Após 24 anos, Steinbruch deixa cadeira de CEO da CSN e ex-Vale assume comando

Benjamin Steinbruch deixa o comando executivo após 24 anos e assume a liderança do conselho de administração.

Publicado em 02/09/2026 às 21:41h Publicado em 02/09/2026 às 21:41h por Matheus Silva
A troca de comando chega em um momento de reestruturação financeira da companhia (Imagem: Shutterstock)
A troca de comando chega em um momento de reestruturação financeira da companhia (Imagem: Shutterstock)
🚨 A CSN (CSNA3) anunciou nesta quarta-feira (2) uma mudança histórica em seu comando. Após 24 anos à frente da companhia, Benjamin Steinbruch deixa o cargo de CEO e passa a ocupar a presidência do conselho de administração, permanecendo no dia a dia estratégico da empresa que ajudou a moldar desde as privatizações da década de 1990.
Em seu lugar, foi eleito Fabio Schvartsman, nome conhecido do setor de mineração. Ele presidiu a Vale (VALE3) entre 2017 e 2019, deixando o cargo naquele ano após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG). 
Schvartsman é engenheiro de produção pela Poli-USP, ex-presidente da Klabin (KLBN11) e acumula mais de quatro décadas de experiência em grandes companhias brasileiras, com passagens por Duratex, Grupo Ultra, Telemar e San Antonio Internacional.

Missão do novo CEO é desalavancar a CSN, diz Steinbruch

A troca de comando não é aleatória. Ela ocorre em um momento de reestruturação financeira da CSN, que busca reduzir seu endividamento. Em entrevista ao NeoFeed, Steinbruch explicou o objetivo por trás da escolha de Schvartsman. 
"Ele vem com a missão de desalavancar a CSN, dentro do que for possível. Para que a gente consiga ter uma redução da dívida de forma significativa, para continuar nosso trabalho, e não pagando essa carga de juros absurda e desnecessária", afirmou.

Venda da CSN Cimentos pode sair até esta semana

A companhia negocia atualmente a venda de uma fatia da CSN Cimentos. Segundo a Coluna do Broadcast, Steinbruch deve definir ainda nesta semana para qual grupo dará exclusividade na negociação. 
A disputa envolve a chinesa Huaxin e o consórcio formado pelo Grupo Votorantim com a italiana Cimentir. A expectativa inicial de Steinbruch era levantar até R$ 15 bilhões com a operação, mas o negócio é avaliado atualmente em torno de R$ 12 bilhões.
A CSN encerrou o segundo trimestre de 2026 com dívida líquida próxima de R$ 40,5 bilhões, patamar que torna uma operação na faixa de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões relevante para o processo de desalavancagem em curso.

Após cimento, CSN pretende vender outras participações

A estratégia da gestão não se encerra na venda da divisão de cimentos. Segundo Steinbruch, o plano prevê etapas adicionais de desinvestimento nos próximos meses.
💰 "Depois do cimento, vamos trabalhar em participações minoritárias na infraestrutura e energia, venda de unidades independentes no exterior, e depois trazer parceiro para siderurgia para avançar em inovação e tecnologia", disse ao NeoFeed.

CSNA3

CSN
Cotação

R$ 5,93

Variação (12M)

-20,93 % Logo CSN

Margem Líquida

-5,82 %

P/L

-2,99

P/VP

0,65