Privatização da Copasa (CSMG3) movimenta R$ 8,38 bi; veja valor da ação
O governo de Minas Gerais vendeu 171,1 milhões de ações da Copasa na privatização.
O Tribunal de Contas de Minas Gerais autorizou, nesta segunda-feira (18), que a Copasa (CSMG3) lance uma nova oferta de ações na bolsa de valores. Isso faz parte do processo de privatização da companhia de saneamento mineira.
A decisão do órgão obteve aprovação unânime pelos membros do TCE e, portanto, dá sinal verde para a operação, que deve movimentar bilhões de reais no balcão da B3. Agora, a companhia espera aprovação dos atuais sócios e também de seus credores para proceder com a venda dos papéis.
“O TCE-MG estabeleceu que a continuidade do processo de desestatização permanece sob fiscalização do órgão e deverá observar determinadas condicionantes e procedimentos”, afirmou a Copasa em fato relevante.
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Na B3, os investidores reagiram com forte busca pelos papéis, que cresciam mais de 4,5% no fechamento desta reportagem. Por volta das 13h, cada ação era negociada acima dos R$ 54, totalizando um valor de mercado de quase R$ 21 bilhões.
A Copasa fez seu IPO na bolsa de valores em fevereiro de 2006, época em que cada papel valia cerca de R$ 8. Desde então, o ativo se valorizou mais de 500%, conforme mostram dados da B3.
No total, o capital social da companhia é dividido em 380 milhões de ações, entre ordinárias e preferenciais. Hoje, metade está nas mãos do governo de Minas Gerais, que detém 190 milhões de ações.
Outra parte, que representa 32%, circula no balcão da B3, montante que representa 124 milhões de ações ordinárias. Há, ainda, uma fatia de 17% nas mãos de acionistas estrangeiros, que totalizam 265 pessoas físicas ou jurídicas.
A Copasa é a responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto em todo o estado mineiro, que soma uma população de 21,3 milhões de habitantes. A empresa segue o mesmo caminho que a Sabesp (SBSP3), ex-estatal de São Paulo, que foi privatizada no ano passado.
A maior parte dos bancos de investimentos e casas de análise mantém recomendação de compra para os papéis. É o caso da XP Investimentos, que projeta uma alta nos papéis amparada justamente na privatização da companhia.
“Vemos a Copasa negociando a uma TIR real de 11,2% e 1,5x EV/RAB para o final de 2026, comparado a 10,5% e 1,1x para a Sabesp (SBSP). Os múltiplos mais altos e a TIR descontada refletem o potencialmente maior ROIC estrutural da CSMG em relação à SBSP, devido ao maior WACC regulatório de longo prazo que assumimos em nosso modelo, bem como ao maior crescimento relativo do RAB líquido e, consequentemente, do EBITDA para a CSMG”, dizem os analistas.
O governo de Minas Gerais vendeu 171,1 milhões de ações da Copasa na privatização.
A Equatorial pode somar mais 48 milhões de ações da oferta, elevando o potencial de investimento para cerca de R$ 7,95 bilhões.
Investidores reagiram à informação de que a Equatorial pode se tornar acionista de referência da estatal mineira.
Governo de Minas também reduziu quantidade de papéis ofertados ao mercado; preço mínimo ficou em R$ 47,23.
Investidores reagiram negativamente a propostas abaixo do esperado pelo governo de Minas Gerais.
A companhia disse que um novo cronograma será divulgado depois dos ajustes.
Segundo a Itaúsa, o capital social do veículo será dividido igualmente entre os atuais acionistas da Aegea, cerca de 33% para cada.
O percentual de ações inicialmente ofertado poderá corresponder a 45% do capital social da Copasa.
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