Magazine Luiza e Mercado Livre se unem para ampliar vendas
O Magalu vai vender cerca de 27 mil produtos de estoque próprio no marketplace.
Nesta quarta-feira (2), a Magazine Luiza (MGLU3) anunciou uma parceria inédita com o Mercado Livre. A companhia deve começar a oferecer seus produtos no marketplace rival, somando suas subsidiárias Kabum, Netshoes e Época Cosméticos, que também têm suas próprias lojas online.
A reação do mercado foi quase instantânea ao anúncio, com os papéis disparando quase 20% na bolsa de valores. No final do pregão, as ações terminaram com avanço de 16%, aos R$ 5,40, conforme informações da B3.
O CEO Frederico Trajano defendeu a parceria dizendo que a margem do contrato é superior à que o Magazine alcança com mídia paga. “A audiência do Meli é bem maior do que a nossa, entao estimamos que tres quartos dos clientes que comprarem nossos produtos no Meli ja nao seriam clientes do Magalu”, pontuou.
Na visão de muitos analistas, a parceria é bastante parecida com o que o Magalu já havia anunciado com a Amazon. Diante disso, tende a ser positiva para ambos os lados, que ampliam os canais de venda e o SKU de produtos, que passa da casa de 25 mil, no caso da MGLU.
Leia mais: Gigantes das criptomoedas se unem no Brasil para bater de frente com a Binance
"A administração estima que cerca de 75% dos compradores na plataforma do MELI serão novos clientes para a Magalu, o que deve limitar a canibalização no curto prazo. Com a BHIA em recuperação judicial e os recentes fechamentos de lojas, também esperamos que a MGLU capture parte dessa participação de mercado. Dito isso, um cenário macroeconômico pressionado pode limitar a recuperação e, em um horizonte mais longo, ainda vemos risco de canibalização dos próprios canais da Magalu”, diz relatório da XP Investimentos.
Os analistas da corretora destacam que as milhares de lojas do Magalu espalhadas pelo país podem ajudar a melhorar a capilaridade e dar mais agilidade nas entregas. O acordo é especialmente importante para a linha branca — que inclui geladeiras, por exemplo —, categoria da qual a MGLU é especialista.
“O acordo é mais estratégico do que relevante para os números: o GMV 1P da MGLU equivale a menos de 15% do GMV brasileiro do MELI, enquanto o da BHIA representa menos de 6%, e apenas uma parcela desse sortimento está sendo listada. Portanto, caracterizaríamos a parceria como uma defesa de categoria sem capex logístico, e não como um vetor de GMV”, escreve Pedro Caravina e Laryssa Sumer.
O Magalu vai vender cerca de 27 mil produtos de estoque próprio no marketplace.
O resultado foi pressionado pela redução das vendas online e pelo aumento das despesas financeiras.
Segundo o banco, a parceria atrairá clientes que hoje estão fora das plataformas do Magazine Luiza, o que deve impactar nas vendas.
Varejista sofre com disparada de suas despesas financeiras em período de Selic nas alturas.
Varejista pagará remuneração aos acionistas utilizando até a reserva de lucros acumulada em anos.
Moeda americana está perdendo força no mundo e parte do capital está indo aos emergentes (inclusive o Brasil).
Financeira do Magalu é autorizada pelo Banco Central a emitir títulos de dívidas que remuneram juros compostos.
A proposta está na pauta da assembleia de acionistas convocada para o dia 23 de abril.
Cadastre sua conta
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?