Hackers atacam banco e desviam mais de R$ 600 milhões; entenda

Criminosos teriam transferido 100 milhões de euros e convertido valores em criptomoedas.

Publicado em 05/11/2026 às 09:52h Publicado em 05/11/2026 às 09:52h por Wesley Santana
Montante foi transferido para outros bancos e depois para criptomoedas (Imagem: Shutterstock)
Montante foi transferido para outros bancos e depois para criptomoedas (Imagem: Shutterstock)

Nesta semana, outra instituição financeira registrou um ataque hacker que movimentou milhões de reais. Desta vez, o banco francês Crédit Mutuel Arkéa sofreu uma invasão que teria comprometido cerca de 100 milhões de euros, montante equivalente a mais de R$ 600 milhões.

Segundo a direção, o ataque teria sido realizado por meio de um sistema de processamento de dados. Os hackers teriam transferido montantes para outros bancos e depois convertido as quantias em criptomoedas.

A invasão foi considerada “sofisticada e proveniente do exterior”, mas já teria sido controlada. Além disso, a instituição diz que as contas dos clientes não foram prejudicadas.

Mesmo assim, o banco diz que paralisou algumas de suas operações. A empresa ainda não deu prazo para que os sistemas voltem a funcionar normalmente.

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"Nossas equipes continuam trabalhando para avaliar com precisão as consequências financeiras deste ataque. Ainda é muito cedo para apresentar um valor definitivo", afirmou um porta-voz do banco. "Este incidente não teve impacto sobre os ativos (dos clientes) e causou apenas um atraso na execução de determinadas transferências”, continuou.

Ao longo desta semana, outros casos de invasão a instituições financeiras foram divulgados. A maior delas envolveu a Binance, maior bolsa de criptomoedas do mundo.

Naquela ocasião, os criminosos teriam roubado ao menos US$ 6 bilhões, conforme informações da imprensa norte-americana. Os criminosos teriam algum tipo de vínculo com a Coreia do Norte, segundo os investigadores.

Já no Brasil, o Mercado Bitcoin esteve no centro das discussões, depois que R$ 40 milhões em criptomoedas foram movimentados por criminosos. A empresa precisou interromper saques e depósitos para controlar a operação e encontrar o dinheiro.