Maior fast food do mundo abre primeira unidade no Brasil e mira 100 lojas em 2026

Mixue inaugura lojas em SP com preços que vão de R$ 3 a R$ 15.

Publicado em 19/04/2026 às 19:27h Publicado em 19/04/2026 às 19:27h por Wesley Santana
Criada em 1997, Mixue começa expansão na América Latina pelo Brasil (Imagem: Divulgação)
Criada em 1997, Mixue começa expansão na América Latina pelo Brasil (Imagem: Divulgação)

Com mais unidades que o McDonald's, o Mixue é considerado a maior rede de fast food do mundo. Desde o último sábado (11), a companhia chinesa já tem operação no Brasil, quando inaugurou suas duas primeiras unidades na América Latina.

A primeira loja foi instalada no Shopping Cidade São Paulo, um importante centro comercial da Avenida Paulista. Outra foi montada na Rua 25 de Março, onde milhares de pessoas passam todos os dias para compras populares.

"Quando a gente entrou no Brasil, não sabia qual era o público e qual a área que estaria melhor concentrada, que teria melhor aderência a esses produtos. Então, a [Avenida] Paulista foi o lugar principal [por estar] em São Paulo, no centro. Aqui foi o primeiro tiro. E a 25 de Março por ter um público diferente daqui, então é um teste, justamente para ver como o público responde", comenta Tian Zezhong, CEO da Mixue no país.

A Mixue é focada em sorvetes, mas também tem um cardápio de bebidas orientais, como chás gelados. O principal diferencial são os preços acessíveis, que, no Brasil, vão de R$ 3 a R$ 15, dependendo do produto escolhido.

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O cardápio ao qual a reportagem teve acesso mostra que uma casquinha de sorvete de chocolate tem o menor custo, de R$ 3. Já um café aromatizado sai por R$ 8, enquanto um milkshake custa, em média, R$ 12.

“Se você olhar o valor dos nossos produtos, pode perceber isso. Nós trabalhamos com preços baixos em todo o mundo. Nesse sentido, a expectativa de lucro é muito baixa. O nosso foco, quando entramos no Brasil, não é fazer resultado no curto prazo, mas levar o produto ao consumidor e construir uma boa percepção da marca”, comenta.

A operação no Brasil, porém, deve ganhar escala de forma rápida, já que a empresa projeta inaugurar pelo menos 100 lojas ainda em 2026. Além de SP, o Rio de Janeiro deve receber novas unidades da rede, que tem 47 mil postos ao redor do mundo.

“O consumo, tamanho da população, facilidade de entrar no mercado, a temperatura e o clima do Brasil são perfeitos para o desenvolvimento da nossa indústria de bebidas. Ainda estamos nacionalizando produtos. No futuro, queremos transformar mais ingredientes importados em locais”, completou.

Muita gente também comentou sobre a possibilidade da empresa abrir uma fábrica local para distribuir insumos às lojas brasileiras. No entanto, o executivo destacou que não há movimento nesse sentido, pelo menos não neste momento de abertura.

“A instalação de fábricas aqui depende muito do desenvolvimento das lojas. Nosso primeiro objetivo é nacionalizar a operação no Brasil. Temos planos de abrir fábricas, mas isso vai depender de como esse desenvolvimento evolui. A produção seria para atender as lojas e precisa estar adequada às nossas normas e regras internas”, afirma.