Magazine Luiza (MGLU3) destrava nova frente de negócios e dispara na B3

A Anvisa liberou a venda e distribuição de medicamentos na plataforma digital do Magalu.

Publicado em 23/09/2026 às 16:42h - Atualizado em 23/09/2026 às 16:53h Publicado em 23/09/2026 às 16:42h Atualizado em 23/09/2026 às 16:53h por Marina Barbosa
Expectativa é de que venda de remédios aumente a frequência de uso e as vendas do app do Magalu (Imagem: Shutterstock)
Expectativa é de que venda de remédios aumente a frequência de uso e as vendas do app do Magalu (Imagem: Shutterstock)
O Magazine Luiza (MGLU3) sobe forte na Bolsa nesta quarta-feira (23), diante da perspectiva de que a varejista entre em um novo ramo de negócios.
💊 A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) derrubou a resolução que proibia a comercialização, distribuição e propaganda de medicamentos na plataforma digital de vendas do Magazine Luiza.
Com isso, a varejista poderá ser contratada por farmácias e drogarias licenciadas para fins de logística e entrega ao consumidor, desde que respeitadas as normas sanitárias vigentes. 
A Anvisa já havia liberado a entrada de outras plataformas de comércio eletrônico nesse mercado: Mercado Livre (MELI34), Americanas (AMER3), Shopee, iFood e Rappi Brasil. 
A decisão é um reflexo da Lei 15.357 de 2026, que autorizou a venda de remédios em supermercados e o uso de canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para a logística e entrega de medicamentos. Porém, não é automática. A medida ainda precisa de uma regulamentação específica da Anvisa para entrar totalmente em vigor. 

Mercado aprova

Apesar da necessidade de mais regulamentações, o mercado recebeu bem a decisão da Anvisa. Afinal, isso significa que o Magazine Luiza poderá atuar em um mercado de vendas recorrentes, que segue em crescimento no Brasil. 
💲 A avaliação dos analistas é de que a comercialização de remédios pode ampliar os acessos ao aplicativo do Magalu, o que ainda pode favorecer a venda de outros produtos. 
Ou seja, a medida pode contribuir com a ampliação e a diversificação de receitas da companhia, justamente em um momento em que o varejo enfrenta dificuldades no Brasil.
Diante disso, as ações do Magazine Luiza despontam entre as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (23). 
O papel avançava 4,41% e era cotado a R$ 6,61 às 16h10. Com isso, passou a acumular uma alta superior a 28% apenas em setembro. Em 30 dias, a valorização é de quase 50%.

Recuperação na B3

📈 O Magazine Luiza já havia disparado na Bolsa no início deste mês, depois que fechou um acordo com o Mercado Livre.
A parceria prevê a comercialização de aproximadamente 27 mil itens da empresa brasileira no marketplace argentino, como eletroeletrônicos, móveis, games, produtos de informática e até cosméticos e perfumaria.
O objetivo é recuperar o desempenho das vendas online, que tombaram nos últimos trimestres e pressionaram os resultados do Magazine Luiza.
Para isso, o Magalu também já fez outras parcerias no mundo digital, com empresas como Amazon (AMZO34), AliExpress, Americanas, Livelo e Itaú Shopping, a plataforma de vendas do aplicativo do Itaú (ITUB4).
Para o BofA (Bank of America), este pode ser o início de uma nova fase do Magazine Luiza, pois indica que o varejista está passando de um "modelo de marketplace amplo e caro para uma série de conceitos especializados mais eficientes".
O banco observou ainda que a mudança ganha força justamente no momento em que a Casas Bahia (BHIA3), enfrenta uma recuperação judicial. Por isso, decidiu apostar no Magalu.
O BofA elevou duplamente a recomendação para MGLU3 neste mês, de venda para compra. Além disso, elevou o preço-alvo para o papel de R$ 5 para R$ 8.

MGLU3

Magazine Luiza
Cotação

R$ 6,15

Variação (12M)

-39,81 % Logo Magazine Luiza

Margem Líquida

0,23%

DY

1.38%

P/L

53,92

P/VP

0,43