Taxas no Tesouro Direto em recorde com Selic mantida a 13,75%

A provocação do economista André Lara Resende de trazer os juros básicos a 7,50% ao ano também deu o que falar.

Publicado em 05/11/2026 às 16:03h - Atualizado em 05/11/2026 às 16:04h Publicado em 05/11/2026 às 16:03h Atualizado em 05/11/2026 às 16:04h por Lucas Simões
Juros compostos do Tesouro IPCA+ 2050 batem máxima desde a vitória de Lula (Imagem: Shutterstock)
Juros compostos do Tesouro IPCA+ 2050 batem máxima desde a vitória de Lula (Imagem: Shutterstock)
Quem esperava a continuidade do ciclo de cortes da taxa Selic tomou m balde de água fria nesta semana, dado que unanimemente todos os membros do Copom (Comitê de Política Monetária) votaram pela manutenção da taxa básica de juros em 13,75% ao ano, medida que já repercute nos rendimentos oferecidos no Tesouro Direto nesta quinta-feira (5).
Ao olhar atentamente a dinâmica dos juros compostos, observa-se que os rendimentos pagos pelos títulos públicos de longo prazo encontram-se em seu maior patamar desde a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das Eleições 2026.
Prova disso é o desempenho do Tesouro IPCA+ 2050, cujo rendimento alcançou IPCA+ 7,42% ao ano nesta data, exatamente 1 ponto percentual a mais em relação ao retorno de IPCA+ 6,42% ao ano pago pelo mesmo título público no último pregão antes do desfecho não precificado pelo mercado financeiro para as eleições presidenciais brasileiras. 
Se por um lado o Banco Central demonstra preocupação com o prolongamento dos preços elevados do petróleo, um termômetro da inflação mundial, tanto que não mexeu na taxa Selic, na outra ponta, um dos idealizadores do Plano Real divulgou uma medida ousada para conter a dívida pública que deixou o mercado financeiro ressabiado.
O economista André Lara Resende, um dos mais respeitados do país, propôs que o governo Lula 4 reduza a taxa básica de juros nos próximos 12 meses para o patamar de apenas 7,50% ao ano, uma vez que atualmente o pagamento só dos juros da dívida pública consome 10% do PIB (Produto Interno Bruto).
Embora seja apenas uma ideia embrionária, os agentes do mercado já começam a embutir nas taxas praticadas no Tesouro Direto o temor de se reduzir a taxa Selic na canetada, deixando possivelmente a inflação desancorada, coincidindo justamente com o recorde nos juros compostos longos.

Veja o retorno dos títulos do Tesouro Direto em 5 de novembro de 2026

Títulos com liquidez diária

  • Tesouro Selic 2031 = Aporte mínimo de R$ 201,50 (Rentabilidade: Selic + 0,1064% ao ano)

Títulos pré-fixados

Títulos indexados à inflação

Títulos para aposentadoria extra

Títulos para custear estudos