GPA (PCAR3) tem prejuízo de R$ 1,4 bilhão no 1T26

A margem bruta também evoluiu, atingindo 30,4%, impulsionada pela estratégia de priorizar operações mais rentáveis.

Publicado em 15/05/2026 às 09:23h Publicado em 15/05/2026 às 09:23h por Elanny Vlaxio
A margem bruta também evoluiu, atingindo 30,4% (Imagem: Shutterstock)
A margem bruta também evoluiu, atingindo 30,4% (Imagem: Shutterstock)
Mesmo em meio ao avanço operacional e à melhora de indicadores de rentabilidade, o GPA (PCAR3) encerrou o 1T26  (primeiro trimestre de 2026) com um prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão nas operações continuadas, resultado fortemente impactado por efeitos não recorrentes e sem efeito caixa que somaram R$ 1,014 bilhão. Entre os principais fatores que pressionaram o balanço estão baixas de crédito no exterior, impairment de lojas.
Lembrando que, em maio, o GPA protocolou seu plano de recuperação extrajudicial, aprovado por credores que representam 57,49% da dívida sujeita ao processo, estimada em R$ 4,6 bilhões. A proposta prevê redução expressiva do endividamento, alongamento de prazos e diminuição do custo da dívida, em uma tentativa de reposicionar a varejista para um novo ciclo operacional.
Apesar do prejuízo bilionário, a companhia destacou avanços importantes em eficiência e geração de caixa. O Ebitda ajustado cresceu 12% no trimestre, alcançando R$ 458 milhões, enquanto a margem Ebitda avançou 1,9 ponto percentual, para 10,5%. A margem bruta também evoluiu, atingindo 30,4%, impulsionada pela estratégia de priorizar operações mais rentáveis e descontinuar canais considerados menos eficientes, como o modelo Aliados.
As vendas totais somaram R$ 4,8 bilhões, queda de 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, o conceito de mesmas lojas registrou crescimento de 0,6%, sustentado principalmente pelo desempenho das categorias de perecíveis. A bandeira Extra Mercado apresentou crescimento de 1,2% em mesmas lojas, enquanto o Pão de Açúcar avançou 0,2%.
No comércio eletrônico, o GPA continuou ajustando sua operação em busca de rentabilidade. As vendas online recuaram 7,7%, para R$ 542 milhões, refletindo a redução da exposição às plataformas de terceiros e o foco no canal próprio, que cresceu 8,5% no trimestre.
A companhia também intensificou seu plano de eficiência operacional. Os investimentos em capex caíram 55%, para R$ 87 milhões, em linha com a estratégia de preservação de caixa e redução da expansão física. Segundo o GPA, já foram capturados R$ 99 milhões em eficiências operacionais no trimestre, o equivalente a 23,9% da meta anual.
No front financeiro, a recuperação extrajudicial deve provocar uma transformação significativa no perfil da dívida. Considerando os efeitos do plano, a dívida líquida pro forma pode cair de R$ 3,2 bilhões para R$ 822 milhões, enquanto a alavancagem teria potencial de recuar de 3,5 vezes para 0,9 vez o Ebitda ajustado pré-IFRS16.

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