GPA (PCAR3) nega favorecimento a credores em plano de recuperação extrajudicial

O plano já contava com a adesão de credores detentores de 57,49% dos créditos sujeitos à recuperação.

Publicado em 20/07/2026 às 10:44h Publicado em 20/07/2026 às 10:44h por Elanny Vlaxio
A empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão no 1T26  (Imagem: Shutterstock)
A empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão no 1T26 (Imagem: Shutterstock)
O GPA (PCAR3), negou ter favorecido credores em seu plano de recuperação extrajudicial e afirmou que as alegações apresentadas em impugnações ao processo não têm fundamento jurídico ou factual. 
Em comunicado ao mercado divulgado na quinta-feira (17), a varejista respondeu a questionamentos da B3 sobre uma reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico e reforçou que o plano conta com ampla adesão dos credores.
Segundo a companhia, em 13 de julho foram encerrados os prazos para que os credores escolhessem suas opções de pagamento e apresentassem eventuais impugnações ao plano de recuperação extrajudicial. 
O GPA destacou que, antes mesmo do encerramento desse período, o plano já contava com a adesão de credores detentores de 57,49% dos créditos sujeitos à recuperação, percentual superior ao mínimo exigido pela legislação, incluindo instituições como Itaú, Rabobank, BTG Pactual e HSBC.
Após o término do processo de adesão, cerca de 98% dos créditos sujeitos manifestaram validamente sua escolha, informou a empresa. Em estimativa preliminar, aproximadamente 88,4% dos credores optaram pela Opção A de pagamento, modalidade que prevê a injeção de novos recursos na companhia. 
Ainda de acordo com o comunicado, o Ministério Público manifestou-se pela regularidade das operações realizadas pelo GPA, afirmando não haver elementos que indiquem fraude, simulação ou favorecimento indevido de credores. A companhia acrescentou que os pedidos baseados nessas alegações foram rejeitados.

Sobre o pedido de recuperação judicial 

O plano de recuperação judicial envolve determinadas obrigações de pagamento sem garantia que não constituem obrigações correntes ou operacionais da empresa. Ficam excluídas do processo as obrigações correntes com fornecedores, parceiros e clientes, além das obrigações trabalhistas, que não serão afetadas pela medida, diz o comunicado.
O acordo foi firmado entre a companhia e credores que representam 46% do total dos créditos sujeitos ao plano, equivalente a aproximadamente R$ 2,1 bilhões. De acordo com a empresa, o plano tem efeitos imediatos, prevendo a suspensão das obrigações da companhia junto aos credores envolvidos e estabelecendo um ambiente de negociação por 90 dias. 
Lembrando que o GPA encerrou o 1T26  (primeiro trimestre de 2026) com um prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão nas operações continuadas, resultado fortemente impactado por efeitos não recorrentes e sem efeito caixa que somaram R$ 1,014 bilhão. Entre os principais fatores que pressionaram o balanço estão baixas de crédito no exterior, impairment de lojas.

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