GPA (PCAR3) corta mais de R$ 2 bi em dívidas em acordo com credores

Acordo faz parte do plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar.

Publicado em 06/05/2026 às 07:40h Publicado em 06/05/2026 às 07:40h por Marina Barbosa
Com acordo, GPA ganha fôlego para retomar o foco nas operações (Imagem: Shutterstock)
Com acordo, GPA ganha fôlego para retomar o foco nas operações (Imagem: Shutterstock)
Em recuperação extrajudicial, o GPA (GPAR3) fechou um acordo de renegociação de dívidas com os seus credores.
💲 Com isso, o dono do Pão de Açúcar conseguiu reduzir a sua dívida em mais de R$ 2 bilhões, ganhou mais tempo para pagar os débitos remanescentes e ainda deve receber um reforço de caixa.
De acordo com a empresa, é uma solução estruturada, que resolve os problemas de liquidez de curto prazo e ainda melhora o seu perfil financeiro, garantindo sustentabilidade no longo prazo. 
"Trata-se de um passo essencial para melhorar o perfil de endividamento e posicionar a Companhia para o futuro, ao mesmo tempo em que preserva o relacionamento com os fornecedores e protege as operações de suas lojas, que seguirão funcionando normalmente", afirmou.

Os números do acordo

O GPA pediu recuperação extrajudicial no dia 10 de março, para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas não operacionais. 
Com isso, a empresa ganhou um prazo de 90 dias para tentar chegar a um acordo com seus credores. Afinal, a legislação brasileira exige que a recuperação extrajudicial conte com o apoio de ao menos 50% dos credores envolvidos.
🔎 No caso do GPA, o acordo foi fechado em 56 dias com credores que representam 57,49% da dívida renegociada e conta com três pontos principais:
  • a redução dessa dívida em mais de 50% ao longo do tempo;
  • a ampliação do prazo de pagamento para 6,4 anos;
  • a redução do custo médio dessa dívida para CDI + 0,5% ao ano.
Com isso, o GPA calcula que os desembolsos previstos para os próximos dois anos serão reduzidos em mais de R$ 4 bilhões, o que deve aliviar o fluxo de caixa e proporcionar "liquidez relevante" para a companhia.
O acordo ainda prevê um novo financiamento de até R$ 200 milhões, a ser oferecido pelos credores envolvidos na renegociação.
Em troca, o GPA prevê a conversão de até R$ 1,1 bilhão de dívidas em debêntures que poderão ser convertidas em ações nos próximos quatro anos.
Para entrar em vigor, no entanto, esse acordo ainda precisa ser homologado pela Justiça, que em março demorou apenas um dia para aceitar o pedido de recuperação extrajudicial do GPA.

E as lojas?

🛒 Dono dos supermercados Pão de Açúcar e Extra, o GPA manteve suas lojas funcionando ao longo de toda a negociação com os credores e reforçou a continuidade das operações nessa terça-feira (5), ao anunciar o acordo com os credores.
"A Companhia reforça que suas operações são saudáveis e que está em dia com as suas obrigações junto a fornecedores, clientes e parceiros, os quais não fazem parte da recuperação extrajudicial e não estarão sujeitos ao plano", afirmou.

PCAR3

Grupo Pão de Açúcar
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