Fundos em Participação (FIPs) pagam dividendos mensais e angariam R$ 607 bilhões em 2026

Ferramenta do Investidor10 mostra que os FIPs mais rentáveis já se valorizaram quase +60% em 12 meses.

Publicado em 28/10/2026 às 17:58h Publicado em 28/10/2026 às 17:58h por Lucas Simões
FIPs são semelhantes aos FIIs e ajudam a financiar a economia real (Imagem: Shutterstock)
FIPs são semelhantes aos FIIs e ajudam a financiar a economia real (Imagem: Shutterstock)
Quando pensamos em pagadores de dividendos mensais, logo vêm à mente os FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), mas, dificilmente, algum investidor mencionará os FIPs (Fundos em Participações). Apesar de desconhecidos do grande público, a categoria vem batendo recorde de captação em 2026, fora que os mais rentáveis da categoria se valorizam quase +60% nos últimos 12 meses.
Durante o primeiro semestre do ano, os FIPs acumularam R$ 748,5 bilhões de capital comprometido, sendo que R$ 607,8 bilhões, ou seja, 81,2%, já estão aportados em empresas, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
Só os investidores estrangeiros foram responsáveis por 50,5% do valor comprometido pelos FIPs, enquanto os locais ficam um pouco atrás, com 49,5%. 
“Os FIPs vêm ocupando um papel cada vez mais estratégico no financiamento da economia real. Ao direcionar capital, inclusive estrangeiro, para empresas de diferentes setores, esses produtos ajudam a viabilizar novos projetos e empregos no país, movimentando a economia”, afirma Julya Wellisch, diretora da Anbima. 
Em 2025, as empresas investidas pelos FIPs criaram 943 mil novos empregos. Agora, em 2026, 589 companhias receberam recursos dos FIPs, 10% a menos que o registrado no mesmo período do ano passado. 
O setor de bens de capital respondeu por 34% das empresas, seguido por energia (19%) e serviços administrativos (14%). Na comparação com o 1º semestre do ano anterior, o número de empresas investidas em bens de capital recuou 14% e, em serviços administrativos, 22%. Em energia, por outro lado, o número ficou praticamente estável, com alta de 1%. 
Entre os setores que ampliaram sua presença nos seis primeiros meses de 2026, destacaram-se construção, indústria digital e atacado, com altas de 53%, 20% e 250%, respectivamente. Juntos, os três setores representam 17% do total de empresas.

FIPs que se valorizaram nos últimos 12 meses

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