Banco do Brasil (BBAS3) despenca mais de 31% nesta segunda-feira (26)

As ações dos principais bancos brasileiros aprofundavam as perdas na Bolsa nesta manhã.

Publicado em 26/10/2026 às 11:08h - Atualizado em 26/10/2026 às 11:27h Publicado em 26/10/2026 às 11:08h Atualizado em 26/10/2026 às 11:27h por Elanny Vlaxio
A queda ocorre no mesmo pregão em que a B3 acionou o circuit breaker (Imagem: Shutterstock)
A queda ocorre no mesmo pregão em que a B3 acionou o circuit breaker (Imagem: Shutterstock)
Às 11h02, no horário de Brasília, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) despencavam 31,35%, cotadas a R$ 16,97, em meio à forte aversão ao risco no mercado financeiro brasileiro após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. A queda ocorre no mesmo pregão em que a B3 acionou o circuit breaker após o Ibovespa recuar mais de 10% na abertura.
A reação negativa dos investidores já aparecia antes do início das negociações na Bolsa brasileira. Por volta das 7h, os contratos futuros de dólar avançavam quase 10% no exterior, chegando a R$ 5,56.  No mercado acionário internacional, empresas brasileiras também registravam perdas expressivas, os papéis do Bradesco (BBDC4), por exemplo, recuavam 28%.
A pressão sobre os ativos ocorre após o resultado eleitoral contrariar as expectativas de parte do mercado, que trabalhava com a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Antes da votação, a perspectiva de mudança no governo havia contribuído para a valorização da Bolsa, especialmente após o resultado do primeiro turno.
A turbulência também levou o Tesouro Nacional a cancelar as ofertas tradicionais de títulos prefixados e de papéis atrelados à inflação previstas para esta semana. Os leilões de títulos indexados à inflação estavam programados para terça-feira (27), enquanto os de prefixados ocorreriam na quinta-feira (29). 

Mais bancos tombando na Bolsa 

As ações dos principais bancos brasileiros também aprofundavam as perdas na Bolsa, em meio à forte turbulência que atingiu o mercado financeiro após o resultado eleitoral. 
Por volta das 11h, os papéis do BTG Pactual (BPAC11) lideravam as quedas do setor, com recuo de 34,16%, enquanto Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4) e Santander (SANB11) também operavam no vermelho.
O BTG Pactual registrava a maior desvalorização entre os bancos citados, com baixa de 34,16%, a R$ 52,55. Na sequência, as ações preferenciais do Bradesco recuavam 24,55%, negociadas a R$ 15,28.
Os papéis do Itaú também apresentavam perdas expressivas, com queda de 16,87%, a R$ 40,15. Já as units do Santander Brasil tinham o recuo mais moderado entre os quatro bancos, de 4,50%, cotadas a R$ 26,29.

BBAS3

Banco do Brasil
Cotação

R$ 24,72

Variação (12M)

23,62 % Logo Banco do Brasil

Margem Líquida

3,71 %

DY

2.76%

P/L

11,54

P/VP

0,76