Heineken nomeia o brasileiro Rafael Oliveira como novo presidente global

Para 2026, a companhia projeta crescimento dos lucros entre 2% e 6%.

Publicado em 23/06/2026 às 16:16h Publicado em 23/06/2026 às 16:16h por Elanny Vlaxio
O anúncio foi feito nesta terça-feira (23) (Imagem: Shutterstock)
O anúncio foi feito nesta terça-feira (23) (Imagem: Shutterstock)
A Heineken anunciou nesta terça-feira (23) a nomeação do brasileiro Rafael Oliveira para o cargo de presidente global da companhia. Pela primeira vez na história da cervejaria holandesa, um brasileiro assumirá o comando mundial da empresa, sucedendo Dolf van den Brink, que deixará a função após seis à frente da fabricante de bebidas.
“Após uma rigorosa busca global, o conselho de supervisão escolheu Rafa por unanimidade por sua combinação única de visão estratégica, experiência operacional e perspicácia financeira”, afirmou a empresa. Atualmente CEO da JDE Peet's, Oliveira assumirá oficialmente o novo cargo em 1º de outubro.
“Estou confiante de que aceleraremos o crescimento, impulsionaremos a produtividade e prepararemos a Heineken para o futuro, conquistando o coração dos consumidores em todo o mundo”, disse ele. Segundo a companhia, a transição ocorrerá ao longo dos próximos meses para garantir a continuidade da estratégia global do grupo.
A mudança marca um momento histórico para a fabricante holandesa, presente em dezenas de países e dona de algumas das marcas de cerveja mais conhecidas do mundo. Isso porque registrou lucro operacional ajustado de 4,385 bilhões de euros em 2025, resultado 4,4% superior ao do ano anterior. 
Para 2026, a companhia projeta crescimento dos lucros entre 2% e 6%, abaixo da faixa estimada para 2025, de 4% a 8%. Apesar do avanço no resultado, a empresa anunciou um plano de reestruturação que prevê a redução de entre 5.000 e 6.000 postos de trabalho nos próximos dois anos.
“Estamos fazendo isso para fortalecer nossas operações e poder investir no crescimento”, afirmou o diretor financeiro Harold van den Broek durante uma teleconferência para apresentação dos resultados anuais. De acordo com ele, parte dos cortes será concentrada na Europa e em mercados considerados menos estratégicos.