Estrangeiros sacaram R$ 12 bi da B3 em maio, maior saída em quase um ano

Além do Brasil, o fluxo global para emergentes, desconsiderando a China, teve o primeiro saldo negativo desde agosto de 2025.

Publicado em 12/06/2026 às 17:59h Publicado em 12/06/2026 às 17:59h por Matheus Silva
Os estrategistas do BofA apontam três motivos para o movimento (Imagem: Shutterstock)
Os estrategistas do BofA apontam três motivos para o movimento (Imagem: Shutterstock)
📉 Os investidores estrangeiros retiraram R$ 12 bilhões da bolsa brasileira em maio, a maior saída líquida mensal desde julho de 2025, segundo relatório do Bank of America (BofA) divulgado nesta sexta-feira (12). 
No período, os estrangeiros foram compradores líquidos apenas no setor de Energia no mercado à vista, enquanto o Consumo Discricionário foi o setor mais vendido.
Os estrategistas do BofA apontam três motivos para o movimento, considerando a reprecificação para cima dos juros nos EUA, a valorização do dólar e a deterioração do sentimento de risco dos investidores em relação a ativos de países emergentes.

Movimento não foi restrito ao Brasil

A saída de capital não foi exclusiva do Brasil. Os fluxos globais para mercados emergentes excluindo a China também ficaram no vermelho pela primeira vez desde agosto de 2025. 
Os fundos de emergentes sem China registraram saída de US$ 6 bilhões em maio, após entrada de US$ 8 bilhões em abril, interrompendo uma sequência de oito meses consecutivos de entradas.
O BofA destacou ainda uma migração de capital para a Ásia. Investidores reduziram exposição à América Latina e à Índia e ampliaram alocação em Coreia do Sul e Taiwan. 
Na avaliação dos estrategistas, o movimento sinaliza menor interesse pelos mercados emergentes de forma mais ampla, enquanto a narrativa de inteligência artificial e tecnologia segue resiliente.
📊 Apesar do mês negativo, os fluxos para mercados emergentes ex-China permanecem positivos em US$ 85 bilhões no acumulado do ano, após a entrada de US$ 48 bilhões em 2025.

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