H&M avança no Brasil com sexta loja e estreia no Rio de Janeiro

Marca aposta em estratégia híbrida para conquistar consumidores brasileiros..

Publicado em 25/04/2026 às 09:00h Publicado em 25/04/2026 às 09:00h por Wesley Santana
H&M está presente em diversos países do mundo e em mais de 10 mercados da América Latina (Imagem: Shutterstuck)
H&M está presente em diversos países do mundo e em mais de 10 mercados da América Latina (Imagem: Shutterstuck)

Neste sábado (25), a H&M oficializa sua sexta loja no Brasil, em uma das regiões mais importantes do país. O local escolhido foi o Shopping Rio Sul, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.

A empresa desembarcou no país no meio do ano passado e, desde então, abriu cinco unidades em SP. O próximo passo é chegar ao sul do país, com a inauguração de filiais em Porto Alegre.

“Estamos olhando para o Brasil há muito tempo, dado o tamanho do mercado. É uma população muito grande que também está muito interessada na moda”, afirma Daniel Ervér, CEO global da H&M, que veio ao Brasil para o evento de lançamento. “É um mercado complexo de muitas formas, então você precisa fazer isso da forma certa”, diz.

Além das lojas físicas, a empresa mantém um site que está em pleno funcionamento e “indo muito bem”. A varejista sueca não abriu detalhes do faturamento destes primeiros meses, mas garante que a junção entre atendimento físico e online ajuda na captação de novos consumidores.

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“O e-commerce [no Brasil] está indo bem. Estamos felizes com a recepção. Mas vemos que ainda temos o maior impacto na região de São Paulo. Estamos curiosos para ver, quando abrimos Rio, Porto Alegre, o que vai acontecer”, destaca Daniel.

“A parte de e-commerce é extremamente importante no Brasil. O consumidor brasileiro é um consumidor que busca sempre a conveniência. Vimos que uma coisa que a gente tinha que fazer diferente neste mercado era abrir os dois canais [físico e e-commerce] ao mesmo tempo”, completa Joaquim Pereira, presidente da H&M no Brasil.

A empresa chegou ao Brasil em um momento de forte pressão no varejo por causa da taxa de juros que estava em 15% há poucas semanas. Além disso, conta com uma concorrência forte e consolidada, com marcas como Zara, C&A e Renner, que disputam grande parte do mesmo perfil de consumidor.

Mesmo assim, a empresa entende que há espaço para crescer no país, colocando em prática uma estratégia certa, como escolhendo o melhor sortimento de produtos.

“O Brasil é um mercado de varejo maduro, com forte concorrência local e internacional, e encontrar os melhores espaços é um trabalho contínuo”, disse Joaquim. “Mas o que vimos em São Paulo nesses primeiros meses nos dá confiança para seguir em frente.”