fase inicial estará condicionado a evidências claras de product-market fit e a um caminho factível para a escalabilidade lucrativa — a mesma abordagem disciplinada que o Nu aplicou no México e na Colômbia”, concluem.
A instituição registrou um lucro líquido de US$ 871 milhões no período, um avanço de 41% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.
A empresa reportou lucro líquido recorde de US$ 894,8 milhões entre outubro e dezembro de 2025.
A transformação completa da arena está prevista para o fim de julho.
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